Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Missão

Dom Ximenes Belo

A ex-colônia portuguesa de Timor Leste possui um milhão de habitantes e uma superfície de 14.874 km2.

Em 1975, o território foi invadido pela Indonésia e quase totalmente destruído após o plebiscito de agosto de 1.999, quando sua população se expressou a favor da independência.

A situação ainda é dramática. Para se ter uma idéia, cinco timorenses morrem, em média, a cada dia, nos campos de refugiados de Timor Oeste, onde vivem 130 mil pessoas fugidas.

As péssimas condições higiênico-sanitárias dos campos, a malária e a desnutrição são as principais causas das mortes.

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA

No plano político, o Timor encontra-se em estado de reconstrução: o país está nascendo novamente. Isso, no entanto, não está sendo nada fácil. O bispo de Díli, D. Ximenes Belo, admitiu recentemente a possibilidade de uma guerra civil e mostrou-se apreensivo com o processo democrático timorense.

“Há partidos com uma certa radicalidade”, disse o bispo apelando à calma entre a população, para que não se repetissem os confrontos já ocorridos há dois anos. “Basta a violência de 1999, agora temos de viver num clima de democracia. Embora com ideais e visão política diferente, temos que nos aceitar mutuamente”.

Em Timor, continua o bispo, “temos divergências: uns dizem que não querem democracia, porque já temos a experiência amarga da guerra civil de 74 e 75, no entanto, devemos nos alegrar por estarmos caminhando para uma sociedade pluralista e democrática”.

Com a independência e a democracia, o povo terá de aprender a reger os seus próprios destinos, embora as condições do processo democrático não sejam as mais adequadas.

O povo lutou por isso durante 24 anos e os próprios timorenses inscreveram-se em massa para poderem eleger a nova Assembléia Constituinte e escolher os seus líderes.

PREVENÇÃO

A Igreja católica, através de várias maneiras, a está dando sua contribuição na reconstrução do Timor. Membros da Igreja integraram o grupo de trabalho de combate à Aids, criado na capital Díli.

O grupo, também composto por integrantes de Organizações Não-Governamentais e representantes da ONU, está sendo preparado pelo Departamento de Saúde e funcionará como o braço direito do Governo no que diz respeito às políticas de prevenção e combate a doenças como a Aids.

As estatísticas da UNICEF detectam pelo menos dois casos de HIV no território, além de outras doenças sexualmente transmissíveis. Revelam também que no território existem “condições propensas” à propagação destas doenças, pois a prostituição e o consumo de droga estão aumentando, vitimando principalmente crianças entre 12 e 15 anos.

PARA REFLETIR

1.º Como você vê a situação do Timor Leste e a participação da Igreja no trabalho de reconstrução do país?

2.º Diga suas impressões sobre o trabalho da Irmã Maria B. Mohr.

3.º O testemunho dela tem algo a dizer para a sua vida?

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