Revista "MUNDO e MISSÃO"

Espiritualidade e Missão

ascida em 1922, de família profundamente religiosa e com 8 filhos, Gianna Beretta teve um irmão médico, uma irmã médica atuando na Índia, outro irmão padre missionário, atuando no Maranhão. Formada em medicina obstetrícia, ela desejava trabalhar com ele no Brasil. Sonho que, a pedido do próprio missionário, não chegou a realizar. Gianna perdera os pais no mesmo ano (1942). Apesar do abalo, continuou cursando medicina. Diplomou-se em cirurgia e pediatria.


Gianna Beretta Molla
(1922 - 1962)

 

Foi inscrita na Ordem dos Médicos de Milão. Gianna pedia ao Senhor que lhe mostrasse o estado de vida indicado pela Providência. Encontrou-se com Pietro Molla, jovem respeitoso e educado.

Noivaram-se em 1955 e se casaram 5 meses depois, na basílica de São Martinho, em Magenta, na Província de Milão. Entre 1956 e 1959, nasceram-lhes Pier Luigi, Mariolina e Laura, depois de gestações de alto risco. Obstetra, ela dizia: “Cada gestação é um risco para minha vida”.

O martírio

Gianna empenhava-se, debaixo de sacrifícios, em socorrer parturientes indecisas e humilhadas mães solteiras, para que respeitassem a vida de todo nascituro, em obediência ao 5.º Mandamento. Dizia que, “em nome da dignidade materna, jamais se sujeitassem ao aborto, para não carregarem, por toda a vida, o espinho torturante da culpa”. Usava os recursos de que dispunha, até bicicleta, para socorrer tais mães em altas horas da noite.

Lutava para que diminuíssem na Itália os assassinatos de crianças no seio materno. Tornou-se, no seu país, a apóstola contra o aborto e a defensora da dignidade da mulher, mais do que qualquer bispo, padre ou religiosa. Rezava muitíssimo e pedia orações às mães em tentação ou em perigo, o mesmo perigo a que ela iria sujeitar-se, pela quarta vez, com inaudita coragem. Foi sua agonia pessoal. Na Sexta-Feira Santa de 1962 foi internada para o martírio que ela anunciava às pessoas ao redor da cama.

Durante mais de 15 horas, entre dores indescritíveis, fracassaram as tentativas para o parto natural. Um enorme mioma uterino se alargara ainda mais. Era a própria vida ou a do bebê. No sábado, nasceu-lhe uma robusta menina, através de cesariana. Gianna morreu 7 dias depois. Na manhã do dia 30 de abril foi batizada Gianna Emanuela, e à tarde, realizaram-se os funerais da mãe, com a comoção de metade da Itália.

Gianna Beretta Molla foi beatificada em 1994, fato que, por si só, significa um aviso eloqüente contra a degradação familiar, marcada pela síndrome assustadora do aborto. Mulher heroína e mãe excepcional, Gianna aponta, para o mundo depravado e manchado de sangue inocente, o exemplo vivo de amor pela vida.

Comprovado o segundo milagre, inexplicável para a medicina e necessário para a canonização, Gianna foi canonizada em Roma pelo Papa João Paulo II, em 16 de maio de 2004, na presença do marido, dos filhos e dos irmãos. Existe, em Rancho Queimado (SC), há quase 30 anos, o “Movimento Gianna Beretta Molla”, instituto de apoio à causa de todos os nascituros e suas mães. Ele edita o jornal “Em Defesa da Vida”. Recebe correspondências do Brasil inteiro e distribui valioso material de promoção. É uma honra para Santa Catarina!

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