Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Jovens
BEBIDAS ALCOÓLICAS Meu filho adolescente está bebendo muito. O que posso fazer? Os pais precisam dar o exemplo e explicar sua preocupação com os riscos da ingestão em excesso de bebidas alcoólicas. Precisam esclarecer que tais comportamentos são inaceitáveis e quais são as conseqüências da desobediência. É imprescindível, entretanto, não reagir de forma exagerada, mas avaliar com sabedoria a situação antes de tomar providências que podem ter resultados negativos. É preciso esclarecer, por exemplo, que a grande maioria dos jovens, algo superior a 70% entre os 15 e 17 anos, já toma bebidas alcoólicas, a ponto de tomar um “porre” passar a ser moda entre os jovens. Sob o efeito do álcool, os adolescentes ficam sujeitos a agressões e a atos de violência. Diga-se mais: os adolescentes, habituados a tomar bebidas alcoólicas, podem vir a apresentar seqüelas que afetam o cérebro, o fígado e o estômago. CIGARRO O que posso fazer para que meu filho pare de fumar?
Por exemplo: • explicar as razões para desaprovar o cigarro, lembrando, por exemplo, que todos têm o direito de ter uma casa sem fumaça, e que o fumante passivo sofre sérios riscos de saúde. • esclarecer que o cigarro produz dependência física e psíquica e que contém substâncias nocivas à saúde que, anualmente, só no Brasil, matam milhões de pessoas. • mostrar que o cigarro comum pode ser o primeiro passo para o uso de outras drogas, como a maconha. As estatísticas afirmam que o jovem que começa a fumar aos 14 anos está cinco vezes mais sujeito a morrer de câncer pulmonar do que alguém que começa a fumar aos 24, e tem 15 vezes mais chances de morrer de câncer pulmonar do que alguém que nunca fumou. SEPARAÇÃO E DIVÓRCIO Estou no meio de um divórcio e tenho preocupações acerca do impacto que isso pode causar nos filhos. Há maneiras de minimizar o choque?
O divórcio implica muitas vezes em morar em outra casa, perder a antiga unidade familiar e os filhos mudarem para um novo colégio, perdendo assim os amigos justamente numa época em que ter amigos é um fator primordial. Tomar, portanto, as devidas providências para minimizar o desajuste que tudo isso pode provocar e, sobretudo, tranqüilizar os filhos convencendo-os que, embora estejam se separando, não irão perder o amor por nenhum deles. Não usar os filhos como mísseis na guerra entre os pais. Não pedir que tomem partido por um dos dois. Infelizmente são estratagemas comuns entre adultos magoados e muito sofridos. Tudo isso arrasa com os filhos. COMPUTADORES E TELEVISÃO Meu filho adolescente está viciado em Internet e jogos de computador. Televisão é também um grave problema. O que posso fazer? Não ficar com medo de impor limites, embora seja necessário antes refletir sobre os motivações dos limites. Se, por exemplo, os deveres de casa estão sendo relegados, estabelecer um limite de tempo para navegar na Internet, brincar com jogos eletrônicos e assistir à televisão. Por conta dessas atividades, ele anda sumido da família? Então é importante esquematizar um horário em que a família se encontre junta, sem passar a impressão de que estaria proibindo o “interesse pela Internet”. E já que os adolescentes ficam furiosos com qualquer tipo de proibição, chegar a um entendimento sobre o tempo gasto naquelas atividades. Muitos jovens se sentem mais à vontade com as novidades tecnológicas do que os pais. Os pais podem tirar proveito da situação, já que os jovens adoram mostrar que sabem mais que os pais. De repente vira-se a mesa e são eles os professores. Permitir ao jovem ensinar-lhes a fazer algo que para eles é bem fácil. É uma boa maneira de incentivar a auto-confiança e abrir um caminho para uma futura aproximação quando os jovens precisarem da sua ajuda ou conselho. Direto da Austrália O autor de “ Criando Adolescente”, diretamente da Austrália, respondeu a um questionamento freqüente dos pais e educadores. Missão Jovem: Os pais vivem muitas vezes em mundos tão diferentes que não conseguem entender o “jeito” de seus adolescentes, que parecem manter um jogo de aparências em casa e, fora dela, vivem um outro jeito de ser. Como então conhecer melhor e se comunicar com os filhos adolescentes? Michael Carr-Gregg - Nem sempre é possível aos pais conhecerem completamente seus filhos adolescentes, pois, enquanto eles crescem, os pais tentam estabilizar sua própria identidade. Isso provoca um distanciamento. A chave para entender os adolescentes é tentar se manter emocionalmente conectados e usar uma comunicação amigável. Os pais deveriam manter a calma, ouvir mais do que falar, usar o humor, evitar confrontos e ultimatos, apenas argumentar sobre coisas que realmente importam, etc. Eu digo para os pais australianos que eles precisam manter o “batendo na porta”, buscando uma mútua disponibilidade de contato.
|
Visite as outras páginas
[P.I.M.E.] [MUNDO e MISSÃO] [MISSÃO JOVEM] [P.I.M.E. - Missio] [Noticias] [Seminários] [Animação] [Biblioteca] [Links]
Voltar