Na ação pastoral da Igreja do Brasil está havendo algo novo e interessante: a caminhada da Infância Missionária. São grupos organizados e outros tantos florescendo em todos os cantos do país: uma verdadeira revolução no setor da pastoral das crianças!

Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Jovens

A Infância Missionária, com o seu lema: Criança evangelizando e ajudando crianças, quer formar cristãos mais abertos e sensíveis aos problemas do mundo, como também mais comprometidos com a evangelização aqui e além-fronteiras.

Mas também este celeiro missionário está apresentando um desafio: O que fazer com as crianças da IM que estão entrando na vida adolescente? É fácil entender que os conteúdos que são passados na Infância Missionária já não respondem às exigências dos(as) adolescentes.

O QUE FAZER?

Diante disso, em setembro do ano passado, aconteceu, em Brasília, uma reunião envolvendo diversos organismos missionários. O grupo refletiu sobre a realidade do adolescente e jovem brasileiro em vista de descobrir rumos novos, num processo de continuidade à caminhada dos que passaram pela Infância Missionária e em harmônia com os outros movimentos já existentes, para uma formação missionária mais forte dos Adolescentes e dos Jovens.

Já existem diversos grupos de adolescentes e jovens Missionários, sobretudo na Bahia, em Minas Gerais e, embora ainda em fase de estruturação, na Arquidiocese de Florianópolis-SC. Outras dioceses, com certeza, estão planejando algo neste sentido.

MUNDO ADOLESCENTE

Preocupada com esta situação, a Equipe do Jornal Missão Jovem quer dar sua contribuição nesta reflexão e na promoção deste novo movimento que tanto poderá contribuir para a promoção da missionariedade e das vocações missionárias.

“Mundo Adolescente” será o título da página 9 que, pelo menos até o final do ano, será voltada a essa categoria de pessoas, por diversos motivos um tanto marginalizada.

Nesta página, os grupos encontrarão reflexões sobre espiritualidade, conhecimentos de povos e culturas, como também propostas de atividades. E tudo isso sem esquecer a dinâmica usada na Infância Missionária que tanto marcaram suas vidas de crianças.

CIDADÃOS DO MUNDO

Recentes estudos constataram que, entre os adolescentes do mundo inteiro, existe uma tendência convergente de partilhar os mesmos hábitos, gostos, estrutura de pensamento e escolha de valores.

Trata-se de um tendência provocada pelo progresso dos meios de comunicação e da ciência e tecnologia que, eliminando as distâncias e os espaços, proporcionaram ao ser humano conhecimentos que, com uma enorme rapidez, colocaram o mundo em nossa casa. Conseqüentemente, embora os homens continuem falando idiomas diferentes e persistam ainda comportamentos distintos, de fato pertencem hoje, de forma mais concreta e em vários aspectos, a uma sociedade mundial que chamamos de “globalizada”.

Uma consciência clara disto nos obriga, em nossa maneira de ser e em nossa preocupação educativa, a olhar além do nosso quintal, de nossa comunidade civil e religiosa, e agir com uma visão que, sem esquecermos das nossas responsabilidades locais e nacionais, nos abra para as necessidades e problemáticas do mundo.

Somos uma só família e devemos nos preparar para vivermos de fato como uma família, onde a casa é o lar de todos. Acontece um incêndio na cozinha? Isso não é apenas problema do nosso irmão que está na cozinha, é problema de todos. A conclusão é clara: as nossas responsabilidades de “cidadãos mundiais” são do tamanho dessa imensa casa.

DESAFIO

Passando tudo isso para uma consideração mais eclesial, podemos encontrar ainda quem sustente que “a missão é aqui”, que os desafios da missão existem nas realidades locais: os católicos não-praticantes, os necessitados do bairro... Com isso, tranqüilamente dispensa-se um olhar solidário sobre o mundo.

Não há dúvida: toda resposta às necessidades locais é expressão genuína da missionariedade da Igreja. No entanto, não podemos esquecer o que afirma o Concílio “A Igreja não pode crescer, se não manifestar, para quem está longe, a mesma preocupação que tem para quem está perto” (AG 37). Missão e universalidade andam juntas!

É com esta mentalidade que a Igreja deve formar o novo cristão. Deve ser alguém que tem vista boa: vê bem perto e longe! Quem deveria ser então este adolescente e jovem que queremos mais missionários?

Alguém que foi tocado pelo olhar profundo de Jesus, o grande Mestre, e por Ele seduzido.

Alguém capaz de usar tempo e energias para erguer a humanidade, realizando o sonho de Deus: um mundo mais humano, justo e fraterno.

Um cristão planetário que, através de suas opções, atitudes e compromissos, prova ter vencido o egoísmo e ser capaz de olhar e se preocupar com o mundo inteiro.

UM TRABALHO FANTÁSTICO

Se o movimento dos adolescentes e jovens missionários, uma vez implantado nas comunidades cristãs do Brasil, atingir esta meta, poderemos afirmar que estará prestando um grande serviço à Igreja e ao mundo. Uma comunidade que não conta com a presença e ação missionária das crianças, dos adolescentes e jovens, não há duvida alguma, é uma comunidade sem vitalidade, sem futuro.

E não é essa uma das maiores preocupações dos nossos padres e das nossas lideranças?

Quem não se questiona sobre a quase ausência das novas gerações nas celebrações, nos encontros e nas atividades comunitárias? E o que se faz de concreto para reverter esta preocupante situação?

Bem vindo, portanto, um movimento que forme e coloque na vida adolescentes e dos jovens um sentido mais forte de pertença à Igreja e uma maior responsabilidade e envolvimento na sua ação evangelizadora do mundo.

Pe. Paulo De Coppi - PIME

PARA REFLETIR

1 - Está de acordo com o exposto nesta página?

2 - Acha oportuna a fundação de um movimento missionário para Adolescentes e Jovens?

3 - Quais deveriam ser os objetivos deste movimento?

4 - Você tem sugestões para dar? Sua opinião é importante para nossa equipe, escreva-nos!

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