Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Jovens
1.ª
Encontro – CONHECENDO O TEMA · Leitura do texto: ADOLESCENTE EM FORMAÇÃO O adolescente, por estar na fase de formação de sua personalidade, é muito mais vulnerável às influências do mundo que o circunda do que o jovem já mais maduro. Um exemplo disso foi o artigo publicado no Missão Jovem, edição n.º 179: “Grupos de Iguais”. Bombardeados por informações econômicas, eróticas, religiosas, políticas e sensacionalistas, os adolescentes estão expostos precocemente ao mundo complexo dos adultos. Status, boa aparência, independência e namoro, já são características desejadas nesta idade, com todas as conseqüências que bem conhecemos. A MÚSICA NESTE CONTEXTO É fácil constatar que nos últimos anos, e de forma cada vez mais intensa, os adolescentes vêm lançando mão dos recursos culturais como forma de socialização entre os grupos de iguais ou mesmo junto aos mais velhos: os jovens. Este fenômeno é visível nas escolas, nas ruas, nos clubes e até nas igrejas. Nestes lugares eles se reúnem em torno de diferentes expressões culturais e se tornam visíveis através do corpo, das roupas, das expressões verbais e de comportamentos próprios das diferentes formas de expressão. Neste contexto, a música é a que mais os envolvem e os mobilizam.
Todos sabemos que a música exerce extraordinária influência sobre as pessoas. Esta arte é usada até com fins terapêuticos, de relaxamento ou de estímulo para o trabalho, o crescimento das plantas e o aumento de produção dos animais. Diante deste contexto musical e da característica do adolescente dos últimos 15 anos, é oferecido um “prato cheio” para a mídia, preocupada pura e exclusivamente com o comércio.
2.ª Encontro – APROFUNDANDO O TEMA
INFLUÊNCIA BOA OU RUIM? Quem não ouviu falar da histeria causada pela Beatlemania na década de 60? Suas músicas mudaram comportamentos na época e ainda hoje criam estilos entre jovens e adolescentes. Mas não foram só os Beatles, o Rock também distanciou adolescentes e jovens do modelo exigido pela sociedade daquele tempo. E em alguns casos, criou anarquistas ao invés de pessoas responsáveis. Não podemos deixar de evidenciar também as influências boas causadas por canções que encorajaram a juventude. Músicos como Caetano Veloso, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Elis Regina, Gilberto Gil, entre outros, mesmo com a censura, conseguiram influenciar uma geração disposta a vestir a “camisa” da mudança.
Embora o Funk seja uma expressão cultural, não podemos negar que, na maioria dos casos, este estilo musical exalta contra-valores. Há algum tempo, alguns telejornais apresentaram casas de baile Funk que promoviam o abuso de menores, relações sexuais em meio às danças, sem contar os nomes atribuídos às nossas belas mulheres brasileiras que, na boca de Tom Jobim, eram “... cheia de graça...” e, no Funk, são “cachorras”.
3.ª Encontro – DO TEMA PARA A ESPIRITUALIDADE MISSIONÁRIA
O ADOLESCENTE CRISTÃO Pensar que o adolescente com uma formação cristã não tenha gosto pelas músicas que estão nas paradas de sucesso é ingenuidade. Primeiro: há muitos ritmos que nos fazem muito bem. Segundo: há muita produção que, pela qualidade do som, vale a pena ouvir. Quem faz a diferença é o adolescente cristão que tem muito mais razões para descartar músicas que não condizem com seu estilo de vida do que outros que são levados pelo vento de uma vida sem compromissos. Fazendo uma comparação entre a música clássica e o Heave Metal, facilmente notamos que há um abismo entre estes dois estilos. A este ponto é de se questionar: Será que músicas que levam o ouvinte à perda da consciência, com gritos histéricos, um instrumental ensurdecedor e danças frenéticas, trazem algum benefício ao adolescente em formação? Não será uma manifestação da falta de alguma coisa? Um vazio que se tenta preencher com o barulho e a libertinagem sexual de tantas músicas modernas? Estes são questionamentos que deveriam ecoar forte nas reflexões e nas opções de um adolescente cristão. A MÚSICA CRISTÃ Principalmente na música religiosa, houve grandes avanços. Surgiram também muitas bandas, conhecidas nacionalmente, como: Cantores de Deus, Vida Reluz, Rosa de Saron e cantores como Pe. Zezinho, Pe. Antônio Maria, Pe. Marcelo, Zé Vicente, Antônio Cardoso e outros cantores que influenciaram multidões e ainda hoje nos emocionam com suas canções. Mas, no próprio gênero religioso, os estilos são muitos. Podemos ouvir certas bandas interpretando cantos religiosos em ritmos como o Rock, Pop, Sertanejo, Forró, Pagode... Enfim, a criatividade das bandas ultrapassa o limite das tradicionais músicas cantadas nos momentos solenes de celebração. Um adolescente cristão só irá dançar na boquinha da garrafa se quiser.
4.ª Encontro – VIDA DE GRUPO · Reflexão: Ler as letras das músicas e perceber o que é bom ou ruim. Comentar em grupo.
· Confraternização: Que tal preparar e realizar uma refeição juntos, regada a muita música? Etori Caldeira de Amorim |
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