Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Liturgia
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Se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dentre vós dizer que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, vazia é nossa pregação, vazia também a vossa fé... Por conseguinte, aqueles que adormeceram em Cristo estão perdidos. Se temos esperança em Cristo tão somente para esta vida, somos os mais dignos de compaixão de todos os homens (1Cor 15,12-20)
A certeza da ressurreição de Jesus Cristo ilumina não
apenas a morte do cristão, mas também sua vida. Se Deus
chama à felicidade plena em sua casa (Jo 14,1-3), a existência
tem sentido maior que simples passagem por este mundo. Em Jesus o Pai
propõe não apenas um final feliz após
os sofrimentos desta vida, mas oferece nova perspectiva, inclusive ao
sofrimento e à morte.
O sofrimento provoca crise no relacionamento. A morte corta definitivamente a relação com os outros, com o mundo. A experiência da finitude toma conta da pessoa, pondo em evidência os limites humanos, sua precariedade, sua fragilidade que torna o doente dependente dos outros, da família, dos amigos, dos médicos.
Tudo se torna ainda mais dramático no confronto com a verdadeira
paranóia que o mundo de hoje vive em relação
ao culto à saúde. Além de exigir a qualidade de vida (o que é mais do que justo e compreensível), a sociedade moderna sonha com um mundo sem males, aqui e agora, com a vitória sobre a morte, com a conquista da imortalidade como uma vitória da humanidade.
À luz da fé cristã, a morte não é uma ruptura irremediável, mas, acima de tudo, uma transformação: Para aqueles que crêem em Cristo, a vida não é tirada, mas transformada, e desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível (Prefácio dos mortos). A morte não constitui final melancólico da existência humana, mas o término de uma etapa, em busca da vida plena. Também não deve ser vista como um castigo, mas como uma realidade que faz parte da história da humanida de, do ser humano. Sua dramaticidade, sim, se deve à situação de pecado, na qual a humanidade foi envolvida desde as origens.
Em Cristo ressuscitado, a ruptura interior é recomposta, a experiência do vazio dá lugar ao sentido para a vida, a crise de relacionamento se transforma em comunhão com Deus e com os irmãos, os limites humanos e a precariedade do tempo presente são revestidos da imortalidade, a liberdade será definitivamente plena. Nossa união com Cristo, aqui e agora, no transcurso desta vida, já constitui o início e a certeza da vida plena. Viver por Cristo, com Cristo e em Cristo é construir os alicerces sobre a Rocha.
A vida eterna não constitui apenas uma realidade futura, para depois; já se inicia aqui, agora, a medida que se é fiel a Deus e se vive seus ensinamentos. A esperança na imortalidade brota de Cristo ressuscitado e se fundamenta na certeza de que Deus nos quer em sua casa, para sempre. A Sagrada Escritura não diz a última palavra sobre a morte: o enigma e o mistério continuam. A Bíblia, no entanto, nos conduz àquele que tem a última palavra sobre tudo e sobre todos: Cristo ressuscitado! Só ele tem palavras de vida eterna! Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E quem vive e crê em mim, jamais morrerá (Jo 11,25-26). Crer em Cristo ressuscitado é começar a viver, na esperança, a felicidade do novo céu e da nova terra, porque o Cordeiro Imolado, que reina vivo, faz novas todas as coisas (Ap 21,5). Em Cristo, a humanidade poderá ter a certeza de que nunca mais haverá maldição... não haverá noite, ninguém mais precisará da luz da lâmpada, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos (Ap 22,3-5). Seremos felizes, porque convidados para a Ceia do Senhor, a Ceia do Cordeiro! Então, nossa última palavra, mais do que um pedido, será uma aclamação: Vem, Senhor Jesus! Pe. Valter M. Goedert PARA REFLETIR:
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