Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Missão

MINHA VIDA É MISSÃO

Nos ouvidos das Igrejas americanas ainda ressoa o lema do CAM 2 – COMLA 7: “América, tua vida é missão”. Trata-se de um chamado forte e urgente também para cada um de nós. O Cardeal Crescenzio Sepe, delegado do Papa ao Congresso, falando da Ásia, nos lembrou que “a missão está ainda no início”, e, dirigindo-se ao nosso continente, possuidor do maior número de católicos, afirmou que, embora possua um imenso exército de apóstolos leigos que realiza uma admirável ação missionária dentro de suas próprias comunidades, ainda falta-lhe uma maior consciência missionária universal.

PEQUENEZ POBREZA MARTÍRIO

O Card. Oscar Rodrigues de Tegucigalpa (Honduras), que pelos conteúdos apresentados de forma entusiasta e bem humorada, levou o auditório ao delírio, deixando claras as características que deve ter um missionário hoje.

PEQUENEZ: A missão é dom de Deus, e a tarefa do missionário é compartilhar a missão de Jesus. É da pequenez e insignificância do missionário que Deus faz surgir a grandeza do Reino. A confiança na ação poderosa de Deus o fará capaz de enfrentar os desafios e as dificuldades, como também vibrar com os sonhos e as esperanças que a missão hoje apresenta.

POBREZA: Jesus, ao enviar seus apóstolos, pede: “Não leveis bolsa, nem alforje e nem calçado..” (Lc 10,4). O espírito de pobre é essencial para a missão. “Não temos nem ouro nem prata...”, mas com generosidade queremos compartilhar o que temos:

o dom da fé e a certeza de que, em nome de Jesus de Nazaré, podemos ajudar para que muitos se levantem e possam caminhar. “Devemos dar de nossa pobreza...” (Puebla). Será que o fizemos? Questionou o Cardeal. E continuou: existe algum esforço, mas ainda insuficiente. Apesar de termos 50% dos católicos do mundo, não temos 50% de missionários no mundo.

MARTÍRIO: A Igreja se firmou a partir do sangue de muitos mártires: primeiro foi Jesus, depois o diácono Estevão, os apóstolos e, ao longo da história, de inúmeros missionários, às vezes anônimos. E a série continua. O nosso continente está banhado pelo sangue dos mártires. São eles: leigos, sacerdotes, religiosos e religiosas, bispos e até um Cardeal. Isso ajuda para nos manter firmes diante do sofrimento, das dificuldades e para estarmos sempre alegres no Senhor: “Felizes serão vocês quando os injuriarem, perseguirem e disserem contra vocês todo tipo de calúnias por causa de mim. Alegrem-se e regozijem-se, porque será grande a sua recompensa nos céus”. (Mt 5,11-12)

RECADO AOS BISPOS

O Cardeal Oscar Rodrigues, usando as palavras do papa, deixou um recado aos Bispos: “Os Bispos devem estar conscientes da índole missionária do próprio ministério. Reflitam, portanto, sobre seu compromisso com a missão “ad gentes”. Sua ação pastoral deve ser caracterizada pelo espírito missionário, para suscitar e conservar no ânimo dos fiéis o ardor pela difusão do Evangelho”. Citando I.ª Cor 9,16, disse que o coração dos missionários e da Igreja deve palpitar com o som das palavras de Paulo: “Ai de mim se não evangelizar”.

UM SONHO A SE REALIZAR NO SÉCULO 21

Dom Alvaro Ramazzini, bispo em Guatemala, apresentando um projeto missionário para a América Central, exclamou: “Se tão poucos missionários foram instrumentos de Deus para a formação das comunidades cristãs da América, o que será quando as Igrejas particulares, com sacerdotes, religiosos e leigos saírem em Missão pelo mundo?” O próprio Cardeal Sepe, afirmou: “temos na América um grande potencial que só espera ser utilizado pela missão”.

Objeção: Mas faltam recursos para isso! Responde o Cardeal: “A pobreza econômica e a falta de recursos não lhe dão o direito de se auto-definir como Igreja que somente deve ser ajudada”. Cresceu a convicção na AL de que a missão da Igreja, hoje, deve ser de pobre para pobre e, portanto, levada a cabo por homens e mulheres que não têm outros recursos a não ser um coração sincero, mãos generosas para partilhar e pés ágeis para transmitir com urgência a palavra do Senhor, verdadeiro dom de Deus para todos os povos.

VOCÊ É CONVIDADO

Você, jovem americano, cheio de energia, a quem não faltaram oportunidades de crescer na fé e no serviço em sua comunidade. Sim, você pode ser um missionário ou missionária, como sacerdote, religioso(a) ou leigo(a). Vocês casais que, já maduro na fé e experiência cristã, sentem o chamado, como casais, a darem seu testemunho onde Deus os chamar.

Você, aposentado(a), que, rico(a) de diversas experiências pastorais e técnicas, ainda tem condições de servir ao Senhor e aos irmãos que mais precisam. Muitos e muitas como vocês, já deixaram uma vida tristonha, isolada e um tanto egoísta e já estão trabalhando na seara do senhor nos cinco continentes. Isso é fantástico! Faça a sua escolha, recheada de um amor autêntico e universal.

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