Jornal - "MISSÃO JOVEM"
Testemunhos de Vida Missionária
ESTAR PRESENTE
Pe. Mario justifica: “Não que estivesse descontente pelo trabalho que realizava na paróquia, pelo contrário, em Hong Kong tudo foi gratificante, no entanto foi crescendo em mim a exigência de uma vida diferente, buscava um tipo de presença que fosse mais próxima dos pobres”. E foi assim que, há três anos, o missionário italiano, crescido ao lado de quatro irmãos, voltou a ter vida de família, em Guangzhou. “Sinto-me completamente realizado e feliz. Gozo da amizade e do afeto que recebo destas pessoas com deficiência, como também de suas crianças que, quando volto para casa no fim da tarde, vêm contentes ao meu encontro, me pegam pela mão e querem levar minha bolsa”. CASAS-FAMÍLIA A casa-família, na qual ele vive, é uma das cinco mantidas em Guangzhou pela Huiling, a primeira ONG criada em território Chinês para pessoas com deficiência. Surgiu há vinte anos, por iniciativa de um grupo de pessoas de boa vontade e em particular de uma senhora, que era líder comunista e, posteriormente, se converteu ao cristianismo. Este grupo chinês, em seguida, começou a se relacionar com outro grupo ativo na acolhida de pessoas com deficiência, com sede em Hong Kong: a Fu Hong Society, que teve início nos anos 70, pelos missionários Enea Tapella e Giosuè Bonzi, do PIME, com a finalidade de se tornar uma ampla rede de assistência sustentada também pelo governo de Hong Kong. O COTIDIANO Quais as atividades do Pe. Mário naquela casa-família? Ele mesmo responde: “Levanto-me às 6h da manhã, me preparo e faço minha oração. Para mim, este é um momento extremamente importante. Sozinho, no meu quarto, rezo pela China, onde os cristãos passam por inúmeras dificuldades. Na oração, sinto forte a presença dos nossos deficientes e me sinto em comunhão com a Igreja chinesa e com todos os necessitados do mundo. Por sua vez, as crianças se levantam às 7h, recebendo a ajuda eo carinho da mãe da casa e juntos tomamos o café trazido de um centro de acolhida da Huiling”. Nesta localidade, a ONG chinesa mantém aberto um grande centro que hospeda cerca de 80 adultos com deficiência e uma escola materna (creche) para 90 crianças, entre elas dez com deficiência. PODERIA FAZER MAIS
Liberadas às 16:30h, elas retornam à casa-família, se lavam com a ajuda da mãe da casa e, em seguida, vamos dar uma volta.
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