Revista "MUNDO e MISSÃO"

Atualidades no Mundo - África

A MINHA ÁFRICA

Renato Kizito Sesana

"África misteriosa" era chamado aquele continente, porque um véu de mistério o rodeava.
Agora, talvez, o mistério se dissipou, mas cedeu lugar à desinformação e ao preconceito. A verdadeira África ainda está escondida aos olhos do mundo.

ÁFRICA: MENTIRA E VERDADE

O texto que apresentamos reproduz o encontro que tivemos com Pe. Renato Kizito Sesana, no centro cultural P.I.M.E. - Missio de São Paulo, em setembro deste ano. Pe. Kizito, italiano, é missionário comboniano, vive em Nairobi, Quênia, é jornalista e especialista em problemas africanos. Kizito é o nome de um dos mártires da Uganda.
Publicamos a palestra inicial e algumas das perguntas e respostas do debate entre o missionário e o público. O estilo é coloquial e a organização da matéria é bastante livre, mas pensamos que assim podemos transmitir melhor o conteúdo, muito rico e original.

Recordes negativos

Comecemos com uma pergunta: o que conhecemos da África fora da África?
Eu fico sempre admirado, porque quando vou à Europa ou a outros lugares, da África se sabe, por exemplo, que os 800 milhões de africanos detêm todos os recordes negativos do mundo. Na África, há a expectativa de vida mais baixa do mundo e ela continua a diminuir; há 20 milhões de doentes de AIDS no total mundial de 30 milhões; há 15 milhões de refugiados no total mundial de 23 milhões. A África tem uma dívida externa de 350 bilhões de dólares; isto significa que cada africano tem uma dívida de mais de 500 dólares e com aquilo que ele ganha, deveria trabalhar dois anos sem comer, sem gastar nada, para pagar esta dívida.
Um ministro da fazenda europeu, há alguns meses, disse: "No contexto do comércio global, a África conta menos de um por cento. Se nesta noite for engolida pelas ondas do oceano, o resto do mundo não se aperceberia disso por vários dias".
Tudo isso nos deixa uma impressão extremamente negativa: a África é um continente sem esperança, o continente da irracionalidade, da violência, do retrocesso, porque perdeu todos os desafios que teve que enfrentar da independência aos nossos dias.

A mentira

Porém, devemos dizer, com muita força, que se tudo isso é verdade, é também verdade que tudo isso é uma grande mentira. Todas essas estatísticas são uma grande mentira se não são explicadas, se não se apresentam as causas, se não se dá o passo seguinte para procurar entender por que se chegou a este ponto. Limitar-se às estatísticas é uma enorme mentira, porque a África não é isso.
Por exemplo, uma informação correta deveria dizer que a África é vítima da exploração econômica mais grave da sua história, talvez pior que aquela dos tempos da escravidão. A primeira causa fundamental é a dívida externa. Os países africanos estão numa situação de agiotagem por parte dos países ricos; hoje, a riqueza não vai dos países ricos da Europa e da América para a África, e sim da África para o Primeiro Mundo, dos pobres para os ricos. Há um fluxo de capitais, devido ao pagamento dos juros da dívida externa, muito maior que as ajudas que vão para a África.
Peguemos o exemplo do Quênia, que está numa situação comum a todos os países africanos. O governo gasta quatro vezes mais para pagar os juros da dívida externa do que em todos os projetos de educação e saúde. Eis porque há crianças de rua, eis porque o povo é tão pobre que não pode mandar os filhos para a escola!

