| A vida religiosa ainda tem sentido?
Mil anos atrás, os mosteiros beneditinos e outros que seguiram
a mesma regra, foram marcos e baluartes da civilização ocidental
cristã, ameaçada pelas invasões bárbaras.
Foram os monges que, com paciência infinda, salvaram, recuperaram,
transcreveram e conservaram, nas valiosas bibliotecas dos mosteiros, os
documentos antigos que hoje encontramos em qualquer livraria. Foram eles
que sanearam as terras dos pântanos, que recuperaram a agricultura
que os camponeses estavam abandonando por causa das invasões dos
bárbaros; foram os mosteiros e as paróquias que criaram
as escolas para os pobres e contribuíram de forma marcante para
a fundação de universidades famosas até hoje. Geralmente,
os grande pensadores, literatos e artistas da Idade Média eram
monges ou ligados aos mosteiros, como Tomás de Aquino, Erasmo,
Boaventura, beato Angélico e muitos outros. Foram os mosteiros
que abriram hospedarias dentro de seus muros para cuidar de peregrinos
e doentes, dando origem a hospitais.
Sem os mosteiros e, em geral, sem a vida religiosa dos conventos, a civilização
cristã ocidental não seria o que é.
Hoje, os desafios da sociedade moderna são diferentes: migrações
de culturas e religiões; a globalização da miséria
em muitos países que continuam pobres; a perda do valor da santidade
e o predomínio do secularismo que renega valores éticos
e sociais. Nesse contexto e já há alguns anos, uma crise
geral de vocações e mudanças da vida moderna levaram
vários mosteiros e congregações religiosas a limitar
e até fechar suas atividades. Parece que a vida religiosas não
está mais em moda entre os jovens que, às vezes, preferem
trabalhar como voluntários, mas sem um comprometimento de toda
a vida.
Assim, surge a pergunta: a vida religiosa ainda tem sentido ou ela é
somente para desiludidos da vida que querem se recolher, cansados de lutas
perdidas?
Sim, ela tem sentido desde que saiba captar as exigências da vida
atual, não se fechando em si mesma, mas enfrentando os desafios
da secularidade, revivendo os valores éticos e morais que o mundo
hoje não reconhece.
Se estão desaparecendo alguns institutos que pararam no tempo,
novas instituições religiosas estão em formação,
como indica o Anuário Estatístico da Igreja de 1997.
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Instituições religiosas no mundo de direito pontifício,
ou seja, já foram reconhecidas pelo papa e podem trabalhar
em todas as partes do mundo: 1.582
Sendo 242 masculinas 1.340 femininas de direito diocesano, isto
é, que foram aprovadas provisoriamente pelo bispo diocesano
e, geralmente, estão em formação cerca de 1.800
Número de consagrados no mundo: Total 1.074.000
· Sacerdotes: 140.687
· Não sacerdotes: 58.210
· Religiosos (as): 819.278
· Irmãs de clausura: 55.197
· Institutos seculares: são instituições
bastante recentes com regras próprias e podem ser integradas
até por leigos e casados Membros: 31.197
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