Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Jovens

partir desta edição estamos buscando uma maneira melhor para facilitar o uso dos conteúdos que queremos passar para os nossos adolescentes. Mandem suas avaliações e sugestões sobre esta página.

1.ª Encontro – CONHECENDO O TEMA
Será que somos facilmente influenciáveis? Como? Por quê? (troca de idéias)

· Leitura do texto:

ADOLESCENTE EM FORMAÇÃO

O adolescente, por estar na fase de formação de sua personalidade, é muito mais vulnerável às influências do mundo que o circunda do que o jovem já mais maduro. Um exemplo disso foi o artigo publicado no Missão Jovem, edição n.º 179: “Grupos de Iguais”.

Bombardeados por informações econômicas, eróticas, religiosas, políticas e sensacionalistas, os adolescentes estão expostos precocemente ao mundo complexo dos adultos. Status, boa aparência, independência e namoro, já são características desejadas nesta idade, com todas as conseqüências que bem conhecemos.

A MÚSICA NESTE CONTEXTO

É fácil constatar que nos últimos anos, e de forma cada vez mais intensa, os adolescentes vêm lançando mão dos recursos culturais como forma de socialização entre os grupos de iguais ou mesmo junto aos mais velhos: os jovens.

Este fenômeno é visível nas escolas, nas ruas, nos clubes e até nas igrejas. Nestes lugares eles se reúnem em torno de diferentes expressões culturais e se tornam visíveis através do corpo, das roupas, das expressões verbais e de comportamentos próprios das diferentes formas de expressão. Neste contexto, a música é a que mais os envolvem e os mobilizam.

Uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo, sobre o comportamento do adolescente brasileiro em relação às suas horas livres de segunda a sexta-feira, constatou que 55% deles assistem preferivelmente à televisão, 36% preferem ouvir música e rádio, 20% gostam mais de sair ou conversar com amigos e só 15% curtem a leitura de livros e revistas. Considerando que na programação televisiva há apresentações musicais e clipes, os 36% ainda aumentam.

Todos sabemos que a música exerce extraordinária influência sobre as pessoas. Esta arte é usada até com fins terapêuticos, de relaxamento ou de estímulo para o trabalho, o crescimento das plantas e o aumento de produção dos animais.

Diante deste contexto musical e da característica do adolescente dos últimos 15 anos, é oferecido um “prato cheio” para a mídia, preocupada pura e exclusivamente com o comércio.

  • Discutir em grupos: O que significa “Maria vai com as outras?” Isso se aplica aos adolescentes?
  • Tarefa: Trazer para o próximo encontro o nome dos vários estilos musicais que os adolescentes curtem.

2.ª Encontro – APROFUNDANDO O TEMA

  • Colocar num quadro ou papel, os nomes dos vários estilos musicais que cada um trouxe.
  • Leitura do texto:

INFLUÊNCIA BOA OU RUIM?

Quem não ouviu falar da histeria causada pela Beatlemania na década de 60? Suas músicas mudaram comportamentos na época e ainda hoje criam estilos entre jovens e adolescentes. Mas não foram só os Beatles, o Rock também distanciou adolescentes e jovens do modelo exigido pela sociedade daquele tempo. E em alguns casos, criou anarquistas ao invés de pessoas responsáveis.

Não podemos deixar de evidenciar também as influências boas causadas por canções que encorajaram a juventude. Músicos como Caetano Veloso, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Elis Regina, Gilberto Gil, entre outros, mesmo com a censura, conseguiram influenciar uma geração disposta a vestir a “camisa” da mudança.

Na década de 80 começaram a surgir algumas bandas que, em suas letras musicais, traziam humor e malícia. João Penca e seus Miquinhos Amestrados está entre elas. A partir daí, este gênero só aumentou, resultando no que hoje poderíamos chamar de “besteirol da música brasileira”. Sem a pretensão de moralizar, o sucesso de músicas como “Boquinha da Garrafa” e “Éguinha Pocotó” revelam o desprezo de nossa juventude pela cultura brasileira e o desrespeito à pessoa humana.

