Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Jovens

O espaço desta página é seu. Envie uma experiência pastoral interessante que possa ajudar outros grupos ou comunidades. Neste mês, vamos ver como um grupo de jovens pode ajudar os drogados, conforme sugestões da Pastoral da Juventude da diocese de Passo Fundo-RS.

Já é de conhecimento comum: nos bairros das cidades e até nas vilas, há um amplo “mercado” de drogas.

É tudo bem organizado e hierarquizado, pois têm escalões: o “chefão”, aquele que controla e faz a encomenda do produto; o “traficante”, responsável pela segurança e transporte do produto, além da distribuição para os “bicos”, os responsáveis diretos pela venda. Esses últimos tem sua “freguesia” e estão sempre conquistando novos clientes. Os consumidores não são apenas de uma classe, já que muitos estão envolvidos ou como consumidores diretos ou como intermediadores.

O QUE FAZER?

Diante desse quadro, temos o dever de nos perguntar: o que o grupo de jovens pode fazer para amenizar o problema do narcótico na comunidade? Primeiramente, há de se ter cuidado para que dentro do grupo de jovens não haja aversão às pessoas drogadas, o que, inconscientemente, pode acontecer devido às atividades desenvolvidas no grupo.

E o que fazer quando no grupo de jovens há alguém que consome drogas, o que fazer? Se a comunidade sabe disso, os pais ficam preocupados e acabam não permitindo que seus filhos freqüentem o grupo, pois pensam na influência da “má companhia”. Esta reação é natural, porém, dessa maneira, corre-se o risco, por causa do “pré- conceito” vindo de casa, de se criar exclusão dentro do próprio grupo. Dessa forma, os jovens excluídos, se sentem rejeitados e acabarão buscando uma saída psicológica: “a droga”.

Então, o que o grupo de jovens deve fazer para ajudar no combate aos tóxicos é, principalmente, ser solidário e não excluidor! Na medida do possível, não misturar solidariedade com pena ou aceitação. Ser solidário, neste caso, não é aceitar a situação do drogado, mas ajudá-lo a superar esse seu grave problema.

A Campanha da Fraternidade deste ano, que tem por objetivo o combate à droga, um dos maiores males que aflige a sociedade moderna e que, diariamente, ceifa os sonhos de muitas vidas, não pode encontrar insensíveis os jovens engajados em nossas comunidades cristãs.

Os grupos jovens, da PJ e de todos os movimentos eclesiais, devem afirmar sua fé na vida e, arregaçando as mangas, lutar com todas as forças para que se torne realidade o lema da Campanha: Vida sim, drogas não!

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