Revista "MUNDO e MISSÃO"
História
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O
galo Quem
toma o caminho de Santiago de Compostela com espírito peregrino, por Patrizia Bergamaschi
E foi-se o peregrino a peregrinar.Ia de espírito recolhido e coração livre. Privava seu corpo de conforto, enchia sua alma de alegria. E assim chegou a Santo Domingo de la Calzada e, com simplicidade, pediu abrigo na casa do alcalde (prefeito), que não hesitou em acolhê-lo, pois vira nele um moço não apenas formoso e educado, mas também honesto e piedoso. Ali aguardou o peregrino que seus pais chegassem.
Foi assim que a serva da casa, desprezada pelo peregrino, colocou em sua trouxa valiosas taças de prata que roubara do palácio, acusando-o de ladrão. Não teve o moço como se defender e o alcalde, traído em sua confiança, condenou-o à prisão e depois à morte. Corriam os dias de prisão e os pais do jovem chegaram à procura do filho. Foram ao palácio e todos negavam tê-lo visto; foram até o alcalde, que almoçava, e este negou conhecê-lo, arrematando: "Se estou mentindo, que a ave que estou comendo cante!". E o galo cantou. E seu canto despertou a mentira do alcalde e da serva. E, desde então, canta na igreja de Santo Domingo de la Calzada, um formoso galo, a lembrar a virtude daquele jovem peregrino.
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