Revista "MUNDO e MISSÃO"

Evangelização Geral

 

Ernesto Arosio

“Vão e façam com que todos os povos
se tornem meus discípulos...”

(Mt 28, 29)

s missões sempre foram a alma da Igreja e, hoje, mais do que nunca, são essenciais para ela. “Ide pelo mundo inteiro” é mensagem-testamento de Cristo a seus discípulos de ontem e de hoje. Na história da Igreja, a evangelização sempre se preocupou com o resgate integral do ser humano, debruçando-se sobre todas as suas necessidades. Hoje, numa humanidade dividida por guerras, ódios raciais e religiosos, intolerâncias e fundamentalismos, o cuidado com a pessoa tornou-se ainda mais urgente, uma vez que quase a metade da população mundial não tem seus direitos reconhecidos, é marginalizada, passa fome, perde as esperanças de uma vida mais digna em um mundo melhor. Os missionários são, por excelência, os anunciadores do Evangelho do Senhor, até nos lugares onde o nome de Cristo nem é tolerado, mas odiado.

Há vastas regiões onde o Cristo é banido e os cristãos, perseguidos e hostilizados. Entretanto, lá se encontram missionários e missionárias, muitas vezes envolvidos em atividades mais sociais do que religiosas, sempre testemunhas da caridade cristã. Apesar de suas limitações, o missionário é o samaritano de hoje que se curva sobre as deficiências humanas e as feridas das populações às quais foi enviado. Ele leva consigo, e distribui generosamente, o que de mais profundo existe no cristianismo; ou seja, o testemunho do amor, a solidariedade, a fraternidade, que se transformam em diálogo, em saúde, em escola, em trabalho na valorização das pessoas, especialmente de crianças, mulheres e idosos. Um verdadeiro missionário nunca é estrangeiro em terra alguma, porque se coloca a serviço da comunidade local para compartilhar a vida, os sofrimentos, as esperanças e as alegrias.

Portanto, se pudéssemos descrever toda a ação missionária, deveríamos começar da evangelização, através do próprio testemunho, como fundamento de uma nova humanidade, uma humanidade mais fraterna e mais justa em nome de Cristo. Isso implica em solidariedade e fraternidade, que provêm do âmago da mensagem cristã: “Ama a Deus e ama o próximo” e “tudo o que tiveste feito a eles – pobres, desvalidos, massacrados, doentes, perseguidos – foi a Mim que o fizeste”. Esta é a essência da missão, desde suas origens e, em particular, nestes tempos perturbadores. Todo missionário, seja religioso ou religiosa, leigo ou leiga, permanente ou por tempo determinado, é construtor de vida, de novos caminhos para humanidade. Nestas imagens, queremos dar somente pequenos testemunhos concretos, algumas sementes apenas, do muito que os missionários fazem nas missões.

A espiritualidade do missionário é caracterizada
por uma peregrinação em busca de uma morada definitiva.
É um deslocar-se constantemente para buscar o definitivo, superando o provisório,
o efêmero, o limitado e o temporário. A história da missão e dos missionários
representa uma epopéia de andanças e de movimento de pés que se deslocam entre trilhas e veredas, em florestas, em morros enlameados e sobre asfaltos esburacados.
É um caminho de encontros com culturas e religiões, as mais diversas possíveis, apontando para além dos horizontes.
“Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura.”
(Mc 16,15)

Representa sempre uma busca e traduz-se em encontros:
o encontro com Deus e o encontro dos irmãos.

Giorgio Paleari – missionário do PIME

Visite as outras páginas

[P.I.M.E.] [MUNDO e MISSÃO] [MISSÃO JOVEM] [P.I.M.E. - Missio] [Noticias] [Seminários] [Animação] [Biblioteca] [Links]

Voltar