As multinacionais

Há outros casos gritantes que se referem às multinacionais. No Sudão, com a guerra civil que dura mais de 40 anos, uma companhia canadense, a Talisman, colocou em função os poços de petróleo. Sobre eles o Ocidente lucra pelo menos três vezes: A Talisman vendeu a tecnologia para construir os poços e o oleoduto, depois ela ganha sobre a exportação do produto e enfim o dinheiro que o governo recebe acaba quase todo na compra de armas para continuar a guerra. Não há nenhum fabricante de armas na África; são todas compradas nos países ricos. A Talisman sabe - porque foi denunciado pelas Igrejas canadenses - que para construir os poços de petróleo, o governo do Sudão deslocou forçosamente 300 mil pessoas e, no mínimo, 25 mil foram mortas, para limpar o terreno no raio de 50 km ao redor dos poços de petróleo. A resposta da Talisman às denúncias foi que eles vão ao Sudão para fazer negócios e não para fazer beneficência.
Só alguns meses atrás soubemos que o governo deu uma concessão à Tiomin, que é canadense e norte-americana, para explorar jazidas de titânio na costa. A Tiomin começou a transferir 5 mil pessoas, que recebem uma compensação absolutamente ridícula pelas terras que devem deixar. A extração do titânio provoca uma poluição radioativa na região com conseqüências desconhecidas. Publicamos artigos, procurando esclarecer o problema, mas a Tiomin continua, porque não interessa a ninguém. Publicam-se notícias sobre a África quando servem para ressaltar a imagem negativa dos africanos, mas é extremamente difícil divulgar as notícias sobre os estragos do Ocidente na África.
Acho que esses exemplos são suficientes para mostrar que se a informação não nos diz o porquê, é uma informação falsa.

África viva

É necessário dar outro passo: uma informação correta deve dar também as notícias positivas do bem que está acontecendo. Por exemplo, na África, uma coisa muito positiva é a série de valores da cultura tradicional que continuam sobrevivendo, apesar da inundação cheia de prepotência dos meios de comunicação da cultura ocidental. Em junho deste ano, levei alguns jornalistas italianos às montanhas Nuba e vivemos por 15 dias na simplicidade ou até na miséria total, na falta de qualquer benefício da modernidade, andando a pé, nos alimentando com a população que vive daquilo que tira da terra. Depois de dez dias, um dos jornalistas me disse: "Nunca me senti pessoa humana e em relação com pessoas humanas como aqui, porque há uma acolhida, uma capacidade de escuta, um sentir-se pessoas, que não se encontra em outros lugares". Estas são as coisas que sobrevivem na África, apesar de tudo.
Isso não fica só num plano cultural, torna-se também uma ação social e política de mudança na base. Nós temos um grupo que trabalha pela paz (ver quadro). No início, há três anos, pensávamos ser os únicos ou entre os poucos em Nairobi trabalhando pela reconciliação e a paz. Depois, olhamos ao redor para encontrar os outros grupos e, na última reunião, poucos meses atrás, descobrimos que existem 37 grupos de base (e é provável que haja mais) que trabalham pela reconciliação, com iniciativas muito importantes, entre as diferentes etnias na cidade. Em Nairobi, há pessoas que vêm de lugares de conflito: tutsis e hutus, pessoas da Somália, do Sudão... Desses grupos ninguém fala!
Uma conclusão é clara: para compreender a África tem que conhecer mais.

A IGREJA DESAFIADA

A Igreja na África é desafiada, sobretudo, na inculturação e no diálogo com as outras religiões.

