Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Mundo Missionário

POR QUE A IM?

Sacerdotes, catequistas, lideranças... sentem a necessidade de algo novo e mais eficaz para a educação cristã e apostólica das crianças e adolescentes. Ao receberem o Sacramento da Crisma, a maioria deles coloca um ponto final em sua participação e compromisso com a comunidade eclesial.

Qual o motivo disso?

As motivações são muitas e não fáceis a serem detectadas: Família? Meios de Comunicação? Secularismo? Falta de uma boa pedagogia catequética...?

A Infância Missionária pode ajudar a inverter essa tendência. Sua metodologia, mais abrangente, visa formar crianças comprometidas, protagonistas, missionárias em sua comunidade, tendo o olhar voltado para os horizontes da missão além fronteiras.

UMA ESCOLHA DA PARÓQUIA

A decisão de implantar a IM deve ser tomada pelo Pároco e seu Conselho de Pastoral Paroquial - CPP.

Esta opção é o sinal de que eles conhecem e acreditam na IM, nos seus objetivos e métodos. Quando criada por iniciativa da própria comunidade, a IM surge com uma inesperada vitalidade.

O mesmo nem sempre acontece quando a IM surge a partir da boa vontade de uma pessoa, sem o apoio do sacerdote e das lideranças. Neste caso, os grupos duram pouco, decepcionando as crianças e suas famílias.

BONS EDUCADORES

A Paróquia, após implantar a IM, deve destinar para os grupos os seus melhores educadores, dotados de forte liderança, criatividade e generosidade. Só eles saberão passar para as crianças a paixão apostólica e o amor à comunidade que fará delas, desde já, pequenas missionárias de Jesus. Tais educadores deverão ser formados espiritual e pedagogicamente, segundo a metodologia da IM.

QUEM PODE PARTICIPAR DA IM?

O pertencer à IM deve ser fruto de uma opção pessoal da criança, embora possa ser incentivada pela família e pela comunidade. Além de participar da catequese, as crianças da IM se dispõem a realizar uma caminhada cristã mais exigente e comprometida. Daí o nome: Infância Missionária.

É interessante verificar que nem o próprio Jesus exigiu o mesmo de todos. Entre tantos, Ele escolheu somente 12, número que é considerado ideal para formar um grupo de IM.

Os grandes gestos, as grandes revoluções sempre se realizam por poucas pessoas corajosas, decididas e dispostas a tudo. Isso vale também para as nossas comunidades.

Para que isso aconteça, os estatutos da IM pedem que a formação da IM aconteça com as crianças a partir dos 07 aos 14 anos, sem que haja interrupção.

Desaconselha-se que sejam formados grupos de IM a partir de crianças que já fizeram a Primeira Comunhão, substituindo assim a catequese de perseverança.

PROPOSTA / DESAFIO

Partindo dessas considerações, fundamentadas nos próprios Estatutos da IM e na experiência de muitos assessores de IM, faça-se ao Pároco, ao CPP e àprópria coordenação de catequese a seguinte proposta:

    • Decidida a implantação da IM, depois de uma adequada apresentação da mesma aos catequistas e lideranças, propor às crianças, de forma criativa e forte, o convite/desafio de fazer parte da IM.
    • Deixar bem claro: a comunidade precisa de crianças corajosas e generosas, que amam de verdade a sua comunidade e que se dispõem a anunciar a Boa Nova de Jesus às crianças da comunidade e do mundo inteiro.
    • Afirmar também que as crianças da IM, além de participarem da catequese, devem participar de encontros e atividades que as preparam para serem verdadeiras missionárias de Jesus.
    • De início, muitas crianças entrarão na IM, mas, na realidade, poucas serão perseverantes e se comprometerão de verdade.

Haverá assim uma grande seleção, assim uma grande seleção, mas o grupo ganhará em qualidade e, na catequese e na família, elas serão exemplo para as outras crianças.

QUEM BEM COMEÇA ...

Começando desta maneira, a IM se integrará perfeitamente com a catequese e os resultados serão promissores. Se não nascer assim, é melhor nem começar.

As comunidades reflitam sobre esta proposta e analisem as vantagens de se ter a IM, chegando, sem pular as etapas, à decisão de implantá-la.

Acreditem na Infância Missionária e ... bom trabalho.

Pe. Paulo De Coppi - PIME
Pela Equipe do Jornal Missão Jovem

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