Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Missão

Pe. Paulo, levando em consideração o lançamento de IGREJA EM MISSÃO, seu novo livro de missiologia popular, gostariamos que nos esclarecesse: como deve ser o missionário hoje?

Felizmente a família humana, de ontem e de hoje, sempre pôde contar com pessoas que, disponíveis ao chamado de Deus, se doaram para que Ele realizasse seu plano de salvação.

É o que afirma o documento Ad Gentes: “O Senhor Jesus sempre chama dentre os discípulos aqueles que Ele mesmo quer para que estejam com Ele e os envia para pregar aos povos” (AG 23).

OS MISSIONÁRIOS TAMBÉM MUDAM

Já que a missão passa sempre por um processo de mudança, é normal também que mude a imagem do missionário e seu papel na Igreja. Antes do Concílio Vaticano II o missionário era visto como um herói que parte, abandonando tudo e para sempre, que enfrenta todo tipo de sacrifícios e perigos até a morte.

Em poucas palavras: um super-homem! Nos últimos anos, as mudanças das situações concretas nos assim chamados territórios de missão, como também as novas orientações do Concílio e documentos sucessivos, mudaram também a imagem do missionário, tornando-o mais humano e eclesial, mais dialogante e inculturado na realidade onde ele trabalha.

O VATICANO II E AS EXIGÊNCIAS ATUAIS

A partir do Concílio, podemos assim caracterizar o Missionário.

Ele é um cristão:

      • Que parte: sua pátria é o mundo.
      • Que se torna irmão universal: dialoga com todos os povos.
      • Que se encarna na realidade: línguas, problemáticas, costumes.
      • Otimista: enxerga o positivo nas manifestações dos homens.
      • Que se doa até dar a própria vida se precisar.
      • Capaz de dar e receber: convicto de que Deus semeou seus dons em todos os povos.
      • Que promove e evangeliza.
      • Que realiza a comunhão entre as igrejas antigas e novas.
      • Que se considera provisório: fica até que sua presença seja necessária.

Resumindo: As pessoas de qualquer povo e cultura esperam do missionário uma postura irrepreensível, uma caridade sem limites, associada a uma grande abertura e respeito às diferentes culturas e religiões: um irmão ou uma irmã verdadeiramente universais.

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