Inculturação

No documento "A Igreja na África", publicado um ano depois do Sínodo Africano de 1994, João Paulo II descreve a inculturação como uma "síntese entre cultura e fé"(n.78). Quer dizer que a fé deve lançar raízes na cultura local e a cultura local deve permitir ao Evangelho crescer no novo terreno, dando novas flores e frutos.
A idéia subjacente à palavra inculturação não é nova, embora a palavra começou a ser usada só a partir do fim dos anos sessenta. Por anos, os teólogos africanos reivindicaram o direito de re-expressar a fé de maneira que fosse mais compreensível à mentalidade africana, seja na liturgia como na reflexão teológica e em todos os âmbitos da vida da Igreja. Foi um processo demorado, porque, ainda nos anos setenta, alguns bispos consideravam impróprio o uso dos tambores na liturgia. O caminho feito naqueles anos pôde ser visto e ouvido na abertura do Sínodo de 94 na basílica de São Pedro, quando os tambores abriram as celebrações. Mas a inculturação não se reduz a tambores, é espiritualidade, pastoral, abertura de novas formas de discipulado e de horizontes de compromisso a serviço do Reino.
Infelizmente, aconteceu que, enquanto o Sínodo Africano sancionou não só a legitimidade, mas também o dever de promover a inculturação, na realidade houve uma parada e do Sínodo até agora aconteceu muito pouco. Ficou uma afirmação teórica que não encontra confirmação na vida. Talvez, também porque, neste momento, os católicos africanos estão mais empenhados em enfrentar as emergências cotidianas de abuso dos direitos humanos, subdesenvolvimento, fome e guerra. Mas certamente, talvez também a partir mesmo dessas urgências, a Igreja africana deva retomar o tema da inculturação, se não quiser correr o risco de ficar um corpo estranho no continente.

Diálogo

Inculturar o Evangelho significa também tomar finalmente a sério as religiões tradicionais africanas, ou melhor, como demonstra o teólogo tanzaniano Laurenti Magesa num livro recente, a religião tradicional africana e a espiritualidade que a sustenta. Há essencialmente somente uma grande religião tradicional africana, que está profundamente enraizada no coração do povo e que, como reflexão, pode ser comparada a qualquer grande religião. É uma religião centralizada no valor da vida, na comunidade, na paternidade de um Deus único, que tem em si muitos elementos de preparação ao Evangelho e muitos valores que o Evangelho pode salvar e fazer crescer. O diálogo com esta religião e o assumir de seus valores no processo de inculturação é essencial para que a Igreja católica se torne verdadeiramente "de casa" na África.
A presença do islã na África, também na África subsahariana, é uma realidade de enorme importância não só numérica. O islã está em evolução e procurando os meios para conviver com a modernidade. Ao mesmo tempo, é uma força importante na resistência contra o achatamento cultural e religioso que tende a dominar o mundo.O islã se propõe não só como religião, mas como cultura alternativa à hegemonia americana. Neste contexto, o islã deve também superar muitos limites (a posição subordinada das mulheres, a tendência ao integralismo e à imposição), mas é também uma força positiva com a qual se pode colaborar.
O islã estimula a Igreja a passar do confronto ao diálogo (o que foi feito nos altos níveis, mas pouco na prática) e a testemunhar o Senhor morto e ressuscitado de uma maneira ainda mais incisiva e inculturada. Se conseguirmos colaborar com nossos irmãos muçulmanos, dando uma resposta positiva, não integralista e fanática, aos problemas postos pela modernidade, a África toda ganhará muito.

DIÁLOGO SOBRE A ÁFRICA

P. Você falou que a inculturação deve chegar também ao nível social. Aqui no Brasil isso significa a reflexão e a experiência ligada à teologia da libertação. É neste sentido que você falava?

R. Acho que a problemática da inculturação e da libertação são muito próximas. Visitei o Brasil há treze anos e lembro que tive discussões com alguns teólogos, porque tinha a impressão de que se falava de uma libertação sem inculturação. Eles estavam tão preocupados com a libertação que não falavam em inculturação. Enquanto que naquela época, na África, falava-se só em inculturação. Minha impressão é que hoje nos aproximamos muito. Participei do encontro dos agentes de pastoral afro-americana em Salvador, em setembro deste ano, e vi que a preocupação pela inculturação cresceu muito no Brasil; ao mesmo tempo, na África, cresceu a preocupação com a libertação. Assim, houve um enriquecimento mútuo. Também acho que, num certo sentido, estas foram as maiores contribuições que as Igrejas assim chamadas do Terceiro Mundo deram a toda a Igreja.

