Revista "MUNDO e MISSÃO"
Espiritualidade e Missão
Desenvolveu intensa correspondência, impulsiva e aberta, com seus amigos. Antes de completar 30 anos, já proferia enérgicos sermões. A voz era ouvida em Oxford e chegava aos mais afastados recantos da Inglaterra. Muito escreveu e muito meditou sobre questões doutrinárias no interior do cristianismo. Pesquisando as origens do cristianismo, chegou à conclusão de que a verdadeira sucessão dos apóstolos passava pela Igreja de Roma. Sua conversão ao catolicismo foi um escândalo, numa Inglaterra em que católico era sinônimo de “papista” e traidor do Reino. Sem medo, escreveu: “crescer é mudar, e ser perfeito é ter mudado constantemente”. Foi ordenado sacerdote em 1846. Escreveu: “ Desde que me tornei católico, tenho estado em perfeita paz. É como chegar ao porto após um imenso oceano; e minha alegria permanece até este dia, sem interrupção”. Em 1879, tornou-se cardeal pelas mãos de Leão XIII. Viveu em Edgbaston, na Inglaterra, onde morreu em agosto de 1890. O cardeal Newman lutou muito para a renovação do catolicismo no seu país e para que a Igreja se abrisse mais às necessidades e desafios do mundo moderno. Para ele, era necessário à Igreja, como um todo, manter um equilíbrio entre o desejo de santidade, a busca da verdade e a necessidade de uma estrutura organizativa. Se qualquer um desses grandes eixos ganhasse supremacia sobre os outros, o todo sofreria. Ele era um entusiasta do diálogo ecumênico. Seu pensamento é de uma riqueza impressionante. Em sua vasta obra, tratou dos mais diversos temas teológicos e uma contribuição muito relevante de seu pensamento foi a chamada doutrina do desenvolvimento do dogma. A defesa da infalibilidade pontifícia trouxe-lhe críticas mordazes dos anglicanos e um enorme prestígio entre católicos ingleses, embora, durante o Concílio Vaticano I, tivesse sustentado a opinião de que uma definição daquela doutrina não estava ainda amadurecida. Revelou-se também um grande mestre da oração. Suas meditações e orações nos mostram um homem que viveu em profunda amizade com Deus e que obteve, da oração, a forma para seu ministério. Sua linguagem simples e concreta tocava o coração humano, recordando sempre as verdades essenciais da fé. Sobre tais verdades, assim se expressa o padre Hermann Geissler, do Centro Internacional “Amigos de Newman”: “Ele tinha uma sensibilidade especial pela santidade de Deus, e, por isso, também pela miséria do pecado. Continuamente, convidava todos a meditarem e a adorarem a cruz, sinal infinito do amor de Deus. Ressaltava a necessidade de conversão radical do nosso coração e da imitação do Crucificado a exemplo de Maria e de todos os santos”. Declarava-se, sincera e humildemente, “servo inútil”, mas os longos anos de estudo e de produção intelectual deram-lhe vastíssimo e profundo material, que publicou em Londres entre 1870 e 1879, pelo qual conquistou o direito de ocupar um lugar relevante na espiritualidade e na cultura cristã. |
Visite
as outras páginas
[P.I.M.E.] [MUNDO e MISSÃO]
[MISSÃO JOVEM] [P.I.M.E.
- Missio] [Noticias] [Seminários]
[Animação] [Biblioteca]
[Links]