Revista "MUNDO e MISSÃO"
História
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Transmitida de geração
em geração pelos índios iroqueses que habitavam o
Nordeste Tratava-se de uma grande cabeça suja, com uma enorme e assustadora boca, cabelos horripilantes e asas que a levavam por toda parte. Seu objetivo era espalhar o terror e a violência: sobre qualquer pessoa, sem nenhum motivo ou critério de escolha, ela se abatia com truculência, apavorando homens e animais com seu rugido tenebroso que ecoava noite a dentro. E assim continuava aquele ritual de pavor noturno, perpetuando-se como uma tradição indesejada e infeliz. Não havia nada a fazer. Certa vez, porém, uma jovem iroquesa, cansada daquelas visitas da Cabeça Voadora e de seus nefastos efeitos sobre toda a tribo, especialmente, sobre as crianças, resolveu que já era hora de acabar com aquilo. Naquela mesma noite, o monstro voltou, bem na hora em que todos estavam reunidos na tenda comunitária. E, como sempre, todos fugiram o mais depressa possível. Com seu bebê no colo, a jovem foi a única a não se mexer.
Falava baixinho com a criança e parecia comer pedaços de brasa que elogiava como um delicioso manjar. A Cabeça, em sua raiva cega, não percebia que a mulher jogava as brasas sem engoli-las, e quis fazer o mesmo para desfrutar de tão grande prazer humano. Assim, entrou desastradamente na tenda e aproximando-se do fogo, comeu com avidez todas as brasas que sobraram. Por toda a aldeia só se ouviam os urros desesperados do monstro. E toda a noite assim foi. Mas a Cabeça Voadora nunca mais retornou à tribo dos iroqueses. Adaptação de Patrizia Bergamaschi Colabore com ... Colabore com a seção "Encontos". |
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