Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Jovens

puberdade é uma conseqüência natural do desenvolvimento humano, um evento físico com limites de início e término bem definidos. Esse evento tem início no hipotálamo, uma pequena região do cérebro, que começa a produzir substâncias que ativam a hipófise que, por sua vez, envia hormônios estimulantes aos ovários da mulher e aos testículos do homem, iniciando a produção e liberação dos óvulos e espermatozóides.

Além disso, a liberação dos hormônios sexuais gera inúmeras transformações no corpo do adolescente. Em resumo, a puberdade é o evento que capacita homens e mulheres para gerarem novas vidas. A partir das mudanças corporais, é iniciado um processo lento e progressivo de desenvolvimento psíquico denominado adolescência.

DIFÍCIL DE SE VIVER

Tanto as modificações corporais incontroláveis quanto os imperativos do mundo externo, que exigem do adolescente novos padrões de convivência, são tidos, a priori, como invasivos e hostis aos adolescentes. O adolescente, como forma de se defender desses eventos, retém muitas de suas conquistas infantis, ainda que existam o prazer e a vontade de alcançar um novo status social. Dessa forma, nem todas as pessoas vivenciam a adolescência, assim como nem todas se tornam jovens adultos, com a mesma idade. É por isso que educadores e pais insistem em dizer que esta é a etapa mais difícil na vida de uma pessoa. Contudo, quando se compreende o que está acontecendo, o posicionamento torna-se outro e facilita o relacionamento adulto x adolescente.

OS 3 LUTOS

É possível observar na adolescência a elaboração de três lutos fundamentais:

A) pelo corpo infantil;

B) pela identidade e papel infantil;

C) pelos pais da infância.

O adolescente vive em uma busca e construção constante de sua identidade (Quem sou eu?), de sua independência (Ninguém manda em mim!) e de sua importância afetiva (Alguém me ama?). Trata-se de um verdadeiro estado caótico que, aos poucos, vai sendo substituído pelo juízo de realidade, mediante a elaboração dos três lutos, que permite o adolescente compreender que aquela identidade infantil deve dar espaço ao seu novo papel que a natureza e o meio lhe apresentam.

A partir disso, compreendemos o conceito de morte como processo irreversível e natural do desenvolvimento. Os pais dos adolescentes também experimentam, em geral, não sem sofrimento, a perda do filho infantil. Esta é considerada uma dasmais importantes e difíceis fases do ciclo de vida familiar, na qual os pais precisam aprender a flexibilizar as regras para que seus filhos, gradualmente, aprendam a ter liberdade e fazer uso dela com responsabilidade.

CAMINHOS NECESSÁRIOS

Na busca da identidade de adolescente, o indivíduo recorre a “uniformidade” que pode proporcionar segurança e estima pessoal. Nesse momento os grupos adquirem uma importância ímpar, visto que são transferidas ao grupo grande parte da dependência que anteriormente se mantinha com o sistema familiar. Nos grupos, ou tribos, cada pessoa identifica-se com todos e vice-versa, tornando a separação algo quase impossível.

Esta identificação acontece por meio do uso de gírias, de vestuários e de outros comportamentos. É de se esperar que o adolescente circule por diferentes grupos para que possa experimentar a adoção de diferentes ideologias e comportamentos até o momento, no qual ele conhecerá suficientemente seus gostos e preferências para partir para uma nova empreitada: ser um jovem adulto.

DINÂMICA
O Nosso Corpo

OBJETIVO: Conhecer melhor o próprio corpo, aprofundar a integração entre os membros do grupo e refletir sobre a exploração e a valorização do corpo.

MATERIAL: Folhas de jornal, aparelho de som e músicas apropriadas.

DESENVOLVIMENTO:

1. Organizar o grupo em círculo, de preferência com todos sentados no chão. Distribuir para cada participante algumas folhas de jornal.

2. Motivar para que todos se concentrem na dinâmica e procurem desenvolver suas atividades de forma individual, com o máximo de silêncio.

3. Colocar uma música suave de fundo.

4. Pedir para que cada participante pense no seu corpo e escolha uma parte especial, que considere mais importante ou que simbolize algo que marcou a sua vida. Não é necessário que se fale a parte do corpo escolhida, deve-se manter um clima de silêncio e concentração.

5. Cada um deve começar a moldar o papel que tem em mãos, procurando formar a parte do corpo que destacou.

6. Depois que todos acabarem de moldar os papéis, começar a partilha, motivando para que cada um diga a parte do corpo que escolheu e qual o significadodela para a pessoa.

7. Depois que todos tiverem partilhado suas "esculturas", motivar para que observem as demais partes que foram destacadas e procurem "montar" apenas um corpo, unindo todas as partes com fita adesiva.

8. Deixar que o grupo monte o "corpo inteiro" no centro da sala, tentando organizar as partes que se repetem ou têm tamanho desproporcional.

9. Observar a nova "escultura" e conversar:

• O corpo está completo? O que está faltando?

• É possível viver sem estas partes?

• Quais as partes que mais apareceram? Por quê?

• Como é a relação com o nosso próprio corpo? Valorizamos algumas partes mais do que as outras?

• Como cuidamos do nosso corpo no dia-a-dia? Como o corpo é valorizado em nossa sociedade?

• Somos um grupo. O que significa unir cada parte do corpo para formar uma única escultura?

10. Finalizar com uma música e/ou mensagem.

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