Revista "MUNDO e MISSÃO"

Cultura - Culturas

BUTÃO, reino encantado

Claudia Caramanti

Recentemente, o rei reimplantou o antigo código Driglam Namzha, que estabelece comportamentos e obriga todos os cidadãos a usar os trajes tradicionais

Na fronteira entre a Índia e a China, entre as nuvens que envolvem o Himalaia, existe um pequeno reino, governado por um rei iluminado, descendente de uma antiga estirpe de monges. É o Butão, país que, somente há pouco tempo, se abriu ao mundo, depois de séculos de isolamento. Não se passa fome no Butão, mas os índices de subdesenvolvimento e de mortalidade infantil estão ainda entre os mais altos do mundo. Para enfrentar o problema, o rei quis envolver os líderes dos monges que deveriam se encarregar de ensinar normas higiênicas à população

O pedaço de estrada, que subindo da planície de Bengala leva à capital Thimpu, foi construído em 1962. Antes, quem queria visitar o Butão deveria subir a cavalo ou a pé esses montes cobertos de densas florestas, habitados ainda por animais selvagens, como a pantera, o tigre, o urso e o leopardo das neves.

O rei não mora no grande palácio que domina a capital. Escolheu para si uma simples casa de madeira, isolada nos montes. Suas quatro esposas, ao contrário, têm residências separadas na cidade. Descobri que os budistas podem ter várias mulheres e que a mulher nunca fica sob tutela masculina. O rei responde sobre seus atos a uma assembléia de representantes dos vilarejos, dos mosteiros e da corte. Se, por acaso, perder a confiança desses, deverá renunciar.

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