Revista "MUNDO e MISSÃO"
Atualidades no Mundo - Ásia
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TORTURAS SEXUAIS para
um Pe. Alberto Garuti Padre Li Qinghua, 31 anos, sacerdote da diocese de Yixian (Hebei), foi preso em 29 de novembro perto de Baoding. Segundo informações recebidas pela agência Fides, ele sofreu uma série de interrogatórios e torturas fisicas e psicológicas por uma "unidade especial" constituida por homens e mulheres. O pessoal feminino é formado por prostitutas cuja tarefa é procurar, de qualquer maneira, ter relações com o sacerdote. Uma videocâmara dentro da prisão filmava tudo o que acontecia para ter material a ser usado para chantagear o padre, fazer com que confessasse seus relacionamentos com outros coirmãos da Igreja clandestina e obrigá-lo a inscrever-se na Associação Patriótica. Conforme as informações de Fides, outros padres sofreram o mesmo tratamento nos últimos meses. O padre é originário do Shaanxi e foi ordenado em 1993. Trabalhou num seminário clandestino e desenvolveu trabalho pastoral nas comunidades cristãs de Pequim. Sua prisão aconteceu dia 15 de novembro durante a madrugada, enquanto ele era hóspede de um leigo católico em Weizhuang. Os policiais chegaram em quatro viaturas e o levaram. Foram seqüestrados também livros religiosos, videocassetes para a catequese e a motocicleta do leigo. No dia seguinte, os policiais prenderam também 6 leigos responsáveis pela comunidade de Guan e de outras aldeias vizinhas, submetendo-os a interrogatórios intensivos. Depois de cinco dias de detenção, os 6 foram libertados após o pagamento de uma multa de 900 dólares, equivalentes a 14 salários de um operário, mais 400 para receber de volta a moto. O Padre Li continuou preso e foi transferido para Xushui. Há alguns anos o governo provincial do Hebei formou nesta cidade uma "unidade especial" para "mudar o .pensamento" dos padres. Esses, que trabalham nas comunidades clandestinas da província, cedo ou tarde acabam sendo levados a Xushui, numa casa transformada em cárcere. Conforme testemunho de padres que estiveram presos lá, os sacerdotes sofrem a pressão dos interrogatórios e das prostitutas, chamadas "pessoal feminino de serviço". "Essas mulheres, diz uma testemunha, procuram de todos os meios estabelecer uma relação amorosa contigo, inundando-te com uma multidão de palavras e sinais para que você caia em tentação". Às vezes, os policiais e as prostitutas levam os padres às discotecas para que eles caiam lentamente e sem defesa em seus braços. A tentativa de destruir a reputação moral dos padres não é nova na China: durante a Revolução Cultural padres e freiras eram obrigados a viver juntos e a se casar; em épocas anteriores, os imperadores obrigavam os monges budistas a se unirem a mulheres, para que abandonassem os mosteiros. Atualmente, a pressão exercitada sobre os padres é contínua: mesmo os que resistem, recebem contínuas visitas de mulheres que procuram abraçar e beijar o prisioneiro. "Se neste momento você for lento em afastá-las, diz outra testemunha, a foto, tomada pela videocâmara, dá a impressão que se relacionou intimamente com ela". Os que permanecem firmes até o fim, são enviados aos campos
de concentração para a "reeducação através
do trabalho" ou enviados de volta à delegacia de polícia
que os prendeu. Agência Fides |
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