Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Jovens
ONDE ESTÃO OS JOVENS? “A Igreja só será Jovem quando
os jovens forem Igreja”
Na paróquia que freqüento, com oito mil fiéis, o grupo de jovens não passa de 10 integrantes. Conclusão, a grande massa da juventude não participa dos nossos grupos de jovens e poucos também se envolvem nas atividades da paróquia.Numa viagem à Europa, encontrei igrejas vazias e missas dominicais freqüentadas, em sua grande maioria, por fiéis acima de 60 anos! Estas e outras situações me deixaram cada vez mais ansioso. É urgente que nos perguntemos:
AGIR LOGO Parece-me urgente agir, para evitar que, em dez anos,
se chegue à situação que constatei na Europa. Os
jovens são por demais importantes para a Igreja! Perdendo-os hoje,
teremos as igrejas vazias amanhã. Não basta ficarmos satisfeitos
por Essas experiências são esporádicas, e seus organizadores estão sujeitos a sucumbir à segunda tentação feita a Jesus e relatada por Mateus 4,5-6. O projeto de Jesus não se realiza por meio das massas emocionadas, seduzidas por um espetáculo de conforto espiritual. Este tipo de religiosidade não ajuda a construir uma forte personalidade cristã, mas só ajuda a aliviar as frustrações que o próprio sistema produz. Temos que voltar ao verdadeiro desafio: - formar uma nova geração de cristãos que se encaixem no mundo de maneira positiva e transformadora, levando a sério a vocação de ser fermento para a transformação deste mundo. JUVENTUDE É bom, portanto, nos perguntar com muito realismo: • Que percentual da juventude da paróquia conseguimos motivar para que se sinta parte viva da comunidade e se engaje num trabalho sério para construir o Reino de Deus? CRIAR ALTERNATIVAS
Dai a importância de criarmos grupos que ofereçam aos jovens espaços de convivência social séria e sadia. Os jovens de hoje, de fato, buscam desesperadamente contatos sociais, espaços para encontrar outros jovens e discutir temas que lhe interessam. Locais em que possam dançar, jogar futebol e namorar. Se nós não lhes oferecermos tais espaços, eles os buscarão em outros lugares, freqüentando as baladas, os bares e os shoppings. COMO AGIR? Nos grupos alternativos, não se apresente logo, e como objetivo principal, a oração, o dever de participar da missa etc., mas debates sobre assuntos como: - sexo, drogas, filmes, desemprego, estudo, namoro, problemas sociais, música, esporte e até religião.
Ofereça-se a possibilidade de ouvir testemunhos de políticos, empresários, artistas, como também de um padre ou leigo engajado na Igreja, que falem de suas experiências e abram sua visão para novos horizontes. Organizem-se excursões para conhecer outras realidades. Promova-se também o engajamento em trabalhos sociais e promoções em favor dos povos mais pobres do mundo. É importante que, nesses grupos, cada um se sinta aceito e valorizado. Dessa forma, o ambiente ajudará o jovem a descobrir o melhor para a sua vida. UMA “NOVA JUVENTUDE” Essa alternativa poderia chamar-se “Nova Juventude”. Fazer parte da NJ poderia tornar-se o distintivo de uma juventude moderna, aberta, interessada aos problemas do mundo de hoje, aberta ao catolicismo, embora não goste de orações tradicionais, das missas tediosas e de muitas de suas normas que consideram antiquadas ou fora da moda. É de tais grupos alternativos que precisamos em nossas paróquias para dar resposta adequada aos jovens que, atualmente, estão à procura de espaços fora da Igreja, uma vez que dentro dela não conseguem se encontrar. Podemos concluir com a frase de João Paulo II: “A igreja de hoje tem que saber responder aos questionamentos e expectativas dos jovens, sabendo falar aos anseios presentes em seus corações, aquecê-los, consolá-los e acolhê-los”. PARA REFLETIR 1.º Qual sua opinião sobre esta linha de pastoral da juventude proposta por Renold J. Blank? 2.º O que oferecemos a esses jovens dos quais o autor se refere? Redação Missão
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