]Revista "MUNDO e MISSÃO"
Atualidades no Mundo - Europa
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O tráfico de escravos no fim do milênio Ainda que as dificuldades para aceitar os imigrantes sejam enormes, muitos países precisam deles para continuar a sobreviver Estudos recentes de vários organismos internacionais como a Caritas,
a Interpol e Europol comprovam que "as projeções demográficas
para os países europeus demonstram a necessidade da imigração".
A Itália, por exemplo, um país cujo nível de natalidade
não consegue compensar os falecimentos, se quiser manter constante
o nível dos residentes com idade média inalterada, a relação
entre os trabalhadores ativos e o crescente número dos aposentados,
precisaria ter uma entrada anual de imigrantes tão elevada que
resultaria numa situação social e politicamente ingovernável.
Um cálculo de todos os fatores para tornar viável uma imigração
legal e ordenada (casas, escolas, assistência sanitária...)
sugere uma entrada anual mínima de 100/150 mil pessoas. Esses números,
todavia, não evitariam uma diminuição de 15/18 milhões
de residentes italianos, nos próximos 50 anos. Portanto, o problema
social e econômico, salvo mudanças radicais como o aumento
da natalidade entre os europeus - bastante improvável - é
de uma gravidade considerável. Negócios de 7 bilhões de dólares Aproveitando dessas situações conflitantes, surgiram grupos
ou máfias para gerir o tráfico dos migrantes clandestinos,
que ganham um dinheiro sujo com a vida desses pobres. Sem escrúpulos,
verdadeiros mercadores humanos do segundo milênio, essas máfias
criaram uma rede internacional para trazer, aos países ricos, migrantes
que não têm possibilidade de entrar legalmente. As máfias Os escravos modernos, isto é, os clandestinos podem somente viajar
se pagarem pesadas contribuições aos mafiosos que providenciam
documentos falsos e passagens. No sul da Itália, não são
raros os casos em que os clandestinos, com mulheres e crianças
, depois de terem pago de 1000 a 3000 dólares para viajar em perigosas
barcaças, são abandonados pelos mafiosos que fogem da polícia
local. Outros viajam a pé ou escondidos em trens de cargas, atravessando
as fronteiras dos países. As rotas sempre mudam para tentar confundir
e escapar da polícia que, diante do grande aumento dos clandestinos,
torna-se cada vez mais vigilante. Em alguns países, como na Romênia,
existem lugares para recolher esses migrantes que chega da África,
da América Latina, da Europa Oriental e da Ásia. As máfias - denuncia uma alto dirigente da Europol - não
se limitam a facilitar a expatriação ou a migração
ilegal de pessoas que precisam de trabalho, mas cada vez mais aumentam
suas atividades ilícitas. Uma vez chegado ao país escolhido,
o clandestino não termina sua via crucis, porque existe sempre
o perigo de ser repatriado, se for preso pela policia local, de ser submetido
a violências físicas para pagar as dívidas com as
máfias. Atrás dos clandestinos, existem sempre histórias de miséria
e falta de trabalho. As atividades das Igrejas nos países que recebem
os clandestino têm um papel importante, embora consigam ajudar somente
uma mínima parte. |
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