Revista "MUNDO e MISSÃO"
Evangelização Geral
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FUNDAMENTO DA MISSÃO A ação missionária é essencial para a comunidade cristã. Pelo Batismo, todo cristão é chamado a reunir-se em comunhão ao redor de Cristo e participar da sua missão (Cf. Mc 3,14-15), com o testemunho de vida, o anúncio do Evangelho, a criação das Igrejas locais e o esforço para se inculturar, o diálogo inter-religioso, a formação das consciências para atuarem as orientações da doutrina social cristã, a proximidade aos últimos e o serviço concreto da caridade. ATUALIDADE DA MISSÃO AD GENTES
Reconhecendo a urgência da Missão, o papa João Paulo II declarou a atualidade da Missão ad gentes (além-fronteiras, para o primeiro anúncio) e sinalizou profeticamente os frutos: “Vejo o alvorecer de uma nova época missionária, que se tornará dia radiante e rico de frutos, se todos os cristãos, e especialmente os missionários e as Igrejas jovens, responderem com generosidade e santidade aos apelos e desafios do nosso tempo” (Redemptoris Missio, 92). Os fatos confirmam a verdade de que “a fé doada revigora-se” (R.M., 2). “Multiplicaram-se as Igrejas locais que possuem bispos, clero e pessoal apostólico próprio. Constata-se uma inserção mais profunda das comunidades cristãs na vida dos povos. A comunhão entre as Igrejas tem levado a um dinâmico intercâmbio de bens espirituais e de dons. A ação evangelizadora dos leigos está mudando a vida eclesial. As Igrejas particulares estão se abrindo ao encontro, ao diálogo e à colaboração com os membros de outras Igrejas cristãs e religiões. Sobretudo, afirma-se uma nova consciência: ou seja, de que a Missão diz respeito a todos os cristãos, a todas as dioceses e paróquias, às instituições e associações eclesiais” (R.M., 2). Estes resultados positivos são especialmente preciosos, porque amadurecidos em contextos que conheceram novas dificuldades, acrescidas às antigas: desde uma mentalidade secularizada mais difundida, aos questionamentos sobre o valor salvífico das religiões não-cristãs; desde um mal-entendido respeito das consciências que considera supérflua a conversão, à promoção humana considerada como objetivo totalizador do compromisso. O cruzamento de aspectos geográficos, culturais e sociais, próprio da globalização, requer atenção aos “novos ambientes nos quais se deve proclamar o Evangelho” (R.M., 37c). Estes são, por exemplo, as grandes aglomerações urbanas, os fenômenos inéditos e crescentes de pobreza, as migrações, os jovens, o mundo da cultura e da ciência, as comunicações sociais e as relações internacionais (Cf. R.M., 37). DA
MISSÃO DA IGREJA À COOPERAÇÃO MISSIONÁRIA O envio da Igreja ad gentes supõe a colaboração de todos os crentes: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20,21). “A participação das comunidades eclesiais e de cada um dos fiéis na realização deste projeto divino chama-se cooperação missionária” (Instrução Cooperatio Missionalis, 2). Por isto a Igreja alegra-se com o fato de que, juntamente com Congregações e Institutos tradicionalmente dedicados à Missão ad gentes, vão surgindo hoje novas formas de promoção da evangelização, bem como novos agentes missionários: sacerdotes diocesanos e outros membros do clero, leigos, associações de voluntários e de famílias, serviços profissionais, Igrejas-Irmãs, intercâmbios de pessoal e de experiências pastorais. Todos estes novos agentes precisam ser ajudados. Para fomentar, apoiar e coordenar a comunhão entre todos os agentes missionários, surgiram vários organismos eclesiais: - comissões e secretarias promovidas pelas conferências episcopais, alianças entre institutos missionários, fundações científicas de estudo e aprofundamento, organizações nos locais de Missão. Em tal contexto, o Concílio Vaticano II não só reconheceu a responsabilidade do Colégio Episcopal para com a Missão universal, como também confiou à Congregação para a Evangelização dos Povos (CEP) a função de “regulamentar e coordenar, em todo o mundo, tanto a obra quanto a cooperação missionária” (A.G.,29). Para promover esta cooperação, a Congregação “serve-se especialmente das Pontifícias Obras Missionárias (POM), a saber, da Obra da Propagação da Fé, da Obra de São Pedro Apóstolo, da Obra da Santa Infância (Infância Missionária) e da União Missionária do Clero” (João Paulo II, Const. Ap. Pastor Bonus, 91). Na obra de formação e cooperação missionária, portanto, “deve ser justamente reservado o primeiro lugar” (A.G.,38) e “o primeiro papel” às Pontifícias Obras Missionárias (R.M., 84). A origem do Dia Mundial das Missões E, de Roma, mandou dizer que o papa havia enviado uma resposta ao pedido: “Esta é uma inspiração que vem do céu”. No final de março de 1926, realizou-se a Plenária do Conselho Superior Geral da Obra, já Pontifícia, da Propagação da Fé. Naquela ocasião, decidiu-se pedir oficialmente ao papa Pio XI “a instituição, em todo o mundo católico, de um dia de oração e de ofertas em prol da propagação da fé”. Em 24 de abril de 1926, a Congregação dos Ritos comunicava que o Santo Padre havia concedido o pedido. Seria celebrado anualmente, no penúltimo domingo do mês de outubro. O primeiro Dia Mundial das Missões foi celebrado em 1927. Em 19 de outubro de 1985, o papa João Paulo II lembrava a origem do Dia Mundial das Missões falando aos fiéis da Igreja de Sássari durante a sua viagem pastoral à Sardenha. Neste ano de 2005 celebramos, portanto, o 79.º Dia Mundial das Missões, com coletas em todas as missas para as Missões da Igreja em todo o mundo, no dia 23 de outubro, penúltimo domingo do Mês das Missões. Contato |
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