Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Missão
Em Puebla, movidos pelo Espírito, os Bispos do continente fizeram uma declaração muito corajosa: “...devemos dar de nossa pobreza”. Na ocasião foi publicado também um apelo a todas as Igrejas da América latina com o título: “Finalmente chegou a hora”. Tratava-se de um forte estímulo para que assumissem a evangelização de todos os nossos irmãos do mundo ainda não evangelizados. Nesta página, para motivar o Mês Missionário 2004, falarei dos organismos missionários e do que está se fazendo para animar missionariamente a ação pastoral da Igreja no Brasil. ESTRUTURAS A) ORGANISMOS ECLESIAIS O Conselho Missionário Nacional – COMINA nasceu em 1971 para coordenar todas as forças missionárias do Brasil e para reforçar a dimensão missionária das Igrejas locais. Ao longo destes últimos 30 anos, este organismo procurou ampliar suas ramificações no âmbito dos Secretariados Regionais da CNBB, criando os Conselhos Missionários Regionais – COMIREs, como também, em nível diocesano, os Conselhos Missionários Diocesanos - COMIDIs. Esses organismos missionários, em seus diversos níveis, assessoram e coordenam a animação missionária atendendo às Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil - DGAE. B) A SERVIÇO DA MISSÃO A dimensão missionária da Igreja no Brasil está se tornando cada vez mais articulada. Vejamos: • Projetos concretos de cooperação missionária surgiram em âmbito nacional, regional e diocesano, seja para atender às necessidades da própria Diocese, como também em regiões de maior necessidade no país e além das fronteiras nacionais.
• As Pontifícias Obras Missionárias - POM, diretamente ligadas à Santa Sé, tornaram-se mais dinâmicas e integradas na vida da Igreja do Brasil. • O diálogo com a Conferência dos Religiosos do Brasil - CRB tem ajudado para aproximar as famílias religiosas de carisma missionário ou empenhadas em iniciativas além fronteiras. • O dinamismo das Santas Missões Populares, e outras formas de missão, reforçaram em muito o entusiasmo missionário de sacerdotes, religiosos(as) e leigos(as). SUA NATUREZA A) ARTICULADO NA PASTORAL DE CONJUNTO A Igreja é missionária por sua própria natureza. Por isso, não há nada na ação evangelizadora das Comunidades, Paróquias e Dioceses que não esteja impregnado pela dinâmica da missão. Da mesma forma, os diversos Conselhos Missionários, inclusive os Conselhos Missionários Paroquiais - COMIPAs, estão intimamente ligados ao planejamento pastoral e não se pode entendê-los fora disso. Uma ação pastoral de conjunto, numa Diocese, não pode dispensar-se também da destinação dos recursos humanos, materiais e financeiros suficientes para que sua equipe missionária possa realizar suas tarefas.
A dimensão missionária exige de todos os segmentos da Igreja a qualificação de seu quadro de pessoal. A improvisação é inimiga da missão e favorece a repetição de erros do passado.
B) SINAIS DOS TEMPOS A Carta Encíclica Redemptoris Missio inicia e termina (n.º 1 e n.º 92) acenando para a necessidade de um olhar atento para os sinais dos tempos, seja para fazer uma leitura adequada da realidade, seja para recuperar o ânimo na missão. Já passamos por tormentas e calmarias na grandiosa tarefa missionária. Um novo ardor, novos métodos e novas expressões na missão exigem de todos e de cada um a capacidade de, com serenidade e coragem, responder fielmente ao mandato missionário do próprio Jesus: “Ide e pregai o Evangelho a toda criatura...”. SUAS TAREFAS A) A COORDENAÇÃO Coordenar é pôr as coisas numa determinada ordem. O ministério da coordenação requer o princípio da subsidiariedade, do planejamento participativo e de uma adequada compreensão dos fins a que se destina. Ao menos por isso, a dimensão missionária da ação evangelizadora exige uma equipe de coordenação, capaz de levar adiante propostas e projetos em seu campo específico. B) A ANIMAÇÃO Se é verdade que vivemos em tempos de motivação mais de tipo vivencial e emocional, e que as pessoas não reagem mais apenas pelo convencimento intelectual, então a animação missionária é uma necessidade. Animar nossos agentes, nossas comunidades e os cristãos em geral parece fazer parte do espírito religioso baseado na opção e não na obrigação. Nossas opções precisam ser provocadas, vez por outra. C) A FORMAÇÃO Uma das descobertas desconcertantes que estamos fazendo é que a formação religiosa da nossa gente não foi suficientemente sólida. Deixar de formar agentes para a missão por um ano pode significar a perda de muitos anos logo aí na frente. Os fenômenos do neo-pentecostalismo e do ateísmo prático, em todas as camadas sociais, parecem estar a nos dizer que é necessário preocupar-se seriamente com a formação D) A COOPERAÇÃO Cristãos em geral e as Igrejas Diocesanas estão acordando para a cooperação missionária. Vários são os projetos neste sentido (Igrejas Irmãs, Igrejas Solidárias, missão além fronteiras...).
Nosso gesto de partilha com a ação missionária de toda a Igreja, que tem seu momento forte no mês missionário, ainda está longe de expressar a generosidade e a sensibilidade tão típicas do povo brasileiro. |
Visite as outras páginas
[P.I.M.E.] [MUNDO e MISSÃO] [MISSÃO JOVEM] [P.I.M.E. - Missio] [Noticias] [Seminários] [Animação] [Biblioteca] [Links]