Revista "MUNDO e MISSÃO"
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Hanseníase: um flagelo ainda atual Novas esperanças para a cura mas, a cada minuto há mais um contagiado. É difícil dar os números exatos sobre esta doenças
que ainda causa repulsa na sociedade apesar de existirem remédios
e meios para evitar o contágio. Os portadores de hanseníase - nome do descobridor do bacilo, Gerhard Hansen, em 1873, seriam mais de 2,5 milhões, espalhados em 91 países, inclusive na Europa, onde a imigração como o turismo trouxeram os casos de lepra de volta. A maioria dos casos, ainda em fase de contágio, encontra-se no cinturão da pobreza absoluta, onde a população de cerca de 1,3 bilhão de pessoas vive com menos de um dólar por dia. Outras estatísticas estimam que, a cada ano, aparecem 750 mil novos casos, sendo que, na faixa da pobreza, seriam cerca de dois mil por dia! Mas esse dado não corresponderia à realidade, visto que muitos hansenianos vivem à margem da sociedade, como nas savanas africanas e da Índia ou na floresta amazônica. Conforme uma estimativa mais realista, o número de hansenianos seria o dobro do que é aceito oficialmente; 10% seriam crianças. Nos últimos setenta anos, a doença começou a ser combatidas por novos medicamentos e, pelas estatísticas da Oms - Organização Mundial da Saúde- através da Gael - Aliança para eliminar a lepra, poder-se chegar, em 2005, a uma situação de controle total em que a lepra não constituiria mais um problema de saúde pública. Raoul Follereau Um dos apóstolos para a extinção da lepra no mundo foi Raoul Follereau que se entregou totalmente a essa batalha. A ele se deve uma nova consciência a respeito dessa doenças. Em 1954, Raoul promoveu o primeiro Dia Mundial dos Doentes de Hanseníase que hoje se celebra países do mundo, no último domingo de janeiro, com o intuito de recolher contribuições para a luta contra a doença. A esse apóstolo, deve-se a construção de muitos leprosários em países onde a doença era endêmica ou ignorada. Raoul já dizia nos anos 50, que os Estados Unidos e União Soviética, as duas superpotência naqueles anos de guerra fria, lhe dessem o dinheiro correspondente ao custo de dois aviões de bombardeio estratégico, ele eliminado o flagelo da lepra. Naturalmente, as superpotências não lhe deram o dinheiro e a lepra continua, mas, apesar do atraso, se houvesse um maior interesse por parte dos governos e da Onu, a hanseníase teria os dias contados. O lema do Dia Mundial dos Doentes de Hanseníase celebrado em 28 de janeiro passado, foi: "Com os últimos para uma alternativa de justiça", isto é, restituir a dignidade ao hanseniano. Neste dia, se recolhe-se dinheiro nas praças e nas igrejas com a finalidade específica de ajudar a três países: Índia, Brasil e Moçambique.
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