Revista "MUNDO e MISSÃO"
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Discriminação sexual desde a alfabetização A edição anual do Relatório da Unicef, a respeito da condição de infância no mundo, é dedicada, em 1999, à instrução. O referido relatório denuncia que a discriminação sexual começa nos primeiros anos de educação escolar: em 1980, o número de meninos alfabetizados chegava a 74% da população, contra 56% de meninas. Em 1995, a diferença diminui um pouco: 81% de meninos, contra 66% de meninas. Os números, porém, podem ser relativos porque faltam dados exatos, em alguns países mais pobres, mesmo assim, a realidade não mudaria substan-cialmente. A principal causa dessa discriminação é a pobreza: as famílias enviam para as escolas os meninos, enquanto as meninas ficam em casa ajudando, mas há também fatores culturais ou religiosos, sobretudo nos países onde a mulher pouco conta na sociedade, como no Nepal, onde 80% dos meninos freqüentam as escolas contra 41% das meninas. Entre os quinze países que mais discriminam as meninas, 11 são africanos e 7 de maioria muçulmana, porém, há exceções: em alguns países, embora pobres, a situação se inverte e a alfabetização é maior entre as meninas, como no Lesoto e Trinidad e Tobago, onde se contam 11 pontos de vantagem em favor das meninas. Entre os quinze países onde as meninas freqüentam as escolas em porcentagem maior que os meninos, 4 são africanos, 2 asiáticos e 9 latino-americanos, porque, nessas regiões, os meninos começam trabalhar muito cedo. Mais meninos que meninas
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