Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Missão
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COMO SER FIEL?
A fidelidade missionária não é estabilidade rígida, imobilidade fria e nem repetição monótona. Às vezes, nos comportamos como aquele pescador que sempre lançava teimosamente as redes no mesmo lugar, embora o leito do rio fosse reduzido a um areal. A fidelidade missionária é, ao contrário,
uma resposta viva, criativa, dialógica e perseverante ao Cristo
missionário. Poderíamos dizer que a fidelidade missionária apóia-se em quatro colunas: 1 - na busca paciente e generosa dos caminhos e dos projetos do Senhor dentro da realidade humana; 2 - na acolhida e aceitação serena dos projetos de Deus, freqüentemente envolvidos de mistério e de surpresa. É a atitude de Maria que conservava todas essas coisas, meditando-as em seu coração! (Lc 2,19). É a atitude também de Abraão, a caminho de uma terra prometida, mais ainda desconhecida; 3 - na coerência. Isto é, anunciar pela vida e pela palavra, lembrando as famosas perguntas de Paulo VI: Acreditais verdadeiramente naquilo que anunciais?; 4 - na constância. A coerência não deve se reduzir às horas do entusiasmo, mas deve se prolongar nas horas da tentação, do desânimo e do aparente fracasso. A HISTÓRIA DE YU GUNG No norte da China vivia, há muito tempo, um homem idoso chamado Yu Gung. Duas altas montanhas obstruíam o caminho que levava à casa dele. Yu Gung, depois de longa reflexão, decidiu derrubar as duas montanhas. Usando uma picareta e com a ajuda dos filhos, começou o trabalho com entusiasmo. Todo mundo ria dele, achando absurdo e doido aquele tipo de trabalho que não iria dar em nada. Yu Gung, apesar das zombarias, assim respondia a todos: Quando eu morrer, os filhos continuarão o trabalho; depois os netos e os filhos dos netos, por muitas gerações, até a demolição completa das montanhas. O importante é não desanimar!. Muitos, informados do projeto de Yu Gung e comovidos por tanta coragem e boa vontade, decidiram intervir para ajudar no trabalho. MORAL DA HISTÓRIA A tarefa da construção do Reino é imensa, difícil, e encontra muitos obstáculos no caminho. O importante é, na coerência e na constância, nunca desanimar e dar, todo dia, um passo avante na busca e na aceitação dos desígnios de Deus. Afinal de contas, estamos segurados pelas palavras do Senhor que declarou: Estarei com vocês até o fim dos tempos (Mt 28,20). Pe. Paulo De Coppi PARA REFLETIR 1 - Leiam e reflitam: Is 1,21; Mt 24,45-51; Mt 25,21; 1Cor 4,2; Ap 2,10. 2 - Por que tantos cristãos são infiéis aos compromissos do batismo? 3 - Além do martírio, em quais outras situações você enxerga sinais de grande fidelidade? |
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