Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Missão
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A história da evangelização na África não foi muito diferente à das Américas, no momento da chegada dos europeus naquelas terras. Quando se fala da evangelização na África, dificilmente se consegue separá-la do processo de colonização, como aconteceu exatamente com os portugueses na Guiné-Bissau. Um tempo, durante o período da colonização e da evangelização, ensinaram que o africano só poderia conseguir a sua salvação fora do seu próprio continente. Só mais tarde, depois de muito tempo procurar a salvação nas terras longínquas e alheias, é que falaram que o africano poderia conseguir a sua salvação sem precisar sair do seu meio, físico e social.
O ano de 1446 foi a data da chegada dos portugueses. Só 51 anos depois chegaram os missionários, Ia encontrando um povo diferente pela Iíngua, religião cultura... que, na Iógica do tempo, deveria ser ocidentalizado. Só assim os povos nativos se tornariam também "civilizados". Ser civilizado, naquela época, significava ter a mentalidade e a cultura européia. A Igreja, após a independência do país em 1974, tornou-se mais independente e a própria ação evangelizadora seguiu novos rumos, renovando a sua ação missionária e inculturando a Boa Nova nas culturas locais. Depois de três anos da independência surgiu a primeira diocese e, com a chegada de diversas congregações, a ação missionária foi se expandindo pelo interior do país. A jovem Igreja sentiu cada vez mais a necessidade de investir na formação de sacerdotes, religiosos(as) e catequistas locais, como também na fundação de novas comunidades. E a Igreja da Guiné-Bissau já apresenta frutos relevantes: 24 sacerdotes e 16 religiosas guineenses.
O Senhor Jesus, mediante o seu Espírito, continua chamando homens e mulheres para que se consagrem a causa do Evangelho. Através da família missionária do PIME, eu e mais dois seminaristas da Guiné Bissau estamos cursando filosofia em Brusque. Com o nosso SIM ao chamado de Deus, queremos mostrar que toda Igreja, embora jovem e pobre, têm a responsabilidade de se preocupar, investindo suas melhores energias no anúncio do Evangelho a todas as gentes. Nós torcemos para que a nossa África, que já recebeu muito de outros continentes, se torne cada vez mais missionária. Gaudêncio Francisco Pereira - PIME
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