Revista "MUNDO e MISSÃO"
História
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A cupidez Este
conto dos tuaregues, tribos perdidas no deserto africano,
Todavia, os curandeiros fizeram que fizeram, mas não conseguiram salvar o doente que morreu três dias depois. Como ninguém sabia de onde ele vinha ou mesmo quem era, aqueles que o hospedaram perguntaram ao imã da tribo o que deviam fazer com todos os bens que encontraram em sua matula: eram jóias e muitas moedas de ouro. Após muito refletir, o chefe religioso mandou que enterrassem tudo com o viajante, visto que não sabiam a quem entregar todas aquelas preciosidades. Deram-lhe, então, um enterro num cemitério vizinho, rezaram por sua alma e colocaram um vigia durante três dias e três noites, para que os chacais do deserto não viessem perturbá-lo em seu sono eterno. E todos os dias, as pessoas da aldeia iam ao cemitério para verificar se a tumba não tinha sido violada por algum bandido da noite. E foi com grande surpresa que, certa manhã, encontraram o próprio imã ajoelhado sobre o túmulo e com as mãos presas na terra. Todos entenderam que ele havia caído na tentação do dinheiro e planejado tudo para ficar com as riquezas. Todavia, perceberam também quão grande estava sendo sua humilhação e seu arrependimento. Inúteis foram todos os esforços para tentar retirá-lo dali. Construíram, então, uma cabana, para protegê-lo do sol escaldante, pediram às crianças que trouxessem água e comida para que não sucumbisse. Mas ninguém era capaz de livrá-lo. A dor era insuportável e ele sentia sob suas mãos as carícias do fogo infernal. Mandaram, então, chamar imãs de outras tribos e aldeias, para tentar resolver o problema, antes que o pobre ladrão morresse. Seu sofrimento durou muitos dias e, só depois de muita oração, os imãs conseguiram libertá-lo. Suas mãos estavam horríveis: encarquilhadas, esverdeadas, deformadas pela dor e pelo sopro do diabo. Depois disso, o deserto viu um homem penitente e piedoso a rezar, arrependido e humilhado. E as tribos conheceram um pregador humilde, fervoroso e... pobre. No deserto do coração que dilata o deserto da areia, com mãos de ar e de areia, o silêncio estende um véu sobre o meu véu. Com a boca de ar e de areia, o silêncio une gritos
a todos os gritos. Canto dos Tuaregues do Saara Colabore com... Colabore com a seção "EnContos". Envie para a
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