Embora o Funk seja uma expressão cultural, não podemos negar que, na maioria dos casos, este estilo musical exalta contra-valores. Há algum tempo, alguns telejornais apresentaram casas de baile Funk que promoviam o abuso de menores, relações sexuais em meio às danças, sem contar os nomes atribuídos às nossas belas mulheres brasileiras que, na boca de Tom Jobim, eram “... cheia de graça...” e, no Funk, são “cachorras”.

  • Discutir em grupos: A partir do texto e dos vários estilos musicais trazidos para o encontro, ver o que cada estilo pode proporcionar de bom ou ruim para o adolescente.
  • Tarefa: Para o próximo encontro trazer um músico da comunidade e cada adolescente traga um CD ou fita com o estilo que mais gosta.

3.ª Encontro – DO TEMA PARA A ESPIRITUALIDADE MISSIONÁRIA

  • Ouvir algumas músicas dos CD’s trazidos e depois comentar juntamente com o músico as sensações tidas ao ouvi-las.
  • Leitura do texto:

O ADOLESCENTE CRISTÃO

Pensar que o adolescente com uma formação cristã não tenha gosto pelas músicas que estão nas paradas de sucesso é ingenuidade. Primeiro: há muitos ritmos que nos fazem muito bem. Segundo: há muita produção que, pela qualidade do som, vale a pena ouvir.

Quem faz a diferença é o adolescente cristão que tem muito mais razões para descartar músicas que não condizem com seu estilo de vida do que outros que são levados pelo vento de uma vida sem compromissos.

Fazendo uma comparação entre a música clássica e o Heave Metal, facilmente notamos que há um abismo entre estes dois estilos. A este ponto é de se questionar: Será que músicas que levam o ouvinte à perda da consciência, com gritos histéricos, um instrumental ensurdecedor e danças frenéticas, trazem algum benefício ao adolescente em formação?

Não será uma manifestação da falta de alguma coisa? Um vazio que se tenta preencher com o barulho e a libertinagem sexual de tantas músicas modernas? Estes são questionamentos que deveriam ecoar forte nas reflexões e nas opções de um adolescente cristão.

A MÚSICA CRISTÃ

Principalmente na música religiosa, houve grandes avanços. Surgiram também muitas bandas, conhecidas nacionalmente, como: Cantores de Deus, Vida Reluz, Rosa de Saron e cantores como Pe. Zezinho, Pe. Antônio Maria, Pe. Marcelo, Zé Vicente, Antônio Cardoso e outros cantores que influenciaram multidões e ainda hoje nos emocionam com suas canções.

Mas, no próprio gênero religioso, os estilos são muitos. Podemos ouvir certas bandas interpretando cantos religiosos em ritmos como o Rock, Pop, Sertanejo, Forró, Pagode... Enfim, a criatividade das bandas ultrapassa o limite das tradicionais músicas cantadas nos momentos solenes de celebração.

Um adolescente cristão só irá dançar na boquinha da garrafa se quiser.

  • Partilha: Pedir ao músico para que partilhe sua experiência. Até que ponto a música o influenciou na vida.
  • Oração: Ouvir uma música de uma banda ou cantor católico e a partir da letra, o grupo faz uma oração por todos os adolescentes do mundo.
  • Tarefa: Trazer para o próximo encontro duas letras de músicas: uma positiva e outra negativa. Se alguém souber tocar, poderá se aventurar na composição de uma música que fale da vida dos adolescentes. Poderá ser apresentada no 4.° encontro.

4.ª Encontro – VIDA DE GRUPO

· Reflexão: Ler as letras das músicas e perceber o que é bom ou ruim. Comentar em grupo.

· Sugestão: Dar a idéia para o grupo de reunir-se na casa de um membro para ouvir música. Cada um pode levar o CD de que mais gosta.

· Confraternização: Que tal preparar e realizar uma refeição juntos, regada a muita música?

Etori Caldeira de Amorim
etori@missaojovem.com.br

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