Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Religiões - Cristianismo
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Cristianismo
"Estou pronto a tornar-me cristão, se encontrar cristãos que pratiquem o Sermão da Montanha." Os leitores talvez se perguntem: Por que apresentar o cristianismo, se
é a religião que professamos e vivemos? Uma religião milenar Por que sou cristão? O que distingue o cristianismo das demais
religiões? Qual é a sua novidade que, em 2000 anos, foi
capaz de conquistar a adesão de quase dois bilhões de pessoas?
Talvez estas sejam perguntas que nunca nos tenhamos feito com bastante
seriedade. Origem O cristianismo surgiu e deu seus primeiros passos na Ásia, berço
de outras grandes religiões: confucionismo, islamismo, judaísmo,
budismo, hinduísmo... A época de Jesus Quando o Templo de Jerusalém foi profanado pelos sírios com a construção de um altar pagão sobre o altar dos holocaustos, aconteceu a revolta dos macabeus, assim como de todos os judeus devotos. Essa guerra religiosa se transformou rapidamente numa série de triunfos. Jerusalém foi retomada e o templo reconsagrado em 165 a.C. Mas, quatro anos mais tarde, um poderoso exército sírio derrotou os macabeus, que apenas se mantiveram como um pequeno grupo rebelde. Com a tomada de Jerusalém por Pompeu, em 63 a.C., os judeus se tornaram súditos de Roma e Antípatro foi nomeado, por Pompeu, procurador da Judéia. Sucedeu-lhe o filho Herodes o Grande (47 a.C.), que, para conquistar a simpatia do povo, reconstruiu o templo de Jerusalém. Jesus teria nascido durante seu reinado, pois foi nesse período que aconteceu o massacre dos inocentes, em Belém. Entre o povo judeu havia uma grande esperança: viria um messias que restauraria o reino de Israel. É nesse contexto, numa época de grande fermentação religiosa, que se insere a severa e chocante pregação de João Batista. À idéia de um Deus único e justo, já enfatizada no antigo testamento, Jesus acrescentou uma revelação pessoal, que não teve o conteúdo que os judeus esperavam - um reino político -, mas o do messias sofredor, que daria a vida pela remissão dos pecados e pela salvação de todos os homens que o aceitassem. Jesus, Deus feito homem Com a vinda de Jesus Cristo, Deus feito homem, a humanidade entrou em contato total e radical com a divindade. Nele, divindade e humanidade se encontraram. Esta é a diferença fundamental do cristianismo frente às outras religiões. Na pessoa de Jesus, Deus se engaja na história humana, de maneira única e definitiva, até assumir o sofrimento e a morte. O cristianismo, portanto, é a própria pessoa concreta de Jesus Cristo. É Ele que dá valor à doutrina e moral cristã. Ser cristão é aceitar sua pessoa! Jesus de Nazaré não é somente uma grande personalidade religiosa ou um grande profeta. Ele, de fato, não é apenas o homem em quem Deus se manifestou da forma mais alta possível, ou alguém que, mais que todos os homens, penetrou no mistério de Deus. Jesus é o próprio Deus feito homem! Por isso, sua Palavra não é apenas a Palavra de um profeta ou místico, mas é a Palavra suprema e definitiva de Deus, a Verdade plena e absoluta. Nele é Deus mesmo quem fala, e o que Ele diz tem valor absoluto e universal, válido para todos os homens de todos os tempos. Sua vida e morte têm eficácia redentora e salvífica para toda a humanidade. O cristianismo põe sua força na divindade de Cristo. Se Jesus fosse somente homem, o cristianismo desabaria; mas sendo Deus, então é realmente uma religião capaz de atrair multidões. Para Refletir 1. O que é que mais distingue o cristianismo das outras religiões? 2. Quem é Jesus Cristo para você? 3. Como é que você se relaciona com Ele? |
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Documentos não-cristãos
Além de escritos cristãos, principalmente a Bíblia, existem documentos históricos não-cristãos que falam da pessoa de Jesus. Eles existem devido à grande preocupação causada pelo crescimento do número de cristãos. Vejamos alguns destes documentos: Públio Lêntulo, governador da Judéia, (32 d. C.), em carta dirigida ao Senado Romano, faz um retrato de Jesus: "Enquanto vos escrevo, existe aqui um homem de singular virtude, que se chama Jesus. Os bárbaros o têm em conta de profeta, mas os seguidores o adoram como Filho de deuses imortais: ressuscita mortos e cura enfermos falando-lhes e tocando-os. É
de estatura elevada e bem conformada; de aspecto ingênuo e venerável,
caem-lhe os cabelos em anéis até abaixo das orelhas, e espalham-se
pelos ombros com uma graça infinita, trazendo-os à moda
dos nazarenos. Flavio Josefo (37-97 d. C.), nascido em Jerusalém, conheceu a primitiva comunidade cristã e, como pertencente à nobreza sacerdotal judaica, ocupou-se criticamente da nova religião. Eis o que ele escreve de Jesus e de seus seguidores: "Nessa época viveu Jesus, um homem sábio, se é que se pode dizer que era humano. Ele fez obras maravilhosas. Ele atraiu a si mesmo muitos judeus e pagãos, por eles considerado o Messias. E quando, pelas acusações dos nossos homens de prestígio, Pilatos o condenou à crucificação, Ele apareceu três dias depois de sua morte, de novo vivo. Aqueles que antes o tinham amado, não o abandonaram. Ainda hoje não desapareceu a descendência dos que dele têm o nome de cristãos". (Antigüidades Judaicas, Cap. XVIII 3,3). Prínio, o moço (112 d. C.) escreveu ao imperador Trajano para saber como devia se comportar acerca dos cristãos. Em sua carta diz: "É meu costume, meu senhor, referir a ti tudo aquilo acerca do qual tenho dúvidas... Nunca presenciei a julgamento contra os cristãos... Eles admitem que toda sua culpa ou erro consiste no fato de se reunirem num dia marcado antes da alvorada, para cantar hinos a Cristo como a um Deus... Parecia-me um caso sobre o qual consultar, sobretudo pelo número de acusados... De fato, muitos, de toda idade, condição e sexo, são chamados em juízo e o serão. O contágio desta superstição invadiu não somente as cidades, mas também o interior; parece-me que ainda se possa falar alguma coisa para parar e corrigir..." (Carta a Trajano, cap. X, p. 96) |
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