por Patrizia Bergamaschi
O hinduísmo tem uma
série de pequenas histórias
que, sem pontuar seu conteúdo moral,
são fonte de ensinamentos sempre atuais
para a vida espiritual.
O falso guru
rocurava
um jovem a verdade e um mestre que pudesse ajudá-lo em sua busca
de santidade. Assim, caminhou durante muitos dias, até aproximar-se
de um ashram. Lá havia um guru que gozava de grande fama, mas,
na verdade, tratava-se de um grande farsante, preocupado apenas com sua
pessoa. Quando chegou e pediu ao guru que o aceitasse como discípulo,
recebeu deste uma tarefa: para provar sua capacidade de obediência,
deveria atravessar um rio infestado de crocodilos que havia perto do ashram.
Tão
obediente, crente e ingênuo era o jovem, que atravessou o rio, dando
louvores aos poderes do mestre. Foi com espanto que o guru viu o rapaz
voltar cheio de alegria e júbilo. Mas, como era tolo e orgulhoso,
achou que, afinal, era realmente santo e decidiu dar a seus discípulos
uma prova de sua santidade. E entrou no rio dos crocodilos, louvando a
si mesmo em alta voz. Foi impiedosamente devorado, após alguns
minutos.
Os ascetas brincalhão
um
pequeno vilarejo indiano, uma mulher havia proibido seu filho de falar
com os ascetas, visto que, se muitos eram santos homens, outros eram farsantes
perigosos. Assim, quando aquele velho chegou à aldeia, ela chamou,
aflita, o filho para dentro da casa e ficou espreitando pela fresta da
porta.
Com surpresa, viu que o dito asceta brincava com as crianças
e fazia cambalhotas para alegrá-las, não se importando com
as gozações e bobeiras que elas lhe diziam. Então,
a mãe abriu a porta e disse ao filho que podia ir falar com o velho,
afinal, aquele era realmente um santo asceta.

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