Revista "MUNDO e MISSÃO"
Direitos Humanos
“Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (de Cristo, no Calvário)
A um aceno do chefe do campo, as cadeiras foram retiradas
[...]. Depois começou o desfile. Os dois adultos não viviam
mais. A língua pêndula, engrossada, arroxeada. Mas a terceira
corda não estava imóvel; embora levemente, a criança
ainda vivia... (Elie Wiesel: A Noite)
O mal causado pelo homem
1)
Quando a vítima é o próprio sujeito da agressão: 2)
Quando as vítimas são os outros: 3)
Quando a vítima é a sociedade 4)
Quando a vítima é a natureza
“Conhecemos
a alternativa: Albert Camus O mal causado pela natureza • tsunames
O mal sempre desafiou a humanidade. É um mistério angustiante que a maioria das pessoas não entende e, por isso, não aceita. É um problema cruciante a todos: aos que crêem em Deus e aos que não crêem; às religiões, filosofias, ideologias. Em
debate O Mal é um problema insolúvel porque a existência humana é um mistério, ou seja, a humanidade sofre porque está ameaçada pela sua limitação, alienação e angústia. O mal não existe em si mesmo, mas é a ausência de uma perfeição devida, de uma propriedade ou de um bem da vida. O mal não se origina em Deus, mas faz parte da essência da criatura, substancialmente incompleta e defeituosa. “Somos condenados a ser livres”. Jean-Paul Sartre, filósofo francês O problema
do mal é inescrutável
“Ó Homem, quem és tu que queres discutir com Deus?” (Rm 9.20s), ou no profeta Isaías: “Pode um vaso de terra disputar com quem o fabricou?” (Is 45,9). Deus permite em seus planos o mal que, porém, não é entidade subsistente em si, mas algo inerente à fraqueza da natureza criada. SOLUÇÃO OTIMISTA: (Feliz
culpa que mereceu tão um grande Redentor) Liturgia Pascal (Leibniz, filósofo judeu) Alguns adeptos até justificam a presença do mal moral no mundo como algo bom porque, “se no mundo não tivesse acontecido o pecado de Adão, Deus não teria mandado seu Filho, num gesto generoso para a humanidade”. Difícil, nesta teoria, é explicar a presença do mal físico ou as catástrofes naturais....
NÃO EXISTE, PORTANTO, uma resposta satisfatória à angústia provocada pelo grande mistério do mal, tanto que podemos entender o grito do Papa em Auschwitz-Birkenau, ou de Jó, ou de Cristo na cruz. Não foram gritos de revolta contra um Deus ausente, mas tentativas de entender como os homens podem ser tão cruéis quando se afastam de Deus. “Muitas vezes, não nos é concedido
saber o motivo pelo qual Deus retém o seu braço, em vez
de intervir. Aliás, Ele não nos impede sequer de gritar,
como Jesus na cruz: ‘Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?’
(Mt 27, Antes, a verdade é que até mesmo o nosso clamor constitui, como na boca de Jesus na cruz, o modo extremo e mais profundo de afirmar a nossa fé no seu poder soberano. Na realidade, os cristãos continuam a crer, não obstante todas as incompreensões e confusões do mundo circunstante, ‘na bondade de Deus e no seu amor pelos homens’ (Tt 3,4). [...] A esperança manifesta-se, praticamente, nas virtudes da paciência, que não esmorece no bem, nem sequer diante de um aparente insucesso, e da humildade, que aceita o mistério de Deus e confia nele mesmo na escuridão. A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e, assim, gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor! Desse modo, ela transforma a nossa impaciência e as nossas dúvidas em esperança segura de que Deus tem o mundo em suas mãos e que, não obstante todas as trevas, Ele vence [...] ”. (Encíclica “Deus caritas est”, 38 Papa Bento XVI – 25/12/2005).
Para que tivéssemos a Luz, veio-te a faltar
a vista. (Ideal e Luz – Chiara Lubich)
“Nem o sofrimento, nem a angústia humana são desejados por Deus. Ele não se impõe. Deixa-nos livres para amar ou não amar, para perdoar ou rejeitar o perdão. Mas Deus nunca assiste passivamente ao sofrimento dos seres humanos. Ele sofre com o inocente, vítima da incompreensível provação; Ele sofre com cada um. Existe uma dor de Deus, um sofrimento do Cristo”. (Amor de todo amor As fontes de Taizé Irmão Roger de Taizé). “Onde estava e está Deus nas grandes tragédias humanas? Por que Ele está tão ausente e mudo? Jon Sobrino responde:
‘O fato de Deus deixar as vítimas morrerem é um escândalo irrecuperável, e a fé em Deus tem que passar através deste escândalo. Nessa situação, a única coisa que o crente pode fazer é aceitar que Deus está na cruz, impotente como as vítimas, e interpretar essa impotência como o máximo de solidariedade com elas’. O anúncio missionário, entre a misericórdia e a cruz, revela que o nosso Deus é vulnerável, sofredor e compassivo porque morre com os crucificados da história”. (Pe. Giorgio Paleari – Mundo e Missão/abril/2001) Para refletir (Rom 8,38 – trecho completo Rom 8,18-39) “Deus está morto, e foi a sua compaixão pelos homens que o matou”. (“Assim falou Zaratustra” – Nietzsche) “Se consideramos só a perfeição de Deus, caímos no desespero, e se consideramos só o homem, caímos no orgulho. Enquanto que, somente considerando Cristo, ao mesmo tempo Deus e Homem, podemos enfrentar lealmente toda a nossa fraqueza e a nossa miséria, no horizonte de um amor misericordioso e pleno de esperança”. (“Pensamentos” – Pascal) Envie para a redação a síntese das discussões e/ou dos estudos realizados a partir da leitura de “Em debates”. Envie para a redação
a síntese das discussões e/ou dos estudos realizados a
partir da leitura de “Em debate”. Apresentamos abaixo os links de vários artigos publicados sobre o tema “O Mal” com objetivo de favorecer a você uma reflexão ampla sobre ao assunto: “Não te deixes vencer
pelo mal, vence antes o mal com o bem” |
Visite
as outras páginas
[P.I.M.E.] [MUNDO e MISSÃO]
[MISSÃO JOVEM] [P.I.M.E.
- Missio] [Noticias] [Seminários]
[Animação] [Biblioteca]
[Links]