Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Vocação

Pastoral Vocacional
Serviço de Animação Vocacional

Nesta edição, apresentamos o Serviço de Animação Vocacional (SAV), Pastoral Vocacional levando em conta o mês de agosto, dedicado à Animação Vocacional, bem como sua necessidade na Igreja, principalmente nos lugares onde há carência de lideranças comunitárias e ministros ordenados.

É importante saber que se torna inviável a apresentação da Pastoral Vocacional sem levar em conta a pastoral de conjunto e suas atividades.

Neste artigo, não vamos nos ater à Vocação, visto que já há muitas publica ções sobre o tema, inclusive nesta edição do Missão Jovem, mas vamos priorizar a apresentação da Pastoral Vocacional, sua existência, utilidade e suas atividades.

CARÊNCIA

Embora possa parecer um tanto radical, pode-se afirmar que só existem as pastorais específicas porque há carência naquela determinada área de atuação da Igreja. A PV também entra nesta lista. De fato, não haveria necessidade de suas atividades, se todos os cristãos fossem conscientes do plano que Deus tem para cada pessoa humana.

Alguém, porém, poderia dizer:

“Mas o papel da PV é de animação, necessário para a descoberta e para o acompanhamento vocacional”.

Mesmo assim, sua função seria irrelevante se os grupos familiares, os grupos de oração e de jovens, a catequese, a liturgia e, sobretudo as famílias cristãs, fossem convictas de que o Bom Deus chama, e cabe a nós dar uma resposta.

Se fosse assim, este trabalho seria constantemente presente em suas atividades, tornando desnecessárias mais reuniões e mais atividades, como também a equipe que promove tudo isso. No entanto, a experiência mostra que não é bem por aí e, por isso, se faz necessária a Pastoral Vocacional.

NOVA A COMPREENSÃO

Até o Concílio Vaticano II, a compreensão do trabalho da animação vocacional estava ligada à vida do jovem que ia para o seminário ou da jovem que buscava a vida religiosa. Mas o Concílio e outros movimentos, como a “Ação Católica”, trouxe uma nova compreensão de vocação, começando a ser entendidacomo chamado e resposta a um serviço à humanidade.

A partir daí, descobriu-se que toda a pastoral e suas atividades deveriam ter em si um forte apelo vocacional. Seguiram-se diversas e significativas iniciativas a favor desta compreensão: congressos vocacionais; ensaios teológicos, como o do Pe. José Lisboa; os documentos pontifícios e da CNBB; entre outras.

PASTORAL VOCACIONAL

A equipe de Pastoral Vocacional foi assumindo diversos nomes. Hoje falamos em três expressões para designar o cuidado pelas vocações.

A primeira é o Serviço de Animação Vocacional (SAV), entendendo com isso a ação de toda a comunidade em favor das vocações.

A segunda expressão é a Pastoral Vocacional (PV), bastante conhecida, mas aqui usada somente para indicar o esforço das Igrejas locais no sentido de que a dimensão vocacional esteja sempre presente em todos os âmbitos da pastoral orgânica das comunidades, trata-se da organização e estruturação do SAV, responsabilidade que compete em primeiro lugar ao bispo e ao seu presbitério.

A terceira expressão a ser usada será Animação Vocacional para falar ao mesmo tempo do SAV e da PV. Mas a nomenclatura não é o mais importante, o essencial é que existam pessoas que desenvolvam a consciência vocacional, como resposta ao compromisso batismal.

Esta animação tem que ser feita a partir da visão de uma Igreja, povo de servidores, levando em conta a diversidade de carismas, que assumam essa ou aquela vocação, esse ou aquele ministério.

Neste contexto, todos são responsáveis pelas vocações:

“A animação vocacional deve brotar das comunidades, como responsabilidade de todos, e se dirigir a todas as categorias da Igreja”
(CNBB, Vida e Ministério do presbítero n.° 244)

OBJETIVOS

A partir de uma exposição de Pe. José Lisboa M. de Oliveira, A relação entre Cristologia e Pastoral Vocacional, concluímos que a PV deve ser:

A) Evangelizadora, capaz de fazer um anúncio explícito da Boa Nova do Reino e de convocar para o mutirão da evangelização;

B) Profética, contribuindo para que os cristãos sejam pessoas corajosas, capazes de denunciar aquilo que contraria o projeto de Deus e de anunciar a libertação realizada por Ele;

C) Tocar profundamente as consciências e fascinar os jovens, despertando um forte desejo de seguir Jesus Cristo;

D) Ajudar os vocacionados a cultivar uma mística e uma espiritualidade, entendidas como vida de intimidade com a Trindade. Só elas criam o elã necessário para realizar a missão no mundo, especialmente entre os excluídos.

E) Ser um lugar de comunhão e de participação, onde as pessoas aprendam a servir, a respeitar a diversidade de dons, carismas e ministérios, e a cultivar a unidade que deve caracterizar a comunidade.

ATIVIDADES

Apresentamos algumas dicas de atividades para a Pastoral Vocacional, segundo os Cadernos Vocacionais n.º 24:

1.º Na área da oração:

A) Programar Missas, horas santas, celebrações da Palavra, retiros vocacionais.

B) Celebrar o Dia Mundial de Oração Pelas Vocações. Fazer uso da carta/mensagem anual do Papa.

C) Animar o Mês Vocacional.

D) Preparar as Ordenações e as Profissões Religiosas como momentos fortes de animação.

2.º Na área da formação:

A) Formar os Agentes.

B) Formar a Comunidade, quanto à necessidade, à natureza e à grandeza das vocações de especial consagração na Igreja, e também quanto à responsabilidade de todos.

C) As atividades de formação são múltiplas: cursos, catequeses, instruções nas celebrações, festivais de música, poesias, teatros, tríduos, boletins, programas de rádio, visita às escolas, entre outras.

3.º Na área do “chamado direto”:

A) Não esperar que alguém se apresente. O Papa manda chamar, e chamar sem medo. “Ide pessoalmente aos jovens e chamai”.

B) Chamar também aqueles jovens que são zelosos, corajosos e sinceros, embora não participantes dos nossos grupos. É o que fez Jesus com Saulo.

4.º Na área da colaboração financeira:

A) As atividades financeiras visam sustentar a Pastoral Vocacional, a formação dos futuros Padres, Irmãs e a manutenção dos Seminários e Casas de Formação.

Os recursos para isso devem vir, primeiramente, pela contribuição espontânea dos cristãos, mas também de atividades que muito dependem da criatividade, como: carnês, chás, momentos esportivos, almoços, bingos, etc...

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