Revista "MUNDO e MISSÃO"
Drogas
| O sedutor Triângulo do Ouro
Patrizia Bergamaschi As belas e coloridas imagens das populações tribais dessa região isolada sugerem riqueza folclórica e uma cultura muito particular. Contudo, sobre essas etnias pesa a fama internacional de "povo do ópio" Provenientes de várias etnias, as populações tribais
que vivem no famoso Triângulo do Ouro, área de verdes colinas
que marca as fronteiras entre Tailândia, Mianmá e Laos, caracterizam-se
pela diversidade lingüística, pela curiosa distinção
das roupas das mulheres, pela ausência de escrita e do registro
histórico. Vivendo basicamente da agricultura (as populações
tribais não conhecem a propriedade da terra que está disponível
para todos), desenvolvem uma economia de mercado baseada na troca de mercadorias
de igual valor. Um isolamento favorável Essa região, considerada uma das mais inacessíveis do mundo,
inclusive pelas condições climáticas, usufrui de
seu isolamento. Longe dos olhos do mundo - e das autoridades -, mas na
mira de um fiel mercado consumidor, o Triângulo do Ouro concentra
uma significativa parte da produção mundial de ópio
e heroína. Economia clandestina, mas rentável A economia do ópio atinge cifras consideráveis de fazer
inveja a muitos países. Noventa por cento da produção
mundial de 1996, por exemplo, foram provenientes de apenas 6 países
- Irã, Paquistão, Afeganistão, Mianmá, Laos
e Tailândia - e somaram 5 mil toneladas! As capitais asiáticas da droga TAILÂNDIA: único país do Triângulo do Ouro que conseguiu reduzir consideravelmente a produção de ópio, baixando de uma média anual de 450 toneladas, na primeira metade dos anos 70, para 40 toneladas em 1990. Logo após a proibição do uso de ópio na Tailândia, em 1959, houve uma rápida difusão do consumo de heroína. A maior parte dos usuários, que são cerca de 500 mil, dos quais 300 mil residentes na área de Bangcoc, tem menos de 30 anos. MIANMÁ: maior produtor mundial de ópio ilegal e exportador de heroína. Ainda que seja difícil precisar as cifras reais, fala-se numa produção anual de 2300 toneladas, o que corresponde a 60% do total mundial. A maior parte da colheita de ópio é controlada por grupos das minorias étnicas. LAOS: terceiro produtor mundial de ópio, depois de Mianmá e da Índia. O aumento do cultivo de ópio nesse país deve-se ao sucesso do programa de extirpação e substituição de suas plantações na Tailândia. Em 1990, a produção foi de 300 toneladas. |
Visite
as outras páginas
[P.I.M.E.] [MUNDO e MISSÃO]
[MISSÃO JOVEM] [P.I.M.E.
- Missio] [Noticias] [Seminários]
[Animação] [Biblioteca]
[Links]