Revista "MUNDO e MISSÃO"
História
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É preciso ter paciência Esta história é
uma entre as muitas que uma senhora muito simpática e falante Os dias eram parecidos: o agricultor semeava, cuidava da roça, espantava os insetos, colhia, vendia. O barbeiro percorria as aldeias, cortando as barbas de todos os homens: ao final de um mês, podia recomeçar a busca de clientes. Só o filho mais moço não tinha com o que se preocupar, aliás, ele só engordava e a cada dia ficava mais forte. Parecia um touro! Mas o pai nada dizia e só comentava que todos têm algo para fazer, cada um tem sua serventia e, um dia, certamente, o preguiçoso faria a sua parte. Era só ter paciência... Certa vez, o filho barbeiro havia saído para procurar clientes, quando encontrou o diabo. Este quis saber o que ele fazia e lhe propôs de cortar-lhe o cabelo. O diligente barbeiro aceitou sem hesitar, embora o cabelo do diabo fosse sujo e enorme: mais de quinze metros... Assim que acabou de cortar, soprou um vento muito forte e o diabo gritou de frio. Mas o pior foi que o vento levou seus cabelos para longe, espalhando por todos os cantos. Tomado de uma grande fúria, o diabo ameaçou o barbeiro: caso não lhe restituísse os cabelos, ficaria paralisado ali para sempre, como uma estátua. Aflito, o homem pediu que tivesse paciência porque os cabelos logo cresceriam, mas em vão: o diabo queria seus cabelos de volta. Então, o barbeiro saiu correndo atrás dos fios, antes que se espalhassem ainda mais, e o diabo foi atrás dele. E, correndo como um louco, o barbeiro chegou até a aldeia e entrou na casa do irmão agricultor que estava separando sementes. O diabo entrou também. A história do diabo foi contada a toda a família e o agricultor disse que tinha uma forma de recuperar todos os cabelos. Só havia uma condição: que o diabo limpasse as pegadas de seu campo para não prejudicar a colheita. O diabo aceitou e logo começou a varrer as pegadas, mas tão logo apagava umas, já fazia outras. E assim foi se afastando cada vez mais, até desaparecer lá longe.
Quando o temível homem entrou e ameaçou acabar com ele, o terceiro filho deu-lhe um soco tão forte que o matou. Pegou, então, tudo aquilo que o bandido tinha roubado e chamou os moradores da aldeia para que recuperassem seus pertences. Todos vieram, mas sobrou ainda muita coisa. Quando os pais e os irmãos voltaram, ele lhes contou tudo e mostrou aquelas riquezas. Na verdade, ele nunca fizera nada por ninguém, mas com a venda daqueles objetos, todos os irmãos poderiam se casar. Como o pai dissera: era uma questão de ter paciência...
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