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Paquistão: católicos socorrem refugiados afegãos

Os católicos do Paquistão, cerca de um milhão e meio, pouco mais que 1% do total da população, sempre deram uma grande ajuda aos refugiados afegãos, já durante a guerra contra a Rússia, em seguida, durante a guerra civil afegã e, nestes últimos três anos, por causa da carestia.

Depois do dia 11 de setembro, o número de refugiados afegãos no Paquistão chegou a três milhões e continua crescendo. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) elaborou um plano de emergência que exige um financiamento urgente de 30 milhões de dólares. É preciso comprar urgentemente alimentos para evitar que milhares de pessoas morram de fome. Há dez milhões de minas espalhadas pelos soviéticos sobre todo o território afegão. As organizações católicas são entre as mais ativas neste trabalho de ajuda aos refugiados. Estão lá a Caritas Internacional, que proporciona uma equipe de especialistas, entre os quais a doutora Barbel Krumme, para assistir especialmente mulheres e meninas afegãs. Outras organizações católicas estão presentes, como a Catholic Relief Service (CRS) e a Internacional Catholic Migration Commission (ICMC).

Os próprios refugiados afegãos pediram para que não se identificassem os talebans com o povo afegão. O escritor afegão Tamim Ansary, há trinta anos morando em São Francisco, afirmou: “Os talebans e Bin Laden não são afegãos. Muito menos representam o governo do Afeganistão. Quando falamos dos talebans, devemos pensar nos nazistas. Quando falamos de Bin Laden, devemos pensar em Hitler. Olhando o povo do Afeganistão, devemos lembrar os judeus nos campos de concentração. Os afegãos são as vítimas dos talebans. Há mais de 500 mil órfãos sem condições de trabalhar no Afeganistão, país sem economia e sem comida”.

Fides

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