Revista "MUNDO e MISSÃO"
Crianças
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Trabalho infantil. O que fazer? Conforme estimativas da Organização Internacional do Trabalho - BIT (Bureau Internacional du Travail), o número de crianças, em todo o mundo, com idade entre 5 e 14 anos que trabalham em período integral ou meio período e são remuneradas, chega a 250 milhões. Dessas, 73 milhões teriam entre 10 e 14 anos. O continente com o maior número de crianças trabalhadoras é a Ásia, com 60% do número total; 30% estariam na África e 10%, na América Latina. Contudo, se considerarmos proporcionalmente a população dos países, os países da África ocupam os primeiros lugares. O documento da BIT revela também que as crianças são usadas como mão-de-obra barata em indústrias de artigos de exportação. Portanto, não comprar os produtos produzidos por indústrias que exploram o trabalho infantil, como alguns países já estão fazendo, é uma forma de combater o problema. Mas será que isso resolve ou, pelo contrário, agravaria a questão? Em Bangladesh, quando os Estados Unidos proibiram a importação de tecidos produzidos por indústrias que exploravam o trabalho infantil, a vida de 50 mil crianças, que foram demitidas, piorou sensivelmente por falta de alimento e remédios que, bem ou mal, compravam com os pequenos salários que recebiam. Essa experiência levou os Estados Unido, a BIT e o governo de Bangladesh a rever suas posições radicais, permitindo que as indústrias eliminassem progressivamente o trabalho infantil, mas ajudando as famílias a manter as crianças na escola, a fim de não piorar sua situação econômica já tão precária. Escola vazias indústrias cheias
Trabalho infantil: os números da exploração Total: 73,3 milhões Ásia: 44,6 milhões - África: 23,6 milhões América Latina: 5,1 milhões |
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