Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Pobres
SOMOS REALMENTE IGUAIS? Quando o jovem me fez essa indagação, a primeira questão que aprofundei foi exatamente em cima do que ele havia falado: O fato de “sermos todos iguais”. Acredito sinceramente que esse é o grande sonho do Pai. Entretanto, será que realmente somos todos iguais? Será que o mundo de hoje trata todas as pessoas de maneira igual? Eu acho que não. A realidade, infelizmente perversa, de uma sociedade que oprime e exclui os mais pobres nos conduz a uma triste constatação: Se todos nós fôssemos tratados com igualdade, não haveria no mundo cerca de dois bilhões de pobres e miseráveis. Será que o Reino de amor, prometido pelo próprio Cristo, não seria um reino de libertação, paz justiça e igualdade? Se a resposta for SIM, o cristianismo deve ser essencialmente transformador, e o cristão, como discípulo do Cristo, não deveria ter outro compromisso a não ser com o Espírito Santo que nos anima na direção dessa esperança de transformar a realidade socialmente perversa que está diante de nós. ESTIVE NU E ME DESTES DE COMER (Mt 25, 35-36)
Essa escolha está no próprio Evangelho, onde Cristo coloca o Seu rosto como sendo o rosto do irmão excluído. São Mateus, no capítulo 25, 31-46, nos deixa claramente os critérios para se alcançar a salvação: Resgatar o irmão excluído. “Todas as vezes que fizestes isso ao menor dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes”. Essa passagem deixa claro que não basta apenas perceber e se penalizar pelo irmão pobre, mas, e sobretudo, em agir de forma concreta para mudar a sua realidade. A opção pelo Cristo é claramente a opção pela libertação daquele que sofre e é marginalizado. Esse é, sem sombra de dúvidas, o verdadeiro compromisso de cada Cristão. APÓS A SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO, O DOMINGO DE PÁSCOA É, sobretudo durante a Semana Santa que, todos os anos, a Igreja nos pede para renovarmos essecompromisso com o irmão pobre. A identificação do excluído, com o sofrimento de Jesus, fica evidente nesta semana. Entretanto, cabe a nós, se quisermos ser autênticos seguidores de Cristo, transformar a tristeza da Sexta-Feira Santa na alegria do Domingo de Páscoa. Essa transformação, amigos leitores, será possível somente através da nossa atitude e do nosso testemunho, verdadeiros canais da graça divina.
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