Revista "MUNDO e MISSÃO"
Economia
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As desigualdades do consumismo Desde 1990, o United Nations Development Programme (UNPD) vem publicando anualmente um relatório sobre o desenvolvimento humano no mundo. O de 1998 apresenta algumas tristes surpresas, reveladoras de profundas desigualdades entre os povos: aumenta a pobreza nos países pobres mas também nos países ricos nos quais, ao mesmo tempo que aumenta o consumo, crescem os índices de pobreza (entre 7 e 17%) por causa dos fluxos migratórios. Consumismo sem precedentes O consumo mundial dos bens aumentou de maneira nunca vista. Nos últimos 25 anos - diz o relatório - nos países industrializados, cresceu numa média anual de 2,3%; no sul da Ásia, 2%, e em alguns países do leste asiático, em até 6,1%. Em contrapartida, em outros países do Terceiro Mundo, especialmente na África, o consumo diminuiu 30%, no mesmo período. Um bilhão de excluídos Dos 4,4 bilhões de pessoas que povoam a terra, 3/5 não
dispõem de infra-estrutura higiênica, 1/3 não tem
água potável, 1/4 não mora num local em condições
decentes, 1/5 não tem acesso aos modernos serviços médicos
e sanitários. O empobrecimento da terra Um fato grave denunciado pelo relatório do UNDP é o empobrecimento
generalizado do mundo devido à industrialização selvagem
e ao consumo irracional que vem sendo feito dos recursos da terra. Embora
tenha havido alguma melhora, a poluição continua grave e
a produção de resíduos é superior à
capacidade de reciclá-los. Perspectivas Diante desses dados, é possível traçar uma previsão
para o futuro, que poderá ser catastrófico, se não
se corrigirem urgentemente os estragos causados à natureza. Em
2050, numa população mundial prevista de 9,5 bilhões
de pessoas, de 1 a 2,5 bilhões terão problemas de escassez
de água potável. Hoje, já são 132 milhões.
Do Relatório sobre o Desenvolvimento Humano do UNPD, 1998 |
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