Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Missão
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Portanto, a finalidade da missão é proclamar a noticia feliz de que Deus nos ama e nos quer todos unidos no seu amor misericordioso, perdoando-nos e pedindo-nos que também nos perdoemos, mesmo as ofensas mais graves. Esta é a síntese da mensagem de João Paulo II para o Dia Mundial das Missões (20 de outubro), que tem como tema: A Missão é Anúncio de Perdão. O Dia das Missões é um evento de extrema importância, pois a Missão é a nossa resposta ao mandamento supremo de Jesus: "Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28, 19).
No início do terceiro milênio cristão, faz-se mais urgente o dever da Missão. Como já lembrei na Encíclica Redemptoris Missio (A Missão do Redentor): "O número daqueles que ignoram Cristo, e não fazem parte da Igreja, está em continuo aumento; mais ainda: quase duplicou desde o final do Concílio Vaticano II. Em favor dessa imensa humani-dade, amada pelo Pai aponto de Ihe enviar o seu Filho, é evidente a urgência da missão" (n.º 3). Com São Paulo, o grande apóstolo e evangelizador, queremos repetir: "anunciar o Evangelho não é para mim motivo de glória, e sim uma necessidade que se me impõe. Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!" (I Cor 9, 16-17). Não podemos esquecer o grande anseio de tantos homens e mulheres que, embora vivendo em grande pobreza espiritual e material, experimentam uma grande sede de Deus e de seu amor misericordioso. Portanto, o convite do Senhor para que anunciemos a Boa-Nova continua sempre válido, aliás,cada vez mais urgente.
A Igreja, lembrando o convite do Senhor: "Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito"
(Mt 5,48), compreende que a sua Missão
não tem sentido se não conduzir cada um à plenitude
da existência cristã, ou seja, à perfeição
do amor e da santidade. Contemplando a Cruz, aprendemos a viver na humildade e no perdão, na paz e na comunhão. Foi esta a experiência de São Paulo, que escreveu: "Como eleitos de Deus, santos e amados, revesti-vos de sentimentos de compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportai-vos uns aos outros e, se tiverem motivo de queixa contra o outro, perdoai-vos mutua-mente. Como o Senhor vos perdoou, fazei assim também vós. Sobra Tudo, revesti-vos do amor que une a todos na perfeição. Reine em vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados num só corpo. E sede agradecidos" (Cl 3,12-15).
O grito de Jesus na cruz (cf. Mt 27,46) não revela a angústia de um desesperado, mas é a oração do Filho de Deus para a salvação de todos. Da Cruz, Jesus indica até que ponto é possível praticar o perdão. Ao ódio, com o qual os seus perseguidores o tinham pregado na Cruz, responde rezando por eles. Não só os perdoou, mas continua a amá-los, a querer o bem deles e, por isto, intercede por eles. Dessa forma, a sua morte torna-se verdadeira e a própria realização
do Amor. O Redentor, durante a Última Ceia, disse aos Apóstolos:
O diálogo sincero é o caminho por excelência da Missão (cf. AG 7). Um diálogo que "não nasce de táticas ou de interesses" (RMi 56) ou que também não tem um fim em si mesmo, mas um diálogo que leva a falar com o outro com estima e compreensão, afirmando os princípios nos quais se crê e anunciando com amor as verdades mais profundas da fé, que são alegria e esperança. O empenho para um diálogo atento e respeitoso é condição indispensável para um autêntico testemunho cristão. Mas deve ser um diálogo profundamente ligado à vontade de perdão, pois aquele que perdoa abre o coração aos demais e torna-se capaz de amar, de compreender o irmão e de entrar em sintonia com ele. Por outro lado, a prática do perdão, a partir do exemplo de Jesus, abre os corações, cura as feridas do pecado e da divisão e cria uma verdadeira comunhão.
Nesta celebração do Dia Mundial das Missões, somos particularmente convidados a rezar pelos Missionários, e a colaborar com todos os meios pelas atividades que a Igreja desenvolve no mundo para construir o Reino de Deus. Nunca devemos nos envergonhar do Evangelho e ter medo de nos proclamar cristãos, silenciando a própria fé. Foi o próprio Jesus que prometeu ficar sempre, e em todas as circunstâncias, presente em meio aos seus discípulos. O Dia Mundial das Missões, dessa forma, ajuda-nos a descobrir melhor a nossa vocação de batizados, e nos incentiva a socorrer os irmãos "mais pequenos" (cf.Mt 25,40). Neste sentido, os missionários espalhados pelos cinco continentes são o maior exemplo para todos nós. A Maria Santíssima, a Rainha das Missões, confiamos o nosso empenho e a atividade evangelizadora da Igreja. Que Ela sempre nos acompanhe neste anúncio e testemunho do Amor de Deus que perdoa e que doa a paz ao homem. Com estes sentimentos, envio a todos os missionários e missionárias, aos que os acompanham com a oração e a ajuda fraterna, as comunidades cristãs de antiga e nova fundação, a Bênção Apostólica, com os votos de uma constante proteção do Senhor. João Paulo II
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