Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Religiões - Cristianismo
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A Religião de Cristo
"Com Cristo, uma teia de aranha torna-se uma fortaleza; sem Cristo, a fortaleza é apenas uma teia de aranha." (São Félix) Jesus Cristo Jesus era um judeu da tribo de Judá. Nasceu em Belém há cerca de dois mil anos atrás. Sua mãe, Maria, era casada com um carpinteiro chamado José. Sabe-se pouquíssimo sobre a adolescência e juventude de Jesus, a não ser que era um rapaz bom e muito inteligente, pois, certa vez, quando tinha 12 anos, causou espanto a um grupo de doutores, discutindo com eles no templo de Jerusalém. Passou quase toda sua vida em Nazaré, na região
da Galiléia. Tudo indica que exerceu a mesma profissão de
seu pai. Mas Jesus era diferente de todos os pregadores da época. Ele não se limitava a fazer como os especialistas da lei que explicavam os livros sagrados para os seus seguidores. Jesus apresentava-se como alguém que sabe por intermédio direto de Deus o que deve dizer, e que tem o direito de explicar a lei e os livros sagrados até de forma diferente da tradicional. O amor em primeiro lugar Para que os discípulos e o povo em geral entendessem melhor sua mensagem, ele costumava ensinar em forma de parábolas. A Parábola do Bom Samaritano, é uma das mais bonitas delas. Nela, Ele ensina que, diante de um homem que passa necessidades, ninguém deve se esquivar, nem mesmo com a desculpa das obrigações religiosas: o amor pelo próximo vem em primeiro lugar. Em outra ocasião, num sábado, dia de repouso absoluto para os judeus, Jesus cura um paralítico que, há anos, estava acamado. O fato despertou a ira das autoridades judaicas que pensam até em eliminá-lo. A ação e a intenção de Jesus eram muito claras: as pessoas deveriam preocupar-se primeiro com o bem das pessoas - "O sábado foi feito para servir o homem, e não o homem para servir ao sábado" (Mc 2,27). O objetivo de Jesus era pregar o amor a Deus e ao próximo, encorajando os pobres e os mais fracos, perdoando aos pecadores. Tinha uma atenção particular pelos pecadores: Não vim para os justos, mas para os pecadores. Chegou a dizer que tinha poderes para perdoar pecados: coisa de Deus! Isso aborreceu demais as autoridades judaicas. O anúncio de Jesus: O Reino de Deus Sem dúvida e sem exageros, pode-se afirmar que toda a atividade de Jesus consistiu no anúncio do Reino de Deus. O Reino é o projeto do Pai: fazer do mundo, da sociedade... uma família de filhos e irmãos, um lugar para todos se sentirem bem, uma humanidade liberta de toda opressão e reconciliada com o próximo, com a natureza, consigo mesma e com Deus. O Reino do Pai começa a se realizar na história, no meio das pessoas, através de Jesus que, na força do Espírito, é o grande anunciador do Reino do Pai. Esse Reino visa tirar do ser humano a condição de escravo e dignificá-lo como filho de Deus. O Reino de Deus não é limitado a um lugar geográfico e nem a um certo tempo da história. Não se trata nem de uma dominação de Deus à imitação de certos regimes ditatoriais, mas se caracteriza pela instauração da fraternidade, da bondade, da misericórdia, da justiça, da igualdade, da paz... Aí se entende porque Jesus disse: "Nem todo aquele que diz 'Senhor, Senhor', entrará no Reino do Céu. Só entrará aquele que faz a vontade do meu Pai, que está no céu" (Mt 7,21). Não pode haver compromisso entre Cristo e o mal. Ele espera a decisão das pessoas: "Quem não está comigo está contra mim" (Mt 12,30). Todos são chamados Inicialmente, o povo de Israel foi o escolhido para ser o povo de Deus. Com Jesus Cristo, no entanto, os horizontes da salvação se abrem para toda a humanidade. Jesus usou parábolas e milagres para convidar à grande festa do Reino (cf. Mt 22,1-l4). Ele dá a entender muito claramente que, para entrar no Reino de Deus, é necessário: - converter-se (Mc 1,15), Sem essas atitudes revolucionárias é impossível entender a mensagem de Jesus. No momento em que as pessoas descobrem que "o Reino de Deus está próximo" (Mc 1,15) e, mais ainda, que "está no meio de nós" (Lc 17,20-21), se convencem que o Reino de Deus é algo grandioso, absoluto e que tudo o mais é passageiro. A vida do Reino O Reino anunciado se caracteriza principalmente pela abundância de vida: "Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância" (Jo 10,10). Com Jesus Cristo, o Reino se faz presente na humanidade. O Reino, portanto, não é uma simples doutrina ou ideologia, e nem pode ser reduzido a um lugar, a um conceito ou modelo político: o Reino é uma atitude, uma prática, uma vida. É justiça, vida plena, esperança... Deus age contra toda forma de injustiça e opressão. Jesus sempre questionou e bateu forte contra o poder político, religioso, social e econômico, muitas vezes opressores, para defender os valores fundamentais do Reino. Maria, ao visitar Isabel, já canta de alegria pela esperança de libertação escondida em seu seio. Ela assegura que chegou o grande dia em que vai ser feita uma mudança radical na ordem das coisas (cf. Lc 1,46-55). Jesus se apresenta como o realizador desta transformação. Seus gestos misericordiosos para com os sofredores são um sinal evidente desta lógica do Reino. O menor, para a sociedade em que vivemos, é aquele que menos tem valor. Por isso, assumir a causa dele, estar ao lado dele (que é o lado de Deus) é opção de conflito. O menor é o que não tem, não sabe, não tem poder, não tem valor, não tem... Optar pelo menor, para Deus, é optar pela causa maior: a vida. Essa é a lógica do Reino anunciado por Jesus Cristo. Para refletir 1.º Quais as características do Reino de Deus? 2.º O que mais impede hoje que o Reino de Deus seja visível entre nós? 3.º Quais os sinais do Reino presentes no mundo? |
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