Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Liturgia
Reunido em celebração, o povo de Deus se manifesta como Igreja, isto é, assembléia dos convocados pelo Pai em cristo na força do Espírito Santo. A diversidade dos dons e carismas, a variedade das experiências e vivências, a multiplicidade dos ministérios e serviços, toda a riqueza que constitui uma comunidade eclesial converge para o momento da celebração. A IGREJA IDENTIFICA-SE Se na escuta da Palavra a comunidade cristã recebe seu conteúdo, se na vida de comunhão e participação adquire sua estrutura própria, se no compromisso transformador encontra a orientação de sua ação, na liturgia descobre sua identidade. Celebrar é identificar-se, assuassumir-se, reconhecer-se, configurar-se. Se celebrar o próprio aniversário é identificar-se nesta atual etapa da vida; se celebrar a formatura de alguém é reconhecer o novo papel que esta pessoa assume na sociedade, da mesma forma, quando um grupo de cristãos reúne-se para celebrar, ele identifica-se e configura-se como Igreja, isto é, entra em sintonia com a proposta e o projeto de Deus, que constitui a razão do seu ser e agir. LITURGIA: MEMORIAL Mas de que forma a liturgia cumpre esta função de dar identidade à comunidade cristã? Em primeiro lugar, ao trazer para a comunidade aquilo que é seu ponto de partida: as ações, as palavras, o projeto do Senhor Jesus. Liturgia é retomada de tudo o que Jesus Cristo fez enquanto esteve acampado no meio de nós, é tornar presente sua prática, na qual revela sua fidelidade ao Pai e sua solidariedade com o povo sofrido e marginalizado. Liturgia é sempre memorial, é sempre um "fazei isto em memória de mim". (1 Cor 11, 25). Realizando esta memória, a liturgia faz com que a comunidade não seja qualquer grupo ou associação, mas comunidade cristã, Igreja de Jesus. Em segundo lugar, a liturgia cumpre sua função de dar identidade à comunidade dos cristãos na medida em que ajuda a compreender que aquela prática de Jesus não aconteceu apenas para um grupo restrito de pessoas, em determinado lugar e momento da história, mas é profundamente atual. Liturgia é reconhecer que a salvação, inaugurada por Jesus na Palestina, há dois mil anos atrás, acontece hoje. É anúncio da “morte do Senhor até que ele venha” (1 Cor 11,26). É proclamação de que o Reino não é algo de um passado distante ou de um futuro longínquo, mas está no meio de nós. Realizando esta proclamação, a liturgia faz com que a comunidade sinta-se próxima e relacionada a Jesus Cristo. Em terceiro lugar, a liturgia constrói a identidade eclesial ao criar condições para que a comunidade assuma sua missão. A memória das maravilhas de Deus não é uma simples lembrança, a proclamação da atualidade da salvação não é mero discurso, mas devem suscitar uma disposição: “Que farei, Senhor?” (At 22,10). Liturgia é abertura ao futuro, comprometimento com aquilo que se celebra. Criando estas motivações, a liturgia faz com que a comunidade assuma seu compromisso batismal, tornando-se seguidora de Jesus Cristo.
Queridas Lideranças, Nossa força é a oração. Nos momentos difíceis recorremos a Deus, de modo mais intenso, a fim de encontrar nele luz e força para enfrentar os acontecimentos da vida. Nossa oração, no entanto, não é apenas uma experiência de comunhão com o Pai no plano individual: ela se abre para aqueles que aprendemos a amar e, assim, torna-se bem dos outros. Ainda mais valor tem a oração em que muitos colocam sua fé em Deus, recorrendo a ele em favor das necessidades de todos. MARIA INTERCESSORA
MODELO DE FÉ Maria é modelo de fé em meio às provações. Seu coração nunca duvidou do amor de Deus e soube sempre nele confiar. Meditava, à luz da Palavra, nos acontecimentos de seu povo para aí descobrir a presença e a ação providente do Pai. Ela nos ensina que Deus tem solicitude constante pelos seus filhos e há de nos dar graça para superar o medo, a desesperança e encontrar força para buscar caminhos de justiça e paz. É para nós a mãe que nos revela o rosto amoroso de Deus. Ela nos comunica o amor que vence o egoísmo, a ganância e a acumulação de bens. MÃE DOS POBRES Precisamos redescobrir, pelo exemplo de Maria, que somos irmãos e temos de reaprender o respeito, o amor e a solidariedade entre nós. Sem amor não há superação do ódio, não há reconciliação e partilha fraterna. Como alcançar a justa redistribuição das terras e relações mais humanas no trabalho, se não houver a descoberta do direito de que cada irmão tem de que promovamos sua vida? Maria, como o Evangelho nos ensina, viveu vida simples, compreendeu e experimentou o sofrimento da vida humana e o drama dos pobres. Invocando Maria, cada um vai aprender a respeitar a dignidade humana. Os empobrecidos vão assumir a própria dignidade, somar esforços, desenvolver os valores profundos da solidariedade e coragem diante das dificuldades. Também os mais favorecidos hão de entender que devem se empenhar para que os empobrecidos tenham condições humanas de vida. UNIR AS FORÇAS A solicitude materna de Maria deverá nos levar a encontrar, num clima de verdadeira concórdia social, soluções adequadas para o problema da terra, moradia, saúde e educação. Unamos nossa fé numa oração de filhos que invocam a Mãe comum, pedindo-lhe que nos eduque e oriente, que nos abra ao ensinamento de Jesus, aquele que veio anunciar o reino de justiça e fraternidade.
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