Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Papa
Um pai que transmitia segurança neste nosso mundo tão difícil e sem rumo, a mercê do fútil, da liberdade desenfreada, da carência de ideais que animam e sustentam a vida. Portanto, é fácil entender tanta comoção: sua morte deixou a humanidade órfã, insegura num barco sem aquele que segurava o leme. O PAPA QUE “VEIO DE LONGE” O ano de 1978 foi atípico para Roma, a Cidade Eterna, como costuma ser chamada. No mês de agosto morria o papa Paulo VI, que carregou a responsabilidade de implementar na Igreja e no mundo as decisões do Concílio Vaticano II. Em setembro, 33 dias depois da eleição, morria seu sucessor, João Paulo I. No dia 16 de outubro, quebrando uma tradição de mais de 400 anos com papas italianos, foi eleito o 264.° papa da Igreja, Karol Wojtyla, polonês, arcebispo de Cracóvia, cujo nome não aparecia nas listas de “apostas”. O novo papa guiará a Igreja por quase 27 anos, tornando-se o terceiro pontificado mais longo.
João Paulo II, esportista, poeta e ator quando jovem, fez a dura experiência de trabalhar como operário em pedreiras e fábricas. Em seguida, para realizar seu ideal de ser padre, teve que estudar num seminário clandestino. Ordenado sacerdote e, em seguida, arcebispo de Cracóvia, tornou-se um dos maiores artífices da queda do comunismo em 1989. Esse polonês, com porte de atleta, resolveu abraçar o mundo com suas viagens carregadas de simbolismo e atualidade, pregando a reconciliação em todos os lugares. Sempre foi sincero, franco, coerente, solidário, fiel, defensor da humanidade. “NÃO TENHAM MEDO” Foi esta a exortação que o novo papa João Paulo II pronunciou em sua primeira aparição na sacada da basílica de São Pedro. Naquela época havia motivos para temer, já que o mundo vivia sob a ameaça de uma hecatombe nuclear, e a própria Igreja estava com dificuldade para traduzir na prática as inovações conciliares.
Suas atitudes e decisões não podiam deixar de levantar reações, até violentas contra a sua pessoa. Foi o que aconteceu na praça de São Pedro no dia 13 de maio de 1981, quando o terrorista turco Ali Agca, contratado por forças poderosas, atirou no papa. Ele sobreviveu, como mesmo afirmou, pela intercessão de Nossa senhora, que teria desviado a bala mortífera. O papa que “vinha de longe”, como ele repetia, deixou a sua marca. Fez o catolicismo entrar no terceiro milênio, não livre de crises, mas vivo e atuante. MAS, QUEM É O PAPA? Ele é o sucessor de Pedro, primeiro bispo de Roma. Ele é o líder dos bispos e dos fieis católicos do mundo. A última palavra é dele. Contudo, ele não é infalível em tudo. Ao tomar decisões importantes, o papa ouve, consulta e só depois se pronuncia. Pode haver casos em que ele tenha que tomar sozinho decisões de extrema importância. “Papa”, quer dizer “pai”. Um pai que tem vida dura, cercada de compromissos e de preocupações do tamanho do mundo. Ele precisa muito do nosso carinho e de orações. Frei Wilson João observa: “Criticar o papa é fácil: é o que muita gente faz! Obedecê-lo, mesmo quando não concordamos, exige fé e muito amor. É muito bom e confortante saber que ele é a presença viva de Cristo no mundo de hoje e sucessor daquele Pedro que recebeu de Jesus a dura tarefa de apascentar o seu rebanho. O papa nos lidera em nome e com a força do Senhor Jesus!”. RECONHECIMENTO O carinho dos católicos pelo papa tem sua razão de ser. Um carinho que se traduz em preces para que não lhe falte a assistência do Espírito Santo, a coragem de guiar e defender o rebanho, as forças físicas e espirituais para levar à frente a sua missão. A história dos últimos papas tem mostrado que o Senhor não decepcionou o seu povo. Cada papa tem dado as respostas necessárias naquele preciso momento histórico.
Em voz alta, e colocando em jogo toda a sua autoridade e popularidade, afirmou que ninguém tem direito de impedir o nascer da vida e nem de acabar com ela. Promoveu o ecumenismo entre os cristãos e o diálogo religioso com todas as religiões, sobretudo com judeus, muçulmanos e budistas. O gesto humilde de pedir perdão a todos que, ao longo dos séculos possam ter sido ofendido pelas atitudes de papas, bispos, sacerdotes..., comoveu o mundo inteiro. Realmente, João Paulo II foi o comandante que, firme no leme, fez avançar o barco de Pedro para águas mais profundas. JOÃO PAULO II NO BRASIL Das mais de 100 viagens internacionais deste papa, três destinaram-se ao Brasil. Ao pôr os pés nesta nossa terra, declarou: “Eu desejava, por diferentes motivos, conhecer esta terra”. Na segunda viagem nos deu o presente da beatificação de Madre Paulina, a primeira santa brasileira. Inesquecível foi a grande festa das famílias no estádio do Maracanã. A sua exortação às famílias foi clara:
“Pais e famílias do mundo inteiro, deixai que volo diga: Deus vos chama à santidade! Conjuguem sempre a fidelidade com a felicidade, pois não pode haver uma sem a outra”. Não podia nos deixar uma herança melhor! Bem humorado, despedese do Rio de Janeiro com este refrão: “Se Deus é brasileiro, o papa é carioca”. Com os brasileiros, todos os povos da terra ficarão com uma imensa saudade deste papa que, com sua bondade e determinação, defendeu e amou a todos, sem distinção. Eles disseram: “Viemos até aqui, apesar de não
sermos praticantes. (Jovens da Sardenha) “Eu o vi... ele morreu com a serenidade dos santos”. (Cardeal Ângelo Sodano) “Ele era uma pessoa que trabalhava para a glória
das pessoas. (Mikhail Gorbtchov) “A humanidade guardará uma lembrança emocionada do trabalho incansável de João Paulo II pela paz, pela justiça e pela solidariedade entre todos os povos”. (Fidel Castro) “Estou entristecido com a morte do papa que se tornou meu amigo”. (Ali Agca: aquele que atirou no papa) |
Visite as outras páginas
[P.I.M.E.] [MUNDO e MISSÃO] [MISSÃO JOVEM] [P.I.M.E. - Missio] [Noticias] [Seminários] [Animação] [Biblioteca] [Links]