P. Visitando as missões na África descobri, sobretudo no norte dos Camarões, que as pessoas que vivem o espírito do Evangelho são mais do que aquelas que são batizadas. É verdade na África em geral?

R. Varia muito de lugar para lugar, porém, pode-se dizer, em geral, que a religião tradicional africana prepara muito bem ao Evangelho. Porque há um grande sentido de Deus, um Deus que é único, que é Pai (talvez um pouco longe), há um grande sentido religioso, um sentido da oração... O africano se encontrou preparado a acolher o Evangelho, também quando este foi pregado mal, no contexto do colonialismo. Estatisticamente, nunca houve um movimento tão rápido de conversão de massa para o cristianismo como na África negra. Em cem anos, passamos praticamente de zero a 250 milhões de cristãos. Agora, não por culpa de ninguém, não quero jogar a culpa em ninguém, mas os missionários europeus chegaram à África quando na Europa havia uma teologia, uma eclesiologia fortemente individualista, intimista: eles tinham a idéia de ir para a África para salvar uma alma...e depois morrer. E chegaram a um continente que é o continente da comunidade, onde o povo vivia em comunidade e outros valores evangélicos antes que nós lhes contássemos e que podia nos ensinar a vivê-los. Apesar disso, a África tornou-se cristã.

D. Por que, em países africanos amplamente cristianizados, há guerras fratricidas, cristãos que estão se matando uns aos outros? Isso se explica só com o tribalismo?

R. Não tenho uma resposta certa. Acho que há sofrimentos, momentos de transformação tão profundos que estão acontecendo na África, sobretudo em alguns países - também pelas interferências externas, mas também pelos problemas locais, sem dúvida - que nos custa entender e que deveríamos ter cuidado em julgar. Quando hoje, falamos de Ruanda, por exemplo, onde aconteceu aquele dramático genocídio (alguns falam em meio milhão, outros até em um milhão de pessoas), a pergunta se volta contra nós europeus, porque 50-60 anos atrás nós nos massacrávamos, dizendo-nos todos cristãos. São perguntas difíceis às quais eu não sei responder. Estou convencido de que há momentos históricos muito difíceis e que criam desnorteamento, incapacidade de julgar.
Mas, também aqui, há uma questão de informação. A mídia nos informou, com todos os detalhes, as crueldades que aconteceram naqueles momentos. Quase ninguém nos informou sobre os grandes atos de heroísmo que aconteceram. Dentro de 20 anos, talvez, vamos proclamar santos africanos, como agora estamos proclamando santas as pessoas que, durante o Holocausto, se sacrificaram pelos outros. Estas coisas aconteceram também em Ruanda. Posso lembrar um fato, pouco divulgado na Europa. Houve 38 seminaristas maiores mortos por um bando de rebeldes que entrou no seminário uma noite. Os rebeldes ordenaram: "Os hutus deste lado e os tutsis do outro lado". Eles queriam matar os da etnia inimiga. Todos os seminaristas se recusaram a se separar, se abraçaram e foram mortos todos, abraçados. Este é um fato, mas há centenas.
Certamente, ficamos pasmados diante do número de pessoas massacradas e nos custa entender. Então devemos olhar para nós, para nossos 2000 anos de cristianismo e nos perguntar se temos o direito de julgar e procurar humildemente nos colocar ao lado deles e recomeçar a caminhar juntos.

D. Poderia apresentar uma experiência mais concreta dos grupos que, em Nairobi, trabalham pela paz?

R. Há um grupo de somalis que, juntos, fazem um jornal pela paz num bairro de Nairobi onde há muitos somalis. É uma coisa pequena, uma página mimeografada mensalmente, que apresenta as notícias de maneira não agressiva, para reconciliar as diferentes facções que combatem entre si na Somália.
Outras associações juntam hutus e tutsis que se massacraram em Ruanda. Numa paróquia, uma associação tem 850 membros que pagam uma contribuição, para alimentar um caixa comum, e uma organização de ajuda mútua para quem precisa. Quase todas estas associações usam o teatro para descarregar as tensões e divisões. Fazem, por exemplo, uma peça sobre o que aconteceu em Ruanda, de maneira que, de maneira liberatória, saia o que está acumulado dentro deles e se possa chegar à aceitação recíproca.


