Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Mundo Missionário

A AIDS persiste como um dos maiores problemas de saúde da atualidade, sobretudo nos países pobres e em meio às camadas menos instruídas e mais carentes de qualquer sociedade. Segundo o secretário geral da ONU, Kofi Annan, está transformando-se numa crise social mundial.

A AIDS, desde quando surgiu, na década de 1970, contaminou mais de 50 milhões de pessoas. Destas, 16 milhões já morreram. Só em 1999, 6,6 milhões de pessoas foram contaminadas pelo HIV. A maioria com idade inferior a 25 anos. Ela não é exclusiva de jovens, mas eles são os mais afetados.

A região mais afetada é a África ao sul do Saara, com mais de 23 milhões. Em alguns países, como o Zimbábue, 60% do orçamento para a saúde é consumido para cuidar de doentes de Aids. Na Ásia, as infecções por HIV aumentaram em 70% no espaço de dois anos.

A descoberta de uma vacina contra a Aids parece que vai demorar ainda anos, e os diversos tipos de vírus parecem competir entre si, resistindo aos medicamentos disponíveis, comprovando que ainda se conhece pouco sobre o HIV. Apesar da extrema gravidade e de todas as dificuldades na prevenção e no tratamento da aids, a revista Veja, de 4 de setembro, trouxe matéria sobre jovens que se “expõe voluntariamente a relacionamentos de alto risco, sem nenhuma proteção, para unir ao prazer sexual a adrenalina do perigo”.

A ousadia não pára aí. Entre os convidados a “certas festas”, figuram portadores do HIV não identificados pelos participantes da orgia. O exemplo vem da “sábia” Europa e dos “progressistas” Estados Unidos!

MAS, VEJAM MAIS...

Uma patente farmacêutica vale mais do que o direito à saúde de milhões de pessoas. É isso o que está acontecendo, principalmente nos países africanos. De que estamos falando? De um processo cujo réu é o governo sul-africano. As partes lesadas são 40 fabricantes de remédios. Acusação: violação de patentes internacionais sobre remédios e dos relativos direitos de comercialização.

Vamos detalhar mais o assunto: a África do Sul, com 4,7 milhões de pessoas atingidas pela Aids, é o maior mercado mundial de remédios anti - HIV. No entanto, o país conta quase meio milhão de mortos pela Aids.

Qual a razão? É que o custo médio dos remédios oferecidos pelas casas farmacêuticas é de três mil reais. Neste valor incluem custos de pesquisa, da produção, dos direitos autorais etc. É um preço que somente 0,001% da população sul-africana pode pagar. É óbvio que a África do Sul não é o único país nesta situação.

Para percebermos a gravidade dessa situação na vida dos aidéticos, basta pensar que depois que foi descoberto o coquetel anti-HIV o número de mortos nos Estados Unidos diminuiu pela metade, enquanto que na África duplicou. Não podendo suportar os custos impostos pelas multinacionais, alguns países começaram a produzir remédios próprios e mais baratos.

A organização Médicos sem fronteira, que recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1999, naquele ano começou uma campanha para permitir às populações pobres o acesso aos remédios essenciais.

Para doenças que levam à morte, se não curadas devidamente, não se pode mais esperar vinte anos, tempo de duração de uma patente.

Estágio 1 - O vírus entra no corpo e se esconde por um tempo que pode variar de alguns meses a muitos anos. A pessoa parece sadia, mas, mesmo assim, pode transmitir a outras pessoas.

Estágio 2 - O vírus aparece no sangue. Ele só pode ser detectado por meio de exame (Método Elisa). O estado físico do portador ainda é saudável. Geralmente pode levar de 1 a 5 anos (ou mais) para a doença se manifestar.

Estágio 3 - Existem alguns sinais no organismo que podem servir de alerta, porém eles se assemelham a sinais de outras doenças, portanto isso não quer dizer que a pessoa tenha adquirido AIDS. É necessário fazer o exame para constatar o vírus HIV. Os sintomas mais comuns são cansaço e fraqueza por tempo prolongado, emagrecimento acentuado, febre contínua e prolongada, suores noturnos, gânglios ou ínguas pelo corpo por mais de 3 meses, tosse seca prolongada (não relacionada à bronquite crônica ou ao hábito de fumar), manchas avermelhadas pequenas e endurecidas pelo corpo e diarréia prolongada por mais de um mês.

Estágio 4 - Por haver quedas de defesa do corpo, faz com que a pessoa contaminada com o vírus pegue outras doenças graves facilmente, principalmente pneumonia, câncer de diversos tipos e infecção no cérebro. Geralmente, é nesse momento que se diz que a pessoa está com AIDS. Esse estágio pode ocorrer num período de um mês a cinco anos e, quando a atinge, a pessoa pode morrer em pouco tempo.

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