Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Vocação
Como ser fiel
PORQUE SER FIEL? Sendo fiel, o ser humano responde ao chamado de Deus a transcender-se, coerente com a própria natureza humana. A fidelidade é a concretização da certeza, seja espiritual ou psicológica, que quanto mais o ser humano é de Deus e pertence a Ele, tanto mais se realiza como pessoa. • Ser fiel para responder ao chamado de Deus: Chamados a ser o quê? Nós somos chamados a transcender a nós mesmos. Deus nos convida a segui-lo, a nos tornarmos algo ou alguém que ainda não somos, mas que aspiramos ser. A pessoa, sendo fiel, mostra acreditar que Deus ajuda a viver os valores evangélicos, a sair de si mesmo para se tornar o que ele lhe propõe. Com a fidelidade nós reconhecemos que este convite é possível e pode se realizar. • Ser fiel para responder à própria natureza humana: a psicologia nos diz que a personalidade é constituída por estruturas bem definidas, o Eu ideal e o Eu atual. O Eu atual é o conhecimento que o sujeito tem de si e dos próprios atos (o que de fato ele é). O Eu ideal é constituído por ideais que o sujeito escolhe para si, isto é, como a pessoa gostaria de ser. Existe uma relação dinâmica entre estas duas estruturas e, por isso, a finalidade da vida consiste em diminuir progressivamente a distância entre o Eu ideal e o Eu atual. QUESTIONAMENTOS
Com estas duas perguntas se delineia a vida de uma pessoa. Vamos usar um exemplo: Se um jovem tem como ideal ser um apresentador de televisão (Eu ideal), mas na realidade mal conversa com as pessoas, é tímido, quando lê em público sente as pernas tremerem e começa a gaguejar (Eu atual), deverá o mais cedo possível encontrar uma maneira para trabalhar o seu estado emocional, ou terá que deixar de sonhar com aquela profissão. A pessoa é frustrada quando experimenta excessiva distância entre “o que é” e “o que gostaria de ser”, e, portanto, vive num estado de ansiedade. A pessoa é madura quando consegue realizar na situação concreta os próprios ideais, quando consegue realizar o “eu ideal na situação real”. Neste caso, a pessoa conseguiu a verdade sobre si e colocou as bases para uma progressiva compreensão de si. Mas, para fazer isso, é necessário comprometer-se com valores objetivos. Madre Teresa de Calcutá descobriu que, para alcançar a santidade (Ideal), era necessário amar os pobres entre os mais pobres. Ela se comprometeu a vida inteira vivendo o “amor concreto” entre os mais pobres e, dessa forma, tornou-se uma pessoa realizada. Ser pessoa realizada significa comprometer-se “para sempre”. Vivemos a fidelidade para pertencermos a Deus e para sermos plenamente nós mesmos. A pessoa fiel é aquela que entendeu que, quanto mais pertence a Deus, tanto mais encontrará a si mesma. CONFUSÃO DE MOTIVAÇÕES É comum, num grupo de vocacionados, fazer esta pergunta: “por que você gostaria de se tornar padre, freira ou leigo consagrado?” As respostas não variam muito:
Depois de uns anos, se vocês reencontrarem as mesmas pessoas, depois da consagração, ou da ordenação, poderá descobrir que as motivações, muitas vezes subconscientes, eram outras. Exemplos:
O fundamento da própria escolha e da própria vocação, neste caso, não é mais Deus, mas o próprio Eu. E assim, quando o consagrado enfrentar dificuldades no seu apostolado, suas motivações poderão entrar em crise.
A tentação é fugir. O verdadeiro Deus dá medo porque sempre apela por aquelas motivações originárias que se perderam com o tempo. Então está na hora de lançar-me, não mais para aquele deus que era somente espelho de mim mesmo, mas para o Deus Vivo que me chama a realizar coisas impossíveis para mim, mas possíveis para Ele. Vamos enfrentar juntos este desafio! Pe. José Negri
1.ª Semana - estudo do tema • Ler o texto “Como ser fiel”, e refletir
cada tópico. Tarefa: Perceber, no dia-a-dia da minha vida,o que está mais presente nas decisões e nos planejamentos: o “Eu ideal” ou o “Eu real”. 2.ª Semana - espiritualidade • Realizar um “retiro”, avaliando
e retomando a caminhada vocacional proposta nesta página durante
o ano inteiro. Tarefa: Rezar pelos missionários que, com seu testemunho, tornam real o ideal de Jesus: construir um mundo novo. 3.ª Semana - compromisso • Responder à seguinte pergunta: quais
são as motivações para que eu continue participando
deste grupo de jovens? Tarefa: Numa folha, trazer cinco motivações que me convencem a continuar no grupo em 2004. 4.ª Semana - vida de grupo • Colocar em plenário as motivações
que cada um trouxe. Tarefa para as férias: aqueles que não viajarem, não deixem de se encontrar, nem que seja para uma partida de futebol ou vôlei e, porque não, em alguma atividade que interesse as crianças e os adolescentes da comunidade. |
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