D. Na cultura africana, há elementos de discriminação (até cruéis) em relação à mulher. Pode-se dizer que temos que "humanizar" a cultura africana?
.
R. Sem dúvida, na cultura africana, um dos aspectos mais discutíveis, mais fracos é a posição da mulher, embora, também aqui, não devamos parar nas aparências. Conheço muitas tribos onde o chefe é sempre um homem e então a impressão é que mandam só os homens. Mas o chefe da aldeia nunca tomará uma decisão que vá contra o parecer das mulheres anciãs. As mães, que geraram os filhos, na sua comunidade, detêm uma grandíssima autoridade moral, que não é facilmente reconhecível, mas o chefe as consulta e leva em conta seu parecer.
Outra forma interessante de valorização da mulher na África é que quando há situações graves de crise, muito freqüentemente vêm em evidência as rainhas, as profetisas. Houve casos recentemente na Uganda, no Zâmbia, no Zimbábue onde há as profetisas, as pitonisas. Neste país, também os homens políticos não fazem nada sem consultar estas personagens.
Mas, é verdade que, na vida normal, cotidiana, a mulher, sobretudo jovem, tem pouca influência.

P. Participou do encontro de agentes de pastoral africana de Salvador. O que está esperando da África que encontrou no Brasil?

R. É difícil dizer o que eu espero dos negros do Brasil, dos descendentes dos africanos que foram trazidos para cá. Notei que praticamente não há nenhum conhecimento da África. Eu gostaria que houvesse maior conhecimento recíproco e mais solidariedade.

KOINONIA

Trabalho há alguns anos em Nairobi, Quênia, com um grupo de leigos africanos, quase todos jovens (entre eles, vários casais); formamos uma comunidade, chamada Koinonia. Juntos fazemos quatro atividades.
Informação sobre a África. Vários de nós trabalham com a informação (jornalistas, arquivistas...) e, uma vez por mês, publicamos na internet (em italiano e inglês) um boletim de artigos - não de simples informação - que tratam de problemas africanos vistos com os olhos dos africanos. No início do ano 2000, vamos começar a publicar uma revista na internet sobre problemas de Igreja. Estamos convencidos de que a Igreja africana não fala suficientemente de si mesma, não reflete sobre si mesma, muitas vezes não tem a coragem de falar dos problemas mais graves. Por isso queremos criar um instrumento não impresso que permita de falar sobre esses problemas.
Meninos de rua. Nossa comunidade se encontrou vivendo num dos bairros pobres de Nairobi e se deparou com o problema dos meninos de rua. Reagiu criando dois grandes centros, um sobretudo para os meninos, mas que faz também outras atividades sociais no bairro e, fora da cidade, uma casa para as meninas, tiradas da prostituição.
Coordenação para a paz. Percebemos que na África está se tornando cada vez mais importante, como uma vocação particular da Igreja, trabalhar pela paz, exatamente porque há muitos conflitos. Vimos que somos incapazes e despreparados para este tipo de trabalho; aos poucos, chegamos a criar uma organização (Africa peace point), que procura unir várias organizações que trabalham pela paz.
A quarta atividade é pelo Sudão e, em particular pela população nuba. Em 1995, eu fui levar ajuda a esta tribo, que ficou isolada por causa da guerra civil nas montanhas no centro do país. Ali a presença dos missionários, que antes era mínima, praticamente acabou em 1980. Depois de 1995, fomos eu e outros membros da comunidade fazer atividades de alfabetização, cursos para catequistas, e, quando necessário, fornecer ajuda de emergência, como este ano que teve um problema de fome.

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