Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Jovens
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Continuando as reflexões sobre a caminhada vocacional dos jovens, neste artigo falaremos sobre o guia espiritual. O primeiro confronto que um jovem encontra quando sente dentro de si algo que pode assemelhar-se à idéia de consagrar-se a Deus ocorre consigo mesmo. É lógico que, inicialmente, ele se pergunte o que isso pode significar: Será que se trata de uma fantasia, de um erro, ou é algo real? No decorrer das temáticas abordadas nas edições passadas, já refletimos sobre a capacidade de avaliarmos nossos desejos e aspirações. São João exorta: Amados, não acrediteis em qualquer inspiração, mas examinai-as para ver se vem de Deus (1Jo 4,1). Nesta avaliação é fácil perder-se. Para muitos, este exame se torna cansativo, cheio de contrastes e argumentações a favor ou contra. Facilmente aquela inspiração e desejo inicial acabam sendo enterrados pelos nossos porém..., mas..., e se depois..., vamos ver..., vou esperar mais um pouco..., me parece que..., não sinto mais nada..., talvez.... A CORAGEM DO CONFRONTO
Você passa a acreditar que não pode mais se esconder atrás de um anonimato, e que a companhia de alguém que entende o que está acontecendo com você lhe oferece possibilidades e maneiras mais concretas para uma verificação. Portanto, nessa situação, você deve evitar a tentação de se fechar na solidão. E ELI COMPREENDEU QUE DEUS CHAMAVA SAMUEL Já conhecemos a história bonita de Samuel, o jovem chamado por Deus a ser profeta. Nesse momento tão importante de sua vida foi muito importante a presença de Eli (1Sam 3,1-19). No relato bíblico, facilmente podemos perceber a importância da presença de Eli, um intermediário que, aos poucos, o orientou e lhe deu um rumo. Embora não entendendo imediatamente do que se tratava, no fim conseguiu orientar Samuel. Sublinhemos outro fato: geralmente o chamado de Samuel acontece num templo, num lugar de oração, de recolhimento e de silêncio. Isso indica que, geralmente, o chamado de Deus se manifesta no contexto de uma comunidade cristã, onde se procura vivenciar o Evangelho. É importante também se convencer de que uma vocação autêntica nunca é uma escolha própria, um cálculo ou um desejo pessoal, mas ela sempre vem de fora. O vocacionado deve se tornar disponível ao chamado e às indicações da Igreja. MAS, COM QUEM FALAR ? A resposta mais fácil e mais certa é que você fale com um guia espiritual, com o seu confessor, com aquele padre, religiosa ou pessoa que o conhece há tempo. Deve ser uma pessoa na qual você depositou a sua confiança, com a qual você já conversou e se sentiu compreendido. Se for uma pessoa de Deus, ela conhece os caminhos da vocação e já aprendeu a discernir os desejos e as turbulências da alma. Esta é a pessoa que poderá lhe ajudar a colocar ordem dentro de sua vida e de seus pensamentos. Com segurança, ela lhe ajudará a peneirar as ilusões, a desativar os medos, abrindo-lhe um percurso de discernimento e de verificação. Se for uma pessoa de um certo calibre espiritual, o guia conhecerá as ferramentas, os lugares e as experiências mais úteis para clarear mais e, em certos casos, aconselhará até de continuar a caminhada com outros guias. De uma coisa se tem certeza: a Igreja não conhece especialistas na vocação ou equipes de laboratório especializados no estudo do fenômeno vocacional. Há, sim, pessoas mais preparadas, há mulheres e homens de Deus que exerceram e afinaram, ao longo da vida, o dom e a responsabilidade do discernimento espiritual. UM CAMINHO DE CONFIANÇA Se de um lado a vocação é uma realidade que deve ser guardada com carinho no próprio coração, por outro lado, como não é um merecimento próprio, mas um dom de Deus, deve ser compartilhado. Com o guia espiritual deve-se ter a máxima abertura. No relato da vocação de Samuel, Eli lhe falou Não me ocultes nada, e Samuel contou tudo, sem lhe ocultar coisa alguma. No caso, vê-se claramente como Samuel teve confiança em Eli, homem que o Senhor lhe tinha posto ao seu lado como guia.
Dado que o caminho com o guia espiritual supõe uma relação a dois, é importante que ambos procurem o bem sem perderem sua originalidade e a própria identidade. É verdade que a um certo ponto da relação pode surgir uma dependência ou uma confiança quase infantil, mas o rumo que se quer perseguir é uma relação na qual se pode até chegar a ser amigos, mas com a presença de uma terceira pessoa: o Espírito que envolve os dois numa comunhão que vai além e que recorda as palavras de Jesus: Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles (Mt 18,20). 1.ª SEMANA
O(a) secretário(a) prepara suas anotações para o plenário a ser realizado no próximo encontro. 2.ª SEMANA
Orações espontâneas. 3.ª SEMANA 4.ª SEMANA |
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