Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Teologia
NÓS
TAMBÉM RESSUSCITAREMOS COM JESUS
No dia da Páscoa a Igreja anuncia que a Ressurreição de Cristo é a verdade fundamental do cristianismo Sem a certeza da Ressurreição de Jesus, tudo que a Igreja ensina não teria sentido nenhum. O Jesus histórico, sem a Ressurreição, seria apenas mais um alguém que, com suas idéias fascinantes, chegou a revolucionar a história da humanidade. Só isso. Mas a realidade é bem maior: a vitória de Jesus sobre a morte garante tudo aquilo que ele e os profetas anunciaram. A primeira comunidade dos crentes em Jesus Ressuscitado tem por fundamento o testemunho de homens concretos, conhecidos dos cristãos e, na maioria dos casos, vivendo ainda entre eles. Antes de tudo, Pedro e os Doze, mas não somente eles, pois Paulo fala claramente de mais de quinhentas pessoas às quais Jesus apareceu de uma só vez. Estes homens e estas mulheres tiveram a maior experiência de suas vidas, pois diante do ressuscitado não havia mais dúvidas de que ele era o próprio Deus encarnado. Mesmo por isso, estes privilegiados ficaram também responsáveis por transmitir ao mundo inteiro a maior das notícias: Jesus Ressuscitou. Ele é realmente o Messias, o Filho de Deus. Diante desta mensagem, que já atravessou dois milênios, encontramos mais de dois bilhões de pessoas que, nos cinco continentes, acreditam em Cristo ressuscitado e são chamados de cristãos. No dia da Páscoa, de todas as comunidades cristãs do mundo, se eleva o aleluia. Sim, os cristãos estão felizes, juntos e, a uma só voz, glorificam o Ressuscitado. A RESSURREIÇÃO É INCOMPATÍVEL COM A REENCARNAÇÃO Com a ressurreição de Cristo, nós celebramos também a nossa ressurreição. O verdadeiro cristão acredita firmemente que o que se realizou em Cristo, realizar-se-á também conosco. Foi ele quem prometeu: “Quem vive e crê em mim não morrerá eternamente”. (Jo 11, 26) Contudo, há cristãos que facilmente confundem sua fé na ressurreição com a teoria da reencarnação. Por ser contrária a tudo que os profetas e Jesus nos ensinaram, a teoria da reencarnação precisa ser mais bem conhecida e debatida. Antônio Mesquita Galvão, num artigo escrito na revista Rainha, demonstra a incompatibilidade da ressurreição com a reencarnação. Vejamos:
Há um texto exemplar: o episódio do chamado “bom ladrão”. Ele ia ser executado, mas, estando ao lado de Jesus, arrependeu-se, reconheceu sua divindade e pediu-lhe a salvação. Ora, não se pode dizer que um ladrão, que ia morrer na cruz, estivesse em “fase final” de sua purificação. Se fosse certa a teoria da reencarnação, o que Jesus teria dito a ele? Vai primeiro te reencarnar, progredir e, mais tarde, depois de cumprires tua missão e limpares teu carma, te tornarás um “espírito de luz” para então entrar comigo no paraíso. Não é esse o raciocínio? Mas, no entanto, o que Jesus disse ao “bom ladrão”? Eu te garanto: hoje mesmo estarás comigo no Paraíso! (Lc 23,43) E se o próprio criminoso arrependido não precisa de “purificação”, então é evidente que não há reencarnação”. Por último, há uma questão ética. É injusto carregar o ser humano de culpas anteriores, de “vidas passadas”. Reencarnação, transmigração, magia ou esoterismo... nada têm a ver com a escatologia cristã. Uma religião assim, ou não é uma “boa notícia”,” ou está sendo conduzida de forma pastoralmente equivocada. Sempre que alguém nos tentar “provar” que existe reencarnação, é bom lembrar e repetir as palavras de Paulo: Os homens morrem uma só vez e depois disso vem o julgamento. (Hb 9,27)
A PÁSCOA COMPROMETE Aos queridos leitores e leitoras do jornal Missão Jovem queria lembrar que o “Credo cristão” inicia com a afirmação da fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Por amor Ele nos cria, salva e santifica. A profissão termina proclamando a ressurreição dos mortos e a vida eterna. É a Páscoa definitiva. Eis a nossa esperança: Jesus Cristo venceu a morte e vive para sempre. É preciso, pois, superar a visão negativa da morte apenas como termo da peregrinação terrestre da pessoa humana, para abrir-se à realidade de quem caminha para a comunhão plena com o Deus da vida, que nos quer fazer para sempre felizes. A “Páscoa da terra para o céu” nos interiorizará numa festa sem fim, na qual não existirá o ódio, nem a dor, nem a morte. Quem não se alegra pensando que nosso destino é a comunhão com as Pessoas Divinas, com a Mãe de Deus e nossa e a todos aos quais se estende a salvação de Cristo ? A promessa da felicidade eterna deve, no entanto, ajudar-nos a assumir com ardor o compromisso cotidiano da fraternidade e a superar, com a graça divina, a violência e as injustiças. Em meio à situação trágica do pós-guerra no Iraque, dos conflitos na Terra Santa e em outras regiões, da fome e das graves desigualdades sociais, temos de vencer o medo e o desânimo quanto ao futuro da humanidade. A vitória de Cristo ressuscitado continua atuando na história e vencendo o mal com o bem. A expectativa da Páscoa definitiva nos anima e encoraja para testemunhar, ainda nesta vida, os valores do Reino de Cristo: a confiança na misericórdia divina, o amor gratuito a todos, a luta pelos direitos humanos, o serviço aos necessitados e o perdão das ofensas. Sejamos artífices de uma nova
era de compreensão, perdão, justiça e concórdia
universal. Dom Luciano Mendes de Almeida O
nosso Domingo E Deus fez o domingo. Fez também a segunda-feira. Fez todos os dias da semana. E ao domingo deu um sentido especial: descanso. Há quem adora o domingo. Outros o detestam porque não sabem o que fazer com ele. MEU DOMINGO É PARA DEUS A palavra domingo se origina de “dominus”, que significa SENHOR. Domingo é o dia de Deus. O Dia do Senhor. Para os cristãos ele é o dia da oração, da fraternidade, da comunidade, da Palavra de Deus, da Eucaristia, da ligação com Deus e com a comunidade. De fato, o domingo é o dia da comunidade de fé e amor. A comunidade se reúne e vive sua fé. Celebra sua vida recriando a vida, morte e ressurreição de Jesus. Na programação do domingo, Deus deve estar em primeiro lugar. MEU DOMINGO É PARA O LAZER É dia do lazer. Dia do esporte. Dia de passear. Dia de jogar futebol e bocha, de jogar baralho e vôlei. É dia para se descontrair. O trabalho da semana produz sufoco, cansaço. É necessário relaxar. É necessário esquecer o ambiente de trabalho e ocupar a mente com atividades alegres e leves. É o dia da festa da comunidade, da festa do grupo de amigos, da festa familiar. É o dia do encontro descomprometido. É dia de lazer. MEU DOMINGO É PARA CONVIVER O trabalho individualiza. Geralmente o trabalho não cria relações. É o cada um para si. É o produzir o mais que se pode. O domingo favorece a convivência. É o momento de estar juntos. É o dia da pescaria, dia de estar na beira de um rio ou de uma piscina. É o dia do churrasco com os amigos. É o dia da reunião dançante que leva o jovem a encontrar seus amigos e passar horas em grande alegria. MEU DOMINGO É O DIA DA RESSURREIÇÃO
Wilson João
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