Revista "MUNDO e MISSÃO"
Atualidades no Mundo - África
|
África do Sul: a conferência apresentou também resultados positivos Dom Diarluid Martin, chefe da delegação da Santa Sé na Conferência da Onu sobre racismo, realizada em Durban, África do Sul, de 31 de agosto a 8 de setembro, disse que a mesma, apesar dos mal-entendidos e defecções, apresentou também resultados positivos: O documento enfrenta os temas do racismo de hoje (emigração, discriminação dos povos indígenas), reconhecendo a dignidade de cada povo. Foram dadas indicações a cada governo para os programas de luta contra o racismo em cada país. Mesmo a respeito da escravatura, caminhou-se bastante; até pouco tempo atrás, o passado colonial era motivo de orgulho para diversos países. De acordo com dom Martin, as dificuldades encontradas no Oriente Médio demonstram a urgência de achar, muito em breve, uma solução para a atual crise. Ele também afirmou que diversos países, na assembléia plenária, lembraram, como exemplo a ser imitado, o gesto do santo padre de pedir perdão pelos erros da Igreja no passado. Até o documento preparado por Justiça e Paz, distribuído aos delegados, foi de grande valia. Diversos delegados reconheceram que a posição da Santa Sé era a que mais se aproximava das intenções iniciais da Conferência. A Conferência foi caracterizada pelas polêmicas sobre a escravatura durante os séculos. Para estabelecer um compromisso entre as diferentes posições, os trabalhos continuaram por mais um dia, terminando dia 8 em lugar do dia 7. Junto com o documento final, a Assembléia aprovou o plano de ação contra a racismo e a discriminação. Alguns comentários de dom Martin ajudam a fazer uma leitura profunda do racismo e a encaminhar soluções: O racismo é um problema em todos os países do mundo, nenhum excluído, um problema que atinge os sentimentos do coração e não só os políticos. É também por isso que custa muito progredir e encontrar um acordo sobre muitos pontos. A Conferência não é um tribunal para julgar um país particular. Este é um momento histórico no qual nos devemos por uma questão ética e ninguém sai com nota máxima. O bispo concluiu, comentando o assunto da indenização pelas injustiças da escravidão contra a África: O problema não é tanto a indenização em si, quanto fazer o contrário daquilo que foi feito com a escravatura e o colonialismo, isto é, hoje devemos atuar políticos que valorizem os recursos humanos, que construam a capacidade de cada um ser protagonista na própria vida. |
Visite
as outras páginas
[P.I.M.E.] [MUNDO e MISSÃO]
[MISSÃO JOVEM] [P.I.M.E.
- Missio] [Noticias] [Seminários]
[Animação] [Biblioteca]
[Links]