Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Missão

PORTUGAL - E por que não eu? A questão veio juntar-se a outra: Por que a missão? A estas questões um grupo de leigos missionários tentou responder num encontro realizado em Fátima, Portugal.

São eles: engenheiros, professores, estudantes, bancários, todos leigos.O que une este grupo é a vontade de partir, ou seja, deixar a família e o emprego, entre outras coisas, e ir para Angola, São Tomé e Príncipe ou outro local onde forem chamados.

Os argumentos utilizados para justificar a ida em missão, apresentados pelo grupo, apontaram para o “chamamento, vivência da fé, dar e receber”. Mas, “isto não tem consistência”, afirmou o assessor, Juan Ambrósio, aos presentes.

Por quê? “Porque não se consegue convencer ninguém a ir com estes argumentos”. Então como é que se justifica? “A resposta está no coração e passa pelo diálogo de intimidade com Deus, no dia-a-dia, reafirmando o propósito de ser cristão”.

A experiência de missão não passa só por evangelizar, mas também por ser evangelizado. É o que diz Sandra Lemos, que já esteve em missão. Quando voltam, ainda que de uma experiência curta, as pessoas “têm outra sensibilidade, mais trabalhada. Isso contribui para uma sociedade mais justa e capaz de acolher os outros”.

Os leigos querem, cada vez mais, fazer a experiência da missão fora do próprio país. Ali eles assumem responsabilidades no anúncio do Evangelho e vivem em comunidade. O fato de não serem consagrados os distingue dos religiosos com os quais, sempre que for possível, trabalham em conjunto.

Preparar a partida

A Fundação “Evangelização e Culturas” promove quatro encontros para leigos que querem partir. Estes encontros servem de complemento ao programa de formação para leigos missionários. A iniciativa visa dar resposta ao tema: “A nova evangelização tem de ser feita com toda a Igreja”.

É necessário, além desta formação, que os missionários leigos tenham mais de 21 anos e se comprometam a trabalhar, pelo menos um ano, em projetos concretos de desenvolvimento das populações locais ou de evangelização, sempre em completo acordo com a Igreja local.

No Brasil, por diversos motivos, estamos ainda longe de possibilitarmos tais experiências missionárias para os nossos leigos. No entanto, um punhado deles já trabalham nos diversos continentes. A semente não deixará de dar seus frutos.

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