Revista "MUNDO e MISSÃO"

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Alarme demográfico nos países europeus

Os dados publicados em fevereiro de 1999 pelo Eurostat, o órgão das estatísticas européias, confirmaram, mais uma vez, a tendência negativa do crescimento demográfico na Europa. O número de nascimentos vem decrescendo, embora tenha diminuído também a mortalidade: por isso ainda não dá para perceber a situação que está se criando. Em 1998, morreram 3,69 milhões, enquanto em 1997, foram de 3,71 milhões. O saldo, considerando mortes e nascimentos, foi somente de 320 mil, contra quase 2 milhões em 1965. O fato também de que os europeus estão tendo uma vida mais longa significa um aumento do número de aposentados e uma diminuição das forças produtivas, o que não é totalmente uma vantagem para a sociedade que deve arcar com maiores despesas. Os países campeões em queda demográfica são a Alemanha com 0,9/1000; a Itália com 0,7; a Suécia com 0,4; e a Grécia com 0,1. Os que ainda mantêm um crescimento positivo são: a Islândia com 8,7/1000; a Noruega com 3,5; Irlanda 5,5, entre outros (ver tabela). As previsões são pessimistas; o Eurostat comenta que "num futuro próximo, a tendência será diminuir ainda mais, visto que as mulheres nascidas nos anos sessenta (quando a Europa registrou um aumento de nascimentos) estão saindo de sua vida fértil e as outras possíveis candidatas à maternidade, isto é, as nascidas após 1965, são bem menos numerosas". A queda dos nascimentos poderá ser compensada pela imigração e legitimação de imigrantes não europeus, porém, se isso compensa em números, traz outros problemas à cultura européia com a vinda de elementos africanos e asiáticos muito heterogêneos e com a expansão do islamismo, amplamente difundido através de grupos que já contam com alguns milhões de pessoas entre os imigrantes legais e clandestinos. Culturalmente falando, portanto, dentro de alguns anos, teremos certamente uma outra Europa, a não ser que os europeus recomecem a gerar filhos, como aconteceu na França que, campeã em decrescimento nos anos passados, agora retoma a escala positiva: 3,4/1000. Ainda pouco, mas sintomático.

O CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO em 1998

Países
Nascidos em milhares
Mortes em milhares
Saldo em milhares
Aumento por a cada 1.000 habitantes
Bélgica
114,2
103,9
10,3
1,0
Dinamarca
66,2
58,3
7,9
1,5
Alemanha
776,5
848,0
-71,5
-0,9
Grécia
98,3
99,6
-1,2
-0,1
Espanha
364,7
350,7
14,0
0,4
França
743,0
542,5
200,5
3,4
Irlanda
52,0
31,5
20,5
5,5
Itália
530,1
569,5
-39,4
-0,7
Luxemburgo
5,4
3,8
1,6
3,8
Holanda
199,0
137,2
61,8
4,0
Áustria
81,6
78,7
2,9
0,4
Portugal
114,6
107,7
6,9
0,7
Finlândia
57,4
49,8
7,5
1,5
Suécia
89,2
92,6
-3,4
-0,4
Reino Unido
715,3
613,9
101,5
1,7
Islândia
4,2
1,8
2,4
8,7
Noruega
59,2
43,9
15,3
3,5
Suíça
77,2
63,3
13,9
